Diferenças e semelhanças entre H1N1 e Coronavírus

por Equipe Danone Nutricia 26 de março de 2020 5 minutes

H1N1 e coronavírus têm sintomas e formas de transmissão semelhantes, mas as pandemias apresentam impactos diferentes

Em 2009, a gripe suína (H1N1) foi considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como o coronavírus em 2020. Apesar das possíveis semelhanças, o novo vírus é mais contagioso e sua taxa de mortalidade é mais alta.

as pandemias de h1n1 e covid-19

A pandemia de H1N1 de 2009 foi uma das mais mortais da história. Teve origem no México e se espalhou pelo resto do mundo, infectando 1.4 bilhão de pessoas e matando entre 151.700 e 575.400, de acordo com o Centers for Disease Protection and Control (CDC). 

O coronavírus, por sua vez, já infectou 300 mil pessoas e provocou 13 mil mortes desde o início da crise em dezembro de 2019, segundo os dados da OMS atualizados em 23 de março.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a capacidade de contágio do coronavírus –  ou seja, o número de pessoas contagiadas por cada doente – é de 2,74. Portanto, um indivíduo infectado transmite a doença a, em média, 2,74 pessoas. No caso do H1N1, a taxa era de 1,5. Portanto, diante desses dados, controlar a gripe suína era tarefa mais fácil do que no caso do COVID-19.

Além disso, também segundo o CDC, a taxa de mortalidade girava em torno de 0.02%. A letalidade do coronavírus é bem mais alta: por volta de 2%.

Quais são, então, as principais características de cada doença?

gripe suína

Assim como ocorre com a gripe, o vírus H1N1 é transmitido pelo contato direto com pessoas ou objetos contaminados, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. 

Se uma pessoa tosse ou espirra, por exemplo, as partículas do vírus podem contaminar alguém que esteja ao seu lado ou objetos e superfícies. 

Os sintomas são semelhantes ao da gripe usual, como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares e articulares, dor de garganta e, às vezes, diarréia e vômito.

Certos pacientes, no entanto, podem apresentar complicações, como idosos, gestantes, portadores de doenças cardíacas, renais, hepática e neurológicas crônicas e pacientes cujo sistema de defesa está comprometido, como soropositivos e indivíduos com câncer.

O próprio corpo se encarrega de combater a infecção pelo H1N1. Os doentes devem tratar os sintomas, de acordo com indicação médica, fazer repouso e se hidratar bem. A internação é necessária apenas em casos graves.

A prevenção consiste em adotar medidas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel com frequência; higienizar objetos de uso pessoal; evitar aglomerações e tomar medidas de higiene respiratória ao tossir e espirrar, cobrindo a boca ou nariz com o cotovelo ou um lenço descartável.

Além disso, já existe uma vacina para a H1N1, disponível gratuitamente na rede pública de saúde para crianças até seis anos, gestantes, idosos e pacientes com doenças crônicas.

coronavírus (covid-19)

Assim como a H1N1 e a gripe comum, o coronavírus é transmitido pelo contato direto com pessoas ou objetos contaminados. A doença pode se disseminar por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando alguém doente tosse ou espirra. Essas gotículas podem pousar em objetos ou superfícies e, quando tocamos neles e em seguida nos olhos, nariz ou boca, podemos contrair a doença. 

Os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes também podem sentir dores, congestão nasal, coriza, garganta inflamada e diarréia. Os sinais geralmente são leves e começam gradualmente. Em casos graves, o doente pode apresentar insuficiência respiratória e renal, o que exige a internação e pode ser fatal. Os grupos de risco são os mesmos da H1N1: idosos e pessoas com doenças preexistentes, como diabetes, câncer, doenças cardíacas e pulmonares, como a asma.

Assim como no caso do H1N1, não há um tratamento específico para o coronavírus. Deve-se tratar os sintomas segundo recomendação médica, fazer repouso e se hidratar. Em casos mais graves, quando há dificuldades para respirar, o paciente deve ser internado e colocado em um respirador. Cerca de 5% dos doentes precisam ser internados nas unidades de terapia intensiva.

A prevenção do coronavírus é a mesma do H1N1: adotar medidas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel com frequência; higienizar objetos de uso pessoal; evitar aglomerações e tomar medidas de higiene respiratória ao tossir e espirrar, cobrindo a boca ou nariz com o cotovelo ou um lenço descartável. 

Ainda não há uma vacina que proteja contra o coronavírus. Devido às altas taxas de transmissão e à possibilidade de provocar sintomas graves, as medidas para conter a pandemia da doença estão sendo mais rígidas do que na época do surto de H1N1, o que inclui o fechamento de fronteiras nacionais, escolas, comércio e quarentena em todos os continentes.

 

Referências:

World Economic Forum - Coronavirus vs flu: how do they compare?

Centers for Disease Protection and Control - 2009 H1N1 Pandemic (H1N1pdm09 virus)

Web Medical Team - H1N1 Flu Virus (Swine Flu)

National Health Service (United Kingdom) - Swine flu (H1N1)

World Health Organization - Coronavirus disease 2019 (COVID-19) Situation Report – 59 

Secretaria de Estado de Saúde - Quais são os sinais e sintomas da Influenza (H1N1) 

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