A dieta enteral não foi administrada no horário certo. E agora?

por Equipe Danone Baby 20 de fevereiro de 2020 5 minutes

Você pulou uma das refeições? Nada de pânico. Veja como administrar a dieta enteral em casos como esse.

A dieta enteral é uma alimentação líquida, recomendada por profissionais de saúde para pacientes que não conseguem comer normalmente. Ela costuma ser indicada para a recuperação após algumas cirurgias, durante alguns tratamentos de câncer, após um AVC (acidente vascular cerebral) ou quando a pessoa não tem mais condições de comer sozinha.  

Porém, nem sempre é possível se alimentar nos mesmos horários. No dia a dia, sabemos que imprevistos acontecem e às vezes simplesmente falta tempo. Portanto, atrasos podem ocorrer. 

 

O que fazer?

Suponhamos que você se alimente a cada três horas e que a sua próxima refeição esteja marcada para às 16 horas. Se você não puder administrar a dieta no horário recomendado, faça assim que possível. 

A refeição seguinte, no entanto, deverá ser feita no intervalo sugerido pelo médico. O importante é não tentar compensar uma dieta perdida dobrando o volume da próxima administração da dieta. Isso pode causar mal-estar, vômito ou diarreia. O que pode ser feito é reorganizar os horários, sempre respeitado o volume e o intervalo entre as dietas.

 

dieta enteral dá trabalho?

A dieta enteral exige sim uma certa dose de cuidados, já que é preciso prestar atenção à higiene e ao correto manuseio dos equipamentos. Para administrá-la, é preciso ter em mãos a sonda (um tubo fino de material macio e flexível, próprio para ser introduzido pelo nariz do paciente até seu estômago ou intestino), o equipo (um tubo de material flexível que conecta o frasco com a dieta à sonda do paciente) e o suporte, para manter o frasco da dieta acima da cabeça da pessoa. 

 

Além disso, se o paciente utilizar a dieta administrada, será preciso misturá-la adequadamente com água se for em pó. Há, também, a opção de comprá-la já na forma líquida. Nos dois casos, as dietas garantem que o paciente receba, de forma balanceada, a nutrição adequada para o seu estado de saúde, conforme recomendado por um profissional de saúde.  

Já a dieta caseira é feita com alimentos convencionais (hortaliças, carnes, frutas), batidos no liquidificador e peneirados na tentativa de deixar a dieta mais líquida e sem grumos. Como não é possível garantir a composição dos ingredientes utilizados na dieta caseira, também não é possível garantir a presença de todos os nutrientes necessários ao paciente (vitaminas, minerais, proteínas, etc.). Além disso, a dieta caseira pode ficar muito viscosa, entupindo a sonda do paciente. Pode, ainda, aumentar o risco de contaminação, levando a maior risco de infecção e piora do quadro clínico. 

Referências:

Nutrição enteral domiciliar, manual do usuário. Hospital das Clínicas, UNICAMP. 2011. 

 

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