Por que a dieta enteral não precisa ser complicada

Por que a dieta enteral não precisa ser complicada

por Equipe Danone Baby 20 de fevereiro de 2020 5 minutes

A dieta enteral pode ser administrada durante um curto ou longo período de tempo. Nos dois casos, é possível se adaptar bem a ela

Certas condições de saúde, cirurgias ou dificuldades para engolir podem prejudicar a alimentação. Nesses casos, o médico ou o nutricionista podem recomendar a dieta enteral, na qual alimentos líquidos são administrados diretamente no trato gastrointestinal por meio de um tubo flexível (sonda) acoplado no abdome ou inserido no nariz do paciente. 

Alimentar-se dessa forma pode parecer muito complexo, mas, na verdade, essa dieta não precisa ser assim tão complicada. O tubo utilizado é na verdade uma sonda flexível, e os nutrientes administrados são similares aos que a pessoa obteria se estivesse comendo normalmente. Assim, é possível obter diariamente carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e água.

 

como a dieta enteral funcional

A sonda é um tubo fino de material macio e flexível, próprio para ser introduzido pelo nariz do paciente até o estômago ou intestino. Em alguns casos, pode ser substituída por uma sonda alimentar acoplada cirurgicamente na altura do estômago ou intestino delgado. 

O alimento administrado pode ser industrializado, já na forma líquida ou em pó (basta misturar com água). Outra opção é a dieta caseira. Para isso, é preciso bater os alimentos no liquidificador para que fiquem líquidos. A alimentação é, então, levada diretamente pelo tubo para ser digerido pelo organismo. Hoje, sabe-se que a dieta industrializada é mais indicada tanto por questões de balanceamento nutricional como por condições de segurança e higiene. 

No processo normal da digestão, o alimento é "quebrado" no estômago e no intestino, para assim, ser absorvido. Os nutrientes absorvidos vão para o sangue e são distribuídos por todo o corpo. A dieta enteral contém os mesmos nutrientes que os alimentos – como proteína, carboidrato, gordura, vitaminas e minerais –, mas nesse tipo de alimentação, os nutrientes já chegam “quebrados”. 

 

quem pode usar a dieta enteral

Pessoas de qualquer idade podem fazer uso da dieta enteral, e é o profissional de saúde que irá avaliar a necessidade desse tipo de alimentação. Muitas vezes, ela é usada por um curto período e depois removida. A pessoa pode, então, voltar a comer normalmente. Em outros casos, é preciso adotá-la por mais tempo, e é possível viver normalmente nessas situações. 

Pessoas que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVCs) ou que estão em estados avançados da doença de Alzheimer, por exemplo, podem precisar fazer uso da dieta enteral de forma perene. 

quais são os tipos de dieta enteral

A dieta enteral pode ser administrada por diferentes tipos de tubo, que podem ser direcionados de diferentes formas. Veja: 

  • Nasogástrica: Direcionado do nariz para o estômago  

  • Nasojejunal: Direcionada do nariz para o intestino 

  • Gastrostomia: Colocada diretamente na pele, por meio de um orifício, para o estômago 

  • Jejunostomia: Colocado diretamente na pele, por meio de um orifício, para o intestino.

    Importante saber: A dieta enteral não pode ser administrada pela veia do paciente (acesso venoso). O médico ou a nutricionista devem indicar o tipo de alimentação enteral adequada para cada paciente. 

    Referências:

    Aspen. American Society for Parenteral and Enteral Nutrition. What Is Enteral Nutrition. http://www.nutritioncare.org/About_Clinical_Nutrition/What_is_Enteral_Nutrition/ 

    Lloyd, David AJ, and Jeremy Powell-Tuck. "Artificial nutrition: principles and practice of enteral feeding." Clinics in colon and rectal surgery 17.02 (2004): 107-118. 

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