Transição da dieta enteral para a oral: como funciona

Transição da dieta enteral para a oral: como funciona

por Equipe Danone Baby 02 de março de 2020 5 minutes

Voltar a comer pela boca é motivo para celebrar. Mas para que a transição tenha sucesso, é preciso ser paciente por mais um tempo e seguir certas etapas

O esperado momento chegou e você finalmente vai começar a se alimentar pela boca, degustando todos os alimentos. É uma notícia e tanto! Mas essa transição pode levar algum tempo e deve seguir etapas.

 

Antes de voltar à alimentação oral, é preciso entender se a transição é segura, e isso depende muito de cada paciente. Por isso, a decisão deve ser feita pela equipe de saúde, e o nutricionista deve acompanhar todo o processo.

Normalmente, a administração da dieta enteral não é interrompida de uma hora para a outra. Alimentos e bebidas via oral são introduzidos aos poucos, respeitando as necessidades do paciente. Assim que for possível aumentar as quantidades, a alimentação pelo tubo será reduzida. Ela será descontinuada apenas quando as necessidades diárias de nutrientes forem totalmente supridas pela dieta oral.

Por isso, é importante anotar as quantidades das bebidas e alimentos ingeridos, para que o nutricionista saiba com maior precisão se você está atingindo os valores necessários. Além disso, sempre comunique o profissional de saúde se houver diarreia, constipação, vômito ou dor de estômago. Também observe se o seu peso continua o mesmo.

dicas para a transição para a dieta oral

Há diversas formas de adaptar o corpo à dieta oral e o médico fará toda a indicação dos procedimentos. Normalmente, se a pessoa faz alimentações cíclicas, pode reduzir o número de horas que a bomba funciona. É possível executar a dieta na bomba por algumas horas à noite enquanto tenta comer durante o dia.

Se já estiver em alimentação intermitente, pode acionar a bomba de alimentação por um curto período, como uma a duas horas por dia, duas vezes por dia, com um intervalo para a ingestão oral. 

Quando começar a comer e beber com mais regularidade por via oral, o nutricionista pode recomendar que ingira uma quantidade específica de dieta por sonda após as refeições somente quando não se alimentar muito bem pela boca. Comer apenas a metade do prato durante o almoço, por exemplo, pode ser bom motivo para complementar a alimentação com a dieta enteral. Assim, nutrientes vitais não são perdidos.

Quando for seguro se alimentar apenas pela boca, é possível complementar com dieta enteral apenas eventualmente. 

O importante é ser paciente na transição da dieta enteral para a dieta oral, seguir as orientações do médico e respeitar o tempo de recuperação!

 

Referências:

Shield Healthcare - How to Transition From Tube Feeding to Eating by Mouth

ASPEn Safe Practices for Enteral Nutrition. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition 41(1)

 
 

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