Dietas hiperproteicas: os prós e contras de comer mais proteína

por Equipe Danone Nutricia 15 de dezembro de 2020 5 minutes

As proteínas são macronutrientes essenciais para diversas funções do corpo, inclusive a constituição de músculos e ossos.

As proteínas são macronutrientes que devem ser consumidos diariamente junto de carboidratos e gorduras, como parte de uma alimentação balanceada e saudável. Mas, para atingir resultados como perda de peso e ganho de massa magra, a dieta hiperproteica tem se popularizado, privilegiando o consumo de proteínas.

De acordo com um estudo publicado em 2009 por pesquisadores da Universidade de São Paulo, existem evidências de que dietas com maior proporção de proteína aumentam a perda de peso e de gordura corporal, enquanto reduzem a perda de massa magra.

Por outro lado, as dietas hiperproteicas também podem trazer efeitos colaterais, como ao funcionamento dos rins. Por isso, a orientação de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, é fundamental antes de adotá-la.

O papel fundamental das proteínas na construção de células, ossos e músculos

As proteínas são macronutrientes essenciais para todo o corpo. Elas participam da construção celular, formando a pele, o cabelo e as unhas. Também estão presentes na saliva, na insulina, na hemoglobina e ajudam a formar as fibras musculares, nervosas e os tendões. 

O nutriente também participa da formação dos ossos e músculos. Estes são feitos de dois principais tipos do nutriente: actina e miosina. Como todas as proteínas, eles são aminoácidos ligados entre si. Pense nelas como uma parede na qual os aminoácidos são os tijolos. Se você está tentando construir mais músculos, seu corpo precisa produzir mais actina e miosina juntando aminoácidos no interior do músculo. 

Por contribuírem tanto para a construção da musculatura, dieta hiperproteicas são usadas para manter e ganhar massa magra por pessoas que praticam atividades físicas. Para melhorar os resultados, muitos atletas também fazem uso de suplementos alimentares.

como as dietas hiperproteicas funcionam

As dietas hiperproteicas privilegiam o consumo de proteínas e gorduras em relação ao de carboidratos. Ingerir mais proteínas diminui o apetite ao aumentar a produção de hormônios que ajudam a pessoa a se sentir saciada. Também aumenta a taxa metabólica e traz efeitos benéficos à composição corporal, diminuindo o peso corporal. 

Como a proteína participa da formação de músculos e ossos, a dieta hiperproteica pode ajudar a ganhar massa muscular e a reduzir a perda dela durante o envelhecimento, chamada de sarcopenia. O consumo do macronutriente também é fundamental no envelhecimento para assegurar a boa saúde dos ossos. 

Além disso, dietas hiperproteicas já foram associadas à redução da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol e triglicérides. Estudo publicado em 2014 por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston, por exemplo, concluiu que maiores ingestões de proteína foram associadas à redução da pressão arterial.

o outro lado: os riscos da dieta hiperproteica

A saúde renal é uma das principais preocupações em dietas hiperproteicas, pois o consumo excessivo de proteínas pode estar relacionado ao trabalho abusivo dos rins, causando lesões de longo prazo no órgão. Além disso, o corpo pode não ser capaz de eliminar todos os resíduos do metabolismo de proteínas. Portanto, a alimentação não costuma ser indicada para pessoas com predisposições a doenças renais.

Além disso, algumas dietas ricas em proteínas restringem tanto a ingestão de carboidratos que podem resultar em deficiências nutricionais, o que pode causar problemas como mau hálito, dor de cabeça e constipação. 

Escolher o tipo adequado de proteína também é fundamental para a qualidade da dieta. Consumir muita carne vermelha, por exemplo, pode trazer prejuízos para a saúde cardiovascular.

Privilegiar boas fontes de proteínas – como carnes brancas e magras (peixes e frangos sem pele), soja, feijão, nozes e laticínios com pouca gordura – é forma de adotar uma dieta hiperproteica com mais qualidade. 

No entanto, antes de adotá-la, converse com o médico e nutricionista. Eles poderão colher o seu histórico de saúde e solicitar exames para entender quais nutrientes são mais adequados para a sua situação e seus objetivos. 

 

Referências:

Buendia JR, Bradlee ML, Singer MR, Moore LL. Diets higher in protein predict lower high blood pressure risk in Framingham Offspring Study adults. Am J Hypertens. 2015;28(3):372-379. doi:10.1093/ajh/hpu157

Pedrosa RF; Donato Junior J ; Tirapegui J. Dieta rica em proteína na diminuição do peso corporal. Rev. Nutr. vol.22 no.1 Campinas Jan./Feb. 2009.

Papakonstantinou E, Triantafillidou D, Panagiotakos DB, et al. A high-protein low-fat diet is more effective in improving blood pressure and triglycerides in calorie-restricted obese individuals with newly diagnosed type 2 diabetes. Eur J Clin Nutr. 2010;64(6):595-602. doi:10.1038/ejcn.2010.29

Mayo Clinic. High-protein diets: are they safe?

Web Medical Team. High-Protein Diets: Do They Work?

Associação Nacional de Atenção ao Diabetes. Dieta hiperproteica - Qual o papel dos alimentos ricos em proteínas?

Amancio LCF, Franco JR, Alves HCC, Carmo JFV. Dietas hiperproteicas: a busca por um corpo esbelto e/ou hipertrofiado. Faculdade Atenas. 

Healthline. 10 Science-Backed Reasons to Eat More Protein. 

 

 

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