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Flexitarianismo: a alimentação para quem deseja comer menos carne

por Equipe Danone Nutricia 22 de novembro de 2021 5 minutes

Os flexitarianos consomem mais alimentos vegetais, como frutas e legumes

Deixar de comer carne de uma vez por todas pode ser frustrante. Para quem está acostumado às proteínas de origem animal, cortá-las do cardápio de forma brusca não é fácil, especialmente em jantares com amigos ou família. O flexitarianismo é o novo movimento que pode ser uma alternativa para quem está nessa situação.

Flexitarianos são aqueles que seguem a alimentação vegetariana na maior parte do tempo, mas que, ocasionalmente, comem algum tipo de carne ou outros produtos de origem animal, como queijo, manteiga e mel. O próprio nome, “flexitarianismo”, mescla os conceitos “flexibilidade” e “vegetarianismo”.

Os flexitarianos, porém, não são considerados vegetarianos, pois estes não comem carne vermelha, frango ou peixe em nenhuma situação, mesmo em ocasiões sociais. Também não são considerados veganos, pois os adeptos da prática não fazem uso de nenhum alimento ou produto de origem animal, como mel ou couro.

Nos Estados Unidos, onde o conceito de flexitarianismo foi criado, 36% dos consumidores que participaram de uma pesquisa do Instituto de Tecnólogos de Alimentos se identificaram como flexitarianos no final de 2020. No Brasil, 52% dos consumidores se consideram flexitarianos, segundo pesquisa da ADM (Archer Daniels Midland Company) em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE).

Por que ser flexitariano?

Os motivos para consumir menos carne ou produtos de origem animal são bastante pessoais, mas geralmente pautados em questões ambientais, alimentares, de saúde ou até mesmo pelo repúdio à crueldade animal.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), países em desenvolvimento, como o Brasil, sofrem maiores impactos ambientais devido ao maior consumo de alimentos processados e carne.

Globalmente, comer muita proteína animal também é uma ameaça, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Eles concluíram, após estudos, que uma mudança global para dietas que dependem menos de carne e mais de frutas e vegetais teria o potencial de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em dois terços e elevar as economias relacionadas à saúde. A pesquisa de Oxford também apontou benefícios para a saúde: até 8 milhões de vidas seriam salvas até 2050 por uma dieta menos baseada no consumo de carne.

A organização Kaiser Permanente, referência em assistência à saúde nas Américas, afirma que dietas à base de plantas são intervenções econômicas e de baixo risco que podem reduzir o índice de massa corporal, a pressão arterial e os níveis de colesterol.

 

Como ser flexitariano

Comer menos carne pode melhorar a saúde das pessoas e do planeta. No entanto, para quem está acostumado a comer carne na maior parte das refeições, essa mudança pode ser assustadora e até mesmo um pouco confusa. O que consumir no lugar do bife de frango ou de vaca?

A boa notícia é que comer menos carne também significa consumir uma nova variedade de alimentos saborosos. Mas quais são eles?

O primeiro passo é cuidar do consumo adequado de proteínas vegetais saudáveis, como feijão, soja, ervilha, lentilha, quinoa, nozes, amêndoas e sementes de chia ou cânhamo. Depois, encha metade do seu prato com vegetais e frutas coloridos: verdes escuros, vermelhos, laranjas, amarelos e até roxos. Você pode variar tanto as proteínas quanto os legumes e vegetais a cada refeição para não enjoar.

Também é possível continuar consumindo proteínas animais ao reduzir o consumo de carne. Os ovos, por exemplo, são boas escolhas, assim como os derivados do leite de vaca, como queijos.

 

Dicas práticas para ser flexitariano

Veja, abaixo, algumas dicas práticas para ser flexitariano no dia a dia, segundo a sociedade World Animal Protection:

Tente a segunda-feira sem carne

Este é o primeiro passo para comer menos carne: escolher um dia da semana para não consumi-la. A segunda-feira sem carne é um movimento mundial, mas você pode escolher riscá-la do cardápio em outro dia.

Explore a proteína vegetal

A natureza oferece uma ampla e colorida variedade de opções de proteínas vegetais, como lentilha, feijão, tofu e grão de bico. Muitos vegetais e legumes, como ervilha e brócolis, também são uma fonte fresca. Explore mais o sabor desses alimentos e todos os pratos variados que pode fazer com eles.

Não desperdice carne

Devemos fazer o possível para evitar o desperdício de alimentos, e o mesmo vale para a carne. Planeje suas refeições com antecedência, compre apenas o que precisa e congele as sobras para comer em outra oportunidade.

Considere carnes vegetais

Hoje existem muitas opções de carne vegetal, à base de soja, legumes, grão de bico ou feijão, por exemplo. Elas podem ou não ter sabor de carne, mas quando não é o caso, também podem ser bastante saborosas.

Convide um parceiro para comer menos carne

Comer menos carne acompanhado de outra pessoa motivada a fazer o mesmo pode ser mais fácil. Juntos, vocês poderão compartilhar novas receitas e até refeições sem carne para dar água na boca.

 

Referências:

Moura NR, Maynard DC. Vegetarianismo: análise da influência na saúde e no meio ambiente. Centro Universitário de Brasília. Faculdade de Ciências da Educação e Saúde. Curso de Nutrição. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/14420/1/Nat%C3%A1lia%20Rodrigues%20Moura%20.pdf

ADM. ADM revela que 52% dos consumidores brasileiros identificam-se como flexitarianos. Disponível em: https://www.adm.com/news/news-releases/adm-revela-que-52-dos-consumidores-brasileiros-identificam-se-como-flexitarianos

University of Oxford. Veggie-based diets could save 8 million lives by 2050 and cut global warming. Disponível em: https://www.ox.ac.uk/news/2016-03-22-veggie-based-diets-could-save-8-million-lives-2050-and-cut-global-warming

Food and Drug Administration. Sustainable Healthy Diets Guiding Principles. Disponível em: http://www.fao.org/3/ca6640en/ca6640en.pdf

Kaiser Permanente. Plant-Based Nutrition. Disponível em: https://thrive.kaiserpermanente.org/care-near-you/northern-california/santarosa/wp-content/uploads/sites/15/2015/09/1082-E-Rev-9-12-CL_tcm75-614811.pdf

Harvard T.C. Chan School of Public Health. Disponível em: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/elevate-your-plate/enjoy-more-variety/

World Animal Protection. 5 tips to eat less meat. Disponível em: https://www.worldanimalprotection.us/5-tips-to-eat-less-meat

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