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Nutrição especializada na infância que pode auxiliar no crescimento e recuperação de doenças

por Equipe Danone Nutricia 03 de dezembro de 2021 5 minutos

A nutrição especializada na infância pode ser recomendada pelo pediatra ou nutricionista quando a criança não obtém todos os nutrientes que precisa por meio da dieta regular

O início da vida apresenta muitas oportunidades para alcançar o melhor desenvolvimento físico, cognitivo e imunológico ao longo da vida, e a nutrição é a principal aliada. Quando se trata de criar condições para uma saúde plena, cada nutriente que ingerimos desde a mais tenra idade conta.

Na primeira infância, crianças precisam de maiores quantidades de nutrientes para crescer e desenvolver todos os órgãos  e tecidos do corpo. O rápido crescimento exige uma alimentação completa e adequada para formar conexões neurais, proteger o organismo de infecções e modular a microbiota, o conjunto de bactérias boas que vivem no intestino e desempenham uma série de funções vitais.

Nutrição na primeira infância

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, já que o leite materno é considerado o melhor e mais completo alimento para o bebê. A amamentação é recomendada até pelo menos dois anos de idade, mas a partir dos seis meses, a alimentação complementar deve ser iniciada.

Assim, no período entre um e três anos de idade, a transição entre o aleitamento materno e a alimentação vai se intensificando. Os hábitos alimentares que a criança adquire nesse período podem ditar muito sobre sua rotina alimentar no futuro. Por isso, a primeira infância é uma oportunidade para abrir portas para uma dieta saudável no futuro.

Além disso, a alimentação saudável na infância é fundamental para o desenvolvimento adequado. O ferro, por exemplo, é um importante mineral que participa dos mecanismos de crescimento, diferenciação e metabolismo celular. Sua deficiência pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento cognitivo e motor, além de deixar a criança mais vulnerável a infecções e, por consequência, aumentar as taxas de mortalidade.

A deficiência de ferro também pode provocar a anemia. Estima-se que mais de 1,2 bilhão de pessoas tenham a condição, sendo as crianças 48% desse contingente.

Já a vitamina D tem ação plenamente reconhecida na saúde óssea. Em associação com o cálcio, favorece o fortalecimento dos ossos e dentes. Essa ação acontece principalmente durante os primeiros anos de vida da criança, quando a velocidade de crescimento é muito elevada. Recentemente, descobriu-se também que essa vitamina auxilia o sistema imunológico.

 

Alimentação especializada na infância

A alimentação especializada entra em cena quando a criança não obtém todos os nutrientes que precisa por meio da dieta regular. Geralmente são casos de doenças como alergias alimentares, epilepsia farmacorresistente, e síndromes de má absorção intestinal, por exemplo.

A dieta cetogênica, por exemplo, é rica em gorduras, pobre em carboidratos e com restrição de proteínas – um tratamento não farmacológico eficaz para a epilepsia infantil resistente a medicamentos. Pesquisas atuais mostram que as crianças que a adotam apresentam melhora cognitiva e psicomotora.

Crianças com alergia alimentar também precisam de uma dieta que isente o alimento que causa alergia, mas garanta a ingestão dos macros e micronutrientes importantes para o desenvolvimento e crescimento adequados. Uma criança com alergia à proteína do leite da vaca (APLV), por exemplo, não pode consumir o leite, mas precisa do aporte adequado de minerais como ferro e cálcio, além de vitamina D.

Sem esse cuidado, cresce o risco de infecções recorrentes, déficit de crescimento, períodos mais longos de internação e até mesmo aumento da mortalidade. Além disso, os custos para os pais e cuidadores também são maiores.

Uma alimentação especializada, por outro lado, tem o potencial de melhorar a saúde e a disposição geral da criança. O nutricionista ou pediatra deve recomendar os produtos adequados, assim como indicar o uso correto para garantir que o pequeno viva melhor e mais saudável. 

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