Estudar na maturidade: aprendizado contribuiu para envelhecimento pleno e saudável

Estudar na maturidade: aprendizado contribuiu para envelhecimento pleno e saudável

por Equipe Danone Nutricia 23 de setembro de 2021 5 minutes

Idiomas, programação e até mesmo um intercâmbio são boas opções de cursos para idosos, uma vez que ajudam a manter o cérebro ativo e os interesses em alta

Nunca é tarde para aprender algo novo. Na verdade, o envelhecimento pode ser um dos melhores momentos da vida para se lançar em uma nova habilidade, pois além de essencial para a saúde cognitiva, pessoas mais velhas costumam ter mais tempo livre para se dedicar a seus interesses.

Assim como o resto do corpo, o cérebro precisa ser exercitado para continuar funcionando a pleno vapor. A reserva cognitiva desse órgão – ou seja, sua capacidade de suportar danos neurológicos devido ao envelhecimento e outros fatores sem mostrar sinais visíveis de lentidão ou perda de memória – diminui ao longo dos anos. Isso pode dificultar a execução de tarefas mentais.

Mas quando mantemos o cérebro ativo por meio de atividades para a memória, do trabalho ou, então, dos estudos, a reserva cognitiva do cérebro pode aumentar. Isso pode ajudar a prevenir doenças como o Alzheimer e ainda trazer sentido para a vida das pessoas mais velhas, que se sentem sempre úteis e com propósito.

Continuar aprendendo ao longo da vida é o chamado “capital de conhecimento”, um dos pilares do envelhecimento pleno e saudável. Separamos uma lista de atividades e cursos que os mais velhos podem encarar para preservar sua saúde cognitiva, mental e trazer um novo sentido para a rotina:

Cursos de tecnologia

Os mais velhos também precisam aprender a usar a tecnologia e a internet, tanto para fazer tarefas simples do dia a dia, como fazer compras e pagar contas, quanto para se comunicar com outras pessoas. Mas para quem não nasceu em frente a uma tela, usar o computador e o celular não é algo intuitivo.

Entre 2010 e 2018 o número de brasileiros conectados à internet cresceu 100%, enquanto o número de idosos conectados cresceu 10 vezes mais, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Já de acordo com o estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a inclusão digital no envelhecimento resulta em melhor qualidade de vida, pois promove socialização, comunicação com família e amigos e acesso à informação. Além disso, ajuda na adaptação a situações do mundo de hoje, o que também torna a pessoa mais autônoma e independente, enxergando propósito na própria vida e nos anos que vêm pela frente.

Cursos criativos

Atividades criativas, como desenhar, pintar, cantar, tocar um instrumento ou atuar, podem ser boa pedida para os mais velhos -- principalmente aqueles que nunca se aventuraram por esse caminho, mas sempre tiveram esse desejo e nunca o honraram por falta de tempo.

As aulas criativas são formas de expressão que podem ajudar a lidar com sentimentos e emoções, assim como dar a oportunidade bem-vinda de socializar e fazer amigos com os mesmos interesses.

Cursos de Idiomas

Aprender um novo idioma pode ser prazeroso, divertido e uma oportunidade de explorar uma cultura diferente. Mas falar uma nova língua também funciona como uma ginástica para o cérebro, pois o obriga a exercer suas capacidades cognitivas e de memória.

Além disso, os mais velhos costumam ter mais facilidade do que as crianças para aprender de forma tradicional, com um professor explicando regras linguísticas e tradicionais. Isso não significa que o idoso não possa buscar uma aula lúdica ou multimídia, que também envolva um mergulho na cultura do país em questão.

Fazer um Intercâmbio

Ter uma experiência em outro país não é uma exclusividade dos jovens. Na verdade, idosos podem ter melhores condições financeiras e mais tempo disponível para se aventurar em um programa de estudos, ou até mesmo de trabalho, em outro país.

Já pensou em fazer um curso de italiano em Roma e sair direto das aulas para uma pizzaria? Ou então tomar um autêntico gelato para espairecer as ideias? Ou, quem sabe, fazer um curso de inglês para negócios no Canadá e aproveitar para fazer um tour pelas belezas naturais do país?

Você também pode fazer intercâmbios para trabalhos voluntários ou para fazer cursos nos quais desenvolva novas habilidades para a sua carreira. Alie seus recursos ao prazer de viajar e aproveite!

Programação

Se você já fez um curso de tecnologia básico ou se já tem certo domínio sobre ferramentas tecnológicas e a internet, pode ser interessante fazer um curso de programação, um novo tipo de linguagem fundamental para quem pretende fazer parte da transformação digital pela qual estamos passando.

Programar é um desafio, mas pode ser uma bela ginástica para o cérebro, especialmente para os mais ambiciosos. Você pode, inclusive, procurar por cursos online.

Seja em um curso de programação ou em uma aula de teatro, continuar aprendendo até o final da vida é muito importante.

Referências:

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Como fazer a inclusão digital de idosos.

Moraes MC, Arens A. Inclusão Digital na Terceira Idade: um relato de experiência realizado no Sinttel/RS.

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Inclusão digital na terceira idade. 

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Vantagens de aprender novos idiomas na terceira idade. Disponível em:

https://www.pucrs.br/blog/vantagens-de-aprender-idiomas-na-terceira-idade/