Dançar faz bem

Dançar faz bem ao cérebro e à saúde cognitiva em todas as idades

por Equipe Danone Nutricia 23 de novembro de 2021 5 minutos

A dança pode trazer benefícios para o humor, a memória e a saúde cognitiva 

A dança tem se popularizado nas academias como forma de exercício físico. Os benefícios dessa expressão artística para o corpo se estendem até o cérebro — e não só para nos deixar menos estressados e mais felizes, mas também para melhorar o desempenho cognitivo em todas as idades.

Artigo de revisão publicado em 2015 afirma que diversos estudos têm investigado os benefícios da dança para o cérebro. A prática oferece uma oportunidade única para investigar a plasticidade do órgão e sua interação com o comportamento.

Segundo a Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, os cientistas começaram a investigar os efeitos neurológicos da dança por conta da complexa coordenação que a atividade requer. Seja para bailar uma valsa, dar os passinhos coordenados ao som de forró ou fazer uma aula de zumba na academia, dançar requer prática e movimentos coordenados.

 

O que a dança faz no cérebro 

Em 2008, cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que sincronizar música e movimento constitui um jogo de duplo prazer. A música estimula os sistemas de recompensa do cérebro, circuito responsável pelas sensações de satisfação e prazer. Enquanto isso, a dança ativa os circuitos sensoriais e motores.

Outros estudos identificaram regiões específicas do cérebro que contribuem para o aprendizado de coreografias e movimentos específicos. Essas regiões são ativadas pelo ato de dançar e se mantêm em constante aprendizado, como:

  • Córtex motor: envolvido no planejamento, controle e execução de movimentos voluntários;
  • Córtex somatossensorial: responsável pelo controle motor e coordenação olho-mão;
  • Gânglios da base: um grupo de estruturas profundas que trabalham com outras regiões do cérebro para coordenar o movimento;
  • Cerebelo: integra mensagens do cérebro e da medula espinhal e ajuda no planejamento de ações motoras finas e complexas.

Outros estudos exploraram os elementos físicos e expressivos da dança que alteram a função cerebral. Segundo a Escola de Medicina da Universidade de Harvard, os benefícios são similares aos promovidos pela atividade física, como melhora da memória e fortalecimento das conexões neurais. 

Um estudo de 2003 publicado no Jornal de Medicina de Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, descobriu que a dança tem um efeito protetor sobre a saúde do cérebro e é capaz de reduzir os riscos de demência, assim como outras atividades físicas como golfe e natação. Segundo os pesquisadores, dançar envolve tanto esforço mental quanto interação social com outras pessoas, dois estímulos importantes para manter o cérebro funcionando.

A dança também foi classificada como uma eficiente terapia para pessoas vivendo com Parkinson, uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central que provoca sintomas como tremores, rigidez muscular e alterações nos movimentos. 

Os sintomas do Parkinson prejudicam em muito a qualidade de vida, e a dança pode ser uma terapia nesse sentido. Estudos sobre os efeitos de técnicas específicas encontraram melhorias na marcha e nas funções dos membros superiores entre os participantes com a doença e outras condições que prejudicam os movimentos.

 

Dançar faz bem ao corpo e alma

Além de fazer bem à mente, dançar também faz muito bem ao corpo e à alma. Não importa o estilo — pode ser balé, dança de rua, sapateado, jazz, dança de salão ou dança do ventre. Além de ser um exercício físico excelente, é uma prática terapêutica, social e indicada para todas as idades, e sempre de acordo com a orientação do profissional de saúde que o acompanha.

A dança relaxa, motiva e estimula. Quem dança, seus males espanta!

 

Referências:

Harvard Medical School. Dancing and the Brain. Disponível em: https://hms.harvard.edu/news-events/publications-archive/brain/dancing-brain

University of Stanford. Use It or Lose It: Dancing Makes You Smarter, Longer. Disponível em: 
https://socialdance.stanford.edu/syllabi/smarter.htm

Verghese J, Lipton RB, Katz MJ et all. Leisure Activities and the Risk of Dementia in the Elderly. N Engl J Med 2003; 348:2508-2516. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa022252

Karpati, Falisha & Giacosa, Chiara & Foster, Nicholas & Penhune, Virginia & Hyde, Krista. (2015). Dance and the brain: A review. Annals of the New York Academy of Sciences. Disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/273474028_Dance_and_the_brain_A_review

Ministério da Saúde. Dançar faz bem ao corpo, à alma e à mente. Disponível em: 
https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-exercitar-mais/dancar-faz-bem-ao-corpo-a-alma-e-a-mente

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