Dormir bem para viver mais: a relação entre sono e longevidade

por Equipe Danone Nutricia 19 de novembro de 2021 5 minutes

Estudos científicos descobriram por que dormir bem nos ajudar a ser mais longevos e a viver com mais saudável

Quando dormimos bem, acordamos revigorados e alertas no dia seguinte. O sono ajuda o corpo a se manter saudável, a evitar doenças e permite que o cérebro funcione corretamente.

Portanto, assim como se alimentar e praticar esportes, dormir bem pode nos tornar mais longevos. Segundo estudo publicado em 2014 por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o sono é um dos processos profundamente afetados pelo envelhecimento. Conforme envelhecemos, o corpo produz níveis mais baixos de hormônio de crescimento, o que reduz o sono profundo, uma parte especialmente revigorante do ciclo do sono. Além disso, quando isso acontece, o sono é mais fragmentado e estamos sujeitos a acordar mais vezes durante a noite.

É por esse motivo que idosos costumam dormir menos do que pessoas mais jovens. Porém, o ideal é que ao longo de toda a vida tenhamos um padrão saudável para viver mais e melhor. O estudo da Unifesp concluiu que o sono de qualidade é um fator importante para a longevidade.

 

Dormir bem para viver mais

Algumas características principais foram associadas à longevidade pelo estudo da Unifesp. Duas delas estão relacionadas ao sono: a manutenção do sono de ondas lentas em idosos mais velhos e a existência de padrões de sono regulares entre os mesmos.

Os idosos que dormiam melhor também apresentavam níveis mais alto de colesterol HDL, considerado o “colesterol bom”, e níveis mais baixos de triglicérides, gorduras de reserva de energia ao organismo, mas que em altos níveis aumentam os riscos de doenças cardíacas e outros problemas de saúde.

Além disso, segundo publicação da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm maior risco de desenvolver comorbidades como diabetes, doenças do coração, derrames, declínio cognitivo e morte por diversas razões. Dormir pouco também contribui para a ganho de peso e maiores níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

Cientistas identificaram uma importante função do cérebro ativado quando está em repouso. Durante o sono, um sistema de eliminação de resíduos, conhecido como sistema glifático, executa uma espécie de "enxágue" no cérebro que "lava" a beta-amilóida, uma proteína prejudicial cujo acúmulo está associado ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

 

Como dormir melhor

A média de sono entre os idosos é de seis horas por noite, segundo a Fundação do Sono. Dormir menos do que isso não é recomendado, enquanto dormir mais pode ser bem-vindo. De toda forma, o importante é ter um sono tranquilo e de qualidade:

Veja algumas dicas para dormir melhor:

  • Evitar acender a luz do quarto na hora de dormir;
  • Evitar estímulos como televisão e celular;
  • Tentar ir dormir sempre no mesmo horário e estabelecer uma rotina para antes de deitar, como tomar um banho relaxante ou ler um livro;
  • Fazer refeições leves à noite, de acordo com a orientação nutricional de um profissional da saúde.
  • Tenta acordar no mesmo horário todos os dias;
  • Praticar atividades físicas, orientado por um profissional da saúde.
  • Ir ao médico se as dificuldades para dormir forem muito incômodas.

 

Referências:

Sleep Foundation. Aging and Sleep. Disponível em:

https://www.sleepfoundation.org/aging-and-sleep

Mazzotti DR, Guindalini C, Moraes WA, et al. Human longevity is associated with regular sleep patterns, maintenance of slow wave sleep, and favorable lipid profile. Front Aging Neurosci. 2014;6:134. Published 2014 Jun 24. Disponível em:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4067693/

Harvard Health Publishing - Harvard Medical School. In search of sleep. Disponível em:
https://www.health.harvard.edu/womens-health/in-search-of-sleep