Fome emocional

Fome emocional: como lidar com ela e quando procurar ajuda

por Equipe Danone Nutricia 03 de dezembro de 2021 5 minutos

A fome emocional pode funcionar como canalização de emoções negativas, como tristeza, frustração ou ansiedade

Comida é afeto, conforto e compartilhar momentos com pessoas queridas. Também é fundamental para a nossa saúde e bem-estar. Mas, às vezes, o ímpeto de comer pode ser um reflexo de questões emocionais mais profundas, o que torna o hábito pouco saudável.

A fome emocional é provocada não por uma necessidade fisiológica, mas emocional. Não estamos falando de fazer um arroz e feijão com tempero de vó para relembrar os almoços em família, mas sim de canalizar emoções na comida, como tristeza, raiva, ansiedade, estresse, frustração ou solidão.

O prazer em comer é reconhecido pelo cérebro e pode gerar sensação de conforto e alívio momentâneo, segundo publicação da Escola de Medicina da Universidade de Harvard. O problema é que, muitas vezes, esses alimentos não são lá muito saudáveis, como açúcares e frituras. Descontar tudo na comida é um hábito que pode provocar ganho excessivo de peso e prejudicar a saúde. Além disso, significa que você não está lidando com seus sentimentos como deveria.

 

Causas da fome emocional

Embora algumas pessoas comam menos diante de emoções fortes, a compulsão alimentar pode ocorrer diante de aborrecimentos da vida diária ou eventos importantes. As emoções podem ficar tão ligadas aos hábitos alimentares que, quando bate a raiva ou ansiedade, automaticamente consumimos uma guloseima sem de fato prestarmos atenção ao que estamos fazendo.

Os gatilhos para a fome emocional podem incluir:

  • Conflitos de relacionamento
  • Problemas no trabalho
  • Cansaço
  • Pressões financeiras
  • Problemas de saúde

 

Como lidar com a fome emocional

A Mayo Clinic, organização sem fins lucrativos da área de serviços médicos e de pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, dá algumas dicas para lidar com a fome emocional:

Mantenha um diário alimentar

Anote o que você come, quanto você come, quando você come e em que situações sente fome. Anote, também, o que você sente quando está com fome. Com o tempo, poderá notar padrões que revelam a conexão entre o humor e a comida.

Controle o estresse

Se o estresse contribui para a sua fome emocional, experimente outras técnicas para lidar com ele, como yoga, meditação ou prática de exercícios físicos.

Perceba se sua fome é física ou emocional

Se você comeu recentemente e seu estômago não está roncando, você provavelmente não está com fome. Dê um tempo para que o desejo emocional vá embora.

Lute contra o tédio

Em vez de petiscar várias vezes ao longo do dia quando estiver entediado, distraia-se e adote outros comportamentos, como brincar com o seu gato, ler um livro, ouvir música ou ligar para um amigo. Petiscar pode ser saudável para dar energia e garantir a boa nutrição, mas não quando ocorre por fome emocional. Assim, na hora do lanchinho, prefira frutas frescas, vegetais ou castanhas, por exemplo.

Afaste a tentação

Não tenha em casa alimentos que considere difíceis de resistir. Quando se sentir irritado ou triste, aguarde as emoções estarem sob controle para ir ao mercado.

Não se prive

Se você está tentando perder peso, pode tentar limitar demais as calorias, comer os mesmos alimentos repetidamente e banir as guloseimas. Muitas vezes, isso pode aumentar o desejo por alimentos pouco saudáveis e provocar explosões de compulsão alimentar. Para controlar o peso, é melhor buscar ajuda de um profissional, como um nutricionista, que irá indicar uma dieta balanceada e com as quantidades corretas de alimentos saudáveis e eventuais guloseimas para matar a vontade.

Aprenda com os contratempos

Se você tiver um episódio de fome emocional, perdoe-se e saiba que amanhã é um novo dia. Tente aprender com a experiência e faça um plano de como evitar isso no futuro. Concentre-se nas mudanças positivas que está fazendo em seus hábitos alimentares e dê a si mesmo o crédito pelas mudanças que possibilitarão uma saúde melhor.

Busque ajuda

É mais provável que você ceda à alimentação emocional se não tiver uma boa rede de apoio. Conte com a família, os amigos, considere entrar em um grupo de apoio e sempre busque orientações de um profissional da saúde.

 

Fome emocional e distúrbios alimentares

A fome emocional não é um distúrbio alimentar, mas pode ser um sinal de alerta sobre algo que não vai bem. Em certos casos, pode ser um indicativo ou primeiro passo para distúrbios como a bulimia nervosa, na qual a pessoa come compulsivamente e depois usa métodos para se livrar do alimento ingerido, como laxantes ou indução do vômito.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional, as principais causas para uma pessoa desenvolver um distúrbio alimentar são:

  • Obsessão para alcançar medidas consideradas ideais;
  • Carências que são suprimidas com a comida;
  • Dificuldade de reconhecer as próprias emoções;
  • Padrões de comportamento automático;
  • Traumas que podem levar à depressão e ao descontrole alimentar.

Buscar ajuda profissional de um psicólogo pode ser importante nesses casos. Comer é bom, mas não para aplacar a tristeza.

 

Referências:

Harvard Health Publishing - Harvard Medical School. Struggling with emotional eating? Disponível em: https://www.health.harvard.edu/diet-and-weight-loss/struggling-with-emotional-eating

Mayo Clinic. Weight loss: Gain control of emotional eating. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/weight-loss/in-depth/weight-loss/art-20047342

Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. Fome emocional: como controlar e qual a relação com distúrbios alimentares? Disponível em: https://www.sbie.com.br/blog/fome-emocional-como-controlar-e-qual-a-relacao-com-disturbios-alimentares/

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