Otimismo pode reduzir os riscos de acidentes cardiovasculares

por Equipe Danone Nutricia 08 de outubro de 2020 5 minutes

Estudo publicado em 2019 correlaciona o otimismo com a redução de ataques cardíacos, AVCs e outras doenças

Adotar uma postura otimista pode trazer leveza e criar um ambiente agradável tanto para nós, quanto para quem vive ao nosso redor. Tal sensação de bem-estar também pode diminuir os riscos de acidentes cardiovasculares, de acordo com um estudo feito por pesquisadores de diferentes escolas de medicina dos Estados Unidos, incluindo a Universidade Harvard.

As doenças cardiovasculares são, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a principal causa de morte no mundo. Esse grupo de doenças do coração e dos vasos sanguíneos inclui os ataques cardíacos e AVCs (rompimento ou bloqueio de um vaso sanguíneo no cérebro).

De acordo com o estudo, publicado em 2019 no jornal Jama Network Open, os resultados sugerem que o otimismo não só reduz as chances de apresentar acidentes cardiovasculares, mas também de morrer prematuramente por qualquer doença, incluindo câncer, demência e diabetes.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores tiveram acesso a um extenso banco de dados de mais de 200 mil participantes dos Estados Unidos, Israel, Austrália e países da Europa. Tais participantes foram acompanhados por quase 14 anos em estudos que investigaram a relação entre otimismo, pessimismo e acidentes cardiovasculares ou mortalidade por todas as causas.

enxergar o copo meio cheio

A ideia de que o otimismo faz bem para a saúde não é nova. Em um estudo publicado em 2002, psicólogos da Escola de Medicina da Universidade Temple e do Colby College, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas otimistas tinham mais conhecimento sobre por que e como ataques cardíacos ocorrem. Portanto, também sabiam como se prevenir, evitando o consumo de álcool, cigarro e estresse elevado. A mesma pesquisa ainda descobriu que os otimistas se exercitavam com mais frequência.

Outro estudo, publicado em 2006 pelo Departamento de Psicologia da Universidade do Kentucky, também nos Estados Unidos, concluiu que os otimistas lidam melhor com fatores de estresse e traumas. Eles tendem a usar estratégias que permitem encarar o problema de frente e encontrar maneiras de reduzir a sua gravidade. Quando isso não é possível, buscam maneiras de gerenciá-lo e controlá-lo.

O otimismo também pode reduzir o risco de hipertensão, uma causa importante da doença arterial coronariana, segundo um estudo feito pela Universidade de Harvard. Os cientistas avaliaram 1.306 homens com idade média de 61 anos. Cada participante foi avaliado por um estilo de vida “otimista” ou “pessimista”, bem como pela pressão arterial, níveis de colesterol, obesidade, tabagismo, uso de álcool e histórico familiar de doença cardíaca.

Nenhum dos homens havia sido diagnosticado com doença coronariana quando o estudo começou. Nos dez anos seguintes, os homens mais pessimistas apresentaram duas vezes mais chances de desenvolver doenças cardíacas do que homens mais otimistas, mesmo depois de levar em consideração outros fatores de risco.

Pesquisadores têm acumulado evidências de que o otimismo faz bem para a vida que se vive dia a dia e, de quebra, impacta a longevidade. Por isso, faça sempre o possível para enxergar o copo meio cheio.

 

Referências:

Organização Pan-Americana de Saúde - Organização Mundial da Saúde. Doenças cardiovasculares.

Harvard Health Publishing - Harvard Medical School. Optimism and your health.

Rozanski A, Bavishi C, Kubzansky LD, Cohen R. Association of Optimism With Cardiovascular Events and All-Cause Mortality: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Netw Open. 2019;2(9):e1912200. Published 2019 Sep 4. doi:10.1001/jamanetworkopen.2019.12200

Nes, L. S., & Segerstrom, S. C. (2006). Dispositional Optimism and Coping: A Meta-Analytic Review. Personality and Social Psychology Review, 10(3), 235–251

Radcliffe, N. M., & Klein, W. M. P. (2002). Dispositional, Unrealistic, and Comparative Optimism: Differential Relations with the Knowledge and Processing of Risk Information and Beliefs about Personal Risk. Personality and Social Psychology Bulletin, 28(6), 836–846

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