Antibióticos: o que são e por que usá-los de forma responsável

por Equipe Danone Nutricia 08 de outubro de 2020 5 minutes

Antibióticos são usados para tratar infecções bacterianas, como no ouvido e na garganta

Em casos de dor de garganta forte e muita febre, é comum deixarmos o consultório médico com uma receita de antibiótico. O medicamento parece ser tiro e queda para resolver certas condições. Mas é preciso tomar cuidado, pois ele trata apenas certos tipos de infecções, causadas por bactérias.

Antibióticos são substâncias capazes de eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias e, portanto, são utilizados no tratamento de doenças bacterianas. Em 1928, o cientista Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico: a penicilina. Antes disso, era comum que pessoas morressem de infecções que atualmente não são consideradas graves, como uma simples garganta inflamada.

As cirurgias também se tornaram bem mais seguras, já que tais procedimentos colocam o paciente em risco de contrair infecções bacterianas no hospital. Portanto, assim que os antibióticos ficaram disponíveis a partir da década de 1940, a expectativa de vida da população cresceu.

para que serve o antibiótico

Alguns tipos de antibióticos são eficazes apenas contra certas bactérias. Outros, conhecidos como antibióticos de amplo espectro, atacam uma ampla gama de bactérias.

Os antibióticos atacam as bactérias de duas principais formas: impedindo a sua reprodução ou as eliminando. Neste último caso, interrompem o mecanismo responsável pela construção de suas paredes celulares. Para chegar até as bactérias, o medicamento entra na corrente sanguínea e circula pelo corpo.

Os antibióticos podem tratar os seguintes tipos de infecções:

● Algumas infecções de ouvido

● Algumas infecções de garganta

● Sinusite

● Infecções dentárias

● Meningite (inchaço do cérebro e medula espinhal)

● Infecções de pele

● Infecções na bexiga e nos rins

● Pneumonias bacterianas

● Coqueluche

Os antibióticos costumam ser utilizados nos seguintes casos:

● Casos que não são graves, mas que provavelmente só serão resolvidos com o uso de antibióticos, como herpes labial, foliculite (um tipo de infecção de pele) e certos tipos de acne persistentes, como nas costas, peitos e ombros;

● Condições que não são graves, mas podem ser transmitidas para outras pessoas quando não tratadas com antibióticos, como a clamídia e outras infecções sexualmente transmissíveis;

● Casos cujas evidências sugerem que os antibióticos podem acelerar significativamente a recuperação, como em infecções nos rins;

● Casos que apresentem risco de complicações graves, como celulite e pneumonia.

Por fim, os antibióticos também pode ser utilizados de forma profilática, ou seja, para prevenir infecções nos seguintes casos:

● Antes de uma cirurgia;

● Após uma mordida ou ferida que pode infectar;

● Se você tiver um problema de saúde que aumente o risco de desenvolver infecções bacterianas, como durante um tratamento quimioterápico ou se o seu baço, que faz parte do sistema imunológico, foi removido.

Quando (e como) não utilizar antibióticos

Apenas infecções bacterianas podem ser combatidas com antibióticos. Portanto, o resfriado comum, a gripe, a maioria das tosses e viroses intestinais não devem ser tratados antibióticos, mas com medicamentos que combatam vírus. O médico irá coletar o histórico clínico do doente e fazer exames, se necessário, para entender qual remédio prescrever.

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, o uso indiscriminado de antibióticos pode tornar as bactérias resistentes aos tratamentos, gerando um grave problema de saúde pública no mundo todo. A resistência ocorre quando o medicamento não é usado para tratar infecções causadas por bactérias, como resfriados; quando as doses prescritas são incorretas; ou quando o tempo de tratamento é inadequado.

Quando o paciente apresenta sintomas como dor e febre e começa a tomar antibiótico, as bactérias mais frágeis começam a ser eliminadas ainda nas primeiras doses, melhorando o quadro geral da doença. Se o uso do medicamento for suspendido neste momento, as bactérias mais fortes continuam vivas e passam a se multiplicar. Assim, os sintomas reaparecem. As novas bactérias, descendentes das mais fortes, também serão bastante resistentes. Portanto, é provável que o antibiótico não funcione mais para tratar a infecção.

Portanto, ao tomar antibióticos, é preciso seguir à risca as recomendações do médico. O Ministério da Saúde dá as seguintes recomendações para o seu uso:

● Nunca use antibióticos sem a indicação do médico ou dentista;

● Use a dose que foi prescrita e nos horários corretos (usar doses maiores não acelera a cura);

● nunca pare o tratamento antes do prazo indicado, mesmo que os sintomas tenham melhorado;

● Não use antibióticos fora do prazo de validade, POIS podem não fazer efeito e causar resistência bacteriana;

● Evite guardar sobras de antibióticos em casa, pois a quantidade geralmente não é suficiente para um novo tratamento.

os efeitos colaterais dos ANTIBIÓTICOS

Como todo medicamento, os antibióticos podem causar efeitos colaterais, sobretudo no sistema digestivo, como vômito, náuseas, diarréia, constipação, indigestão, dores abdominais e perda de apetite. No entanto, esses efeitos costumam ser moderados e geralmente passam ao fim do tratamento.

Os antibióticos também podem causar alergias, como erupções cutâneas, urticária ou tosse. Apenas em casos muito raros, o seu uso pode causar reações graves, como a anafilaxia, caracterizada por dificuldades respiratórias, batimentos cardíacos acelerados, pele úmida, confusão, ansiedade, colapso ou perda de consciência.

Portanto, sempre tome antibiótico sob prescrição médica e com responsabilidade.

 

Referências:

Ministério da Saúde. Uso correto de antibióticos.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. Antibióticos.

National Health Service. Antibiotics.

Web Medical Team. What Are Antibiotics?

Microbiology Society. What are antibiotics and how do they work?

Wielink G, Koning S, Oosterhout RM, Wetzels R, Nijman FC, Draijer LW. Infecções bacterianas de pele. Sociedade Brasileira de Medicina da Família e da Comunidade. Resumo de diretriz NHG M68 (agosto 2007).

Drauzio Varella. Dicas para evitar acnes.

LEIA MAIS