Diastase

Diástase: o que provoca a separação dos músculos abdominais na gravidez

por Equipe Danone Nutricia 14 de novembro de 2021 5 minutos

A diástase ocorre principalmente na gestação, mas também pode ser uma consequência de músculos abdominais enfraquecidos

Durante a gravidez, o bebê precisa de espaço para crescer e se desenvolver. Muitas vezes, quando os músculos abdominais estão mais fracos, o útero os afasta para acomodar o feto, provocando a diástase abdominal.

O afastamento dos músculos e do tecido conjuntivo do abdômen, que vão do peito à pélvis, pode chegar a 10 cm de distância e é a principal causa de flacidez e dor na lombar após o nascimento do bebê. Apesar de ser mais frequente durante a gestação ou o parto, também pode ocorrer em outras situações, como ao levantar muito peso em uma postura incorreta.

Em geral, mulheres que já estão na sua segunda ou terceira gravidez estão mais propensas a sofrer com a diástase, assim como aquelas que estão grávidas de gêmeos ou dão a luz a bebês muito grandes. Ter um filho após os 35 anos também é um fator de risco. Quando não se é gestante, os músculos abdominais fracos estão associados à condição.

A diástase pode se resolver sozinha com o tempo. Estudo feito pela Universidade de Oslo e pela Escola de Ciências do Esporte, na Noruega, descobriu que a condição ocorre em 60% das gestantes, geralmente no segundo trimestre da gravidez. Em alguns casos, o afastamento dos músculos permanece, o que provoca uma série de sintomas e afeta a autoestima das mulheres.

Sintomas da diástase abdominal

O sintoma mais comum da diástase é uma protuberância no estômago, especialmente ao tensionar ou contrair os músculos abdominais. Você também pode sentir a região abaixo do umbigo muito mole e flácida.

A condição pode provocar sintomas como dor na região lombar, problemas de postura, prisão de ventre, inchaço, dificuldades em respirar ou se mover normalmente e até mesmo perdas involuntárias de urina.

Como tratar a diástase abdominal

O principal tratamento para a diástase abdominal é a fisioterapia, usando aparelhos que ajudam a contrair os músculos. O fisioterapeuta também pode prescrever exercícios, como o pilates, feito sob o acompanhamento profissional. Em último caso, uma cirurgia simples para costurar os músculos pode ser feita.

Até que a diástase seja curada, pode ser preciso tomar alguns cuidados, como evitar levantar peso, evitar apoiar o bebê em um dos quadris para não causar dor e evitar a prática de exercícios que possam ser doloridos ou machucar. O acompanhamento do médico é fundamental para dar as indicações do que fazer e o que evitar nesse período.

Para prevenir a diástase abdominal, é muito importante fortalecer o abdômen, o assoalho pélvico e os músculos oblíquos, aqueles laterais que vão das costelas até os ossos do quadril. Mesmo durante a gravidez, a dica é evitar o sedentarismo e manter uma rotina ativa de exercícios, sempre com o apoio de um profissional de educação física.

Referências:

Sperstad JB, Tennfjord MK, Hilde G, Ellström-Engh M, Bø K. Diastasis recti abdominis during pregnancy and 12 months after childbirth: prevalence, risk factors and report of lumbopelvic pain. Br J Sports Med. 2016;50(17):1092-1096. doi:10.1136/bjsports-2016-096065. Disponível em:

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Jessen ML, Öberg S, Rosenberg J. Treatment Options for Abdominal Rectus Diastasis. Front Surg. 2019;6:65. Published 2019 Nov 19. doi:10.3389/fsurg.2019.00065. Disponível em:

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https://www.sciencedirect.com/topics/nursing-and-health-professions/muscle-diastasis

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