Obesidade no Brasil: mais da metade da população está acima do peso

por Equipe Danone Nutricia 08 de outubro de 2020 5 minutes

A obesidade está relacionada a diversas doenças e pode, inclusive, ser fator de risco durante a pandemia de coronavírus

Sentir enjoo na gravidez é comum durante os primeiros meses e, para quem ainda não sabe que está grávida, pode ser uma forma de descobrir. This is an example link in a body text. Geralmente, eles acontecem no período da manhã durante o primeiro trimestre.

Enjoos são tão comuns de manhã que ganharam o nome de “enjoo matinal” – mas podem ocorrer em qualquer hora do dia. São um dos principais sintomas da gravidez e cerca de dois terços das mulheres o experimentam, particularmente a partir da quarta semana de gestação.

Entre a 12ª e 14ª semanas, os enjoos costumam desaparecer sozinhos. No entanto, um quinto das mulheres podem se sentir enjoadas também no segundo semestre. No pior dos casos, a sensação desagradável dura a gestação toda.

sobrepeso e obesidade

Sobrepeso e obesidade são classificações do Índice de Massa Corporal (IMC), uma técnica utilizada para medir o peso e o acúmulo de gordura corporal de uma pessoa em relação à sua altura. A tabela do IMC diz o seguinte:

IMC Classificação

Abaixo de 18,5 Baixo peso

Entre 18,5 e 24,5 Peso normal

Entre 25 e 29,9 Sobrepeso

Entre 30 e 34,9 Obesidade de classe I

Entre 35 e 39,9 Obesidade de classe II

Acima de 40 Obesidade de classe III ou mórbida

Para calcular o IMC, é preciso dividir o peso pela altura ao quadrado. De acordo com a tabela, as pessoas com excesso de peso são aquelas que têm IMC entre 25 e 29,9. Quando o IMC está acima de 30, o indivíduo é considerado obeso.

Ter excesso de peso ou ser obeso significa que o acúmulo de gordura corporal no organismo está superior ao saudável, o que pode provocar problemas de saúde. No entanto, é preciso ressaltar que tal avaliação deve ser feita por um médico ou nutricionista.

Em casos de excesso de peso, pode ser que a pessoa em questão tenha mais músculos do que gordura e, portanto, sua saúde não esteja necessariamente em risco.

o que causa a obesidade?

Segundo a OMS, a causa fundamental da obesidade e do excesso de peso é um desequilíbrio energético entre calorias consumidas e calorias gastas. Isso pode ser consequência de dois principais fatores:

● Um aumento no consumo de alimentos muito calóricos, ricos em gordura e açúcar;

● Uma redução da prática de atividades físicas e aumento do sedentarismo.

O sedentarismo e a alimentação inadequada e excessiva são, portanto, as principais causas da obesidade. No entanto, a doença é complexa e multifatorial. Fatores genéticos podem estar relacionados, assim como psicológicos, quando o estresse, ansiedade e frustrações diante de problemas da vida desencadeiam crises de compulsão alimentar e aumento do apetite.

No Brasil, a prevalência de obesidade se intensificou a partir dos anos 2000, relacionada à mudanças no padrão alimentar da população. O tradicional arroz, feijão e salada passou a ser substituído com mais frequência por alimentos ultraprocessados, como congelados e fast-foods.

sinais de obesidade

Além da avaliação do IMC, outros sintomas ajudam a identificar a obesidade. Preste atenção aos seguintes sinais:

● As roupas estão mais apertadas

● Dificuldades para se movimentar

● Cansaço frequente

● Dificuldades para dormir

● Distúrbios no ciclo menstrual em mulheres

Procurar o médico é fundamental para fazer uma avaliação geral e entender se a saúde está prejudicada de alguma forma. O profissional de saúde também poderá recomendar ajustes na alimentação e nos hábitos diários para reduzir o excesso de peso.

consequências da OBESIDADE

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças, segundo a OMS:

● Doenças cardiovasculares (principalmente problemas cardíacas e acidentes vasculares cerebrais);

● Aumento do colesterol e triglicérides

● Diabetes;

● Distúrbios músculo-esqueléticos

● Alguns tipos de câncer, como endometrial, mama, ovário, próstata, fígado, vesícula biliar, rim e cólon.

Durante a pandemia de coronavírus, a obesidade é considerada um fator de risco, segundo o Ministério da Saúde. Isso porque pacientes com doenças crônicas pré-existentes, como diabetes e hipertensão, apresentaram versões mais graves da COVID-19. Isso significa que a infecção causada pelo vírus se desenvolveu mais rapidamente e provocou complicações, como insuficiência respiratória aguda.

A obesidade também afeta a saúde emocional. Quem está acima do peso sofre com os estigmas sociais e, não raro, o acompanhamento psicológico pode ser necessário.

obesidade infantil

Quando a obesidade está presente desde a infância, os problemas associados podem ser ainda maiores. Durante a juventude, a condição pode estar associada à maior chance de obesidade no futuro, morte prematura e incapacidade na idade adulta.

Além de aumentar os riscos para a saúde no futuro, crianças obesas apresentam, com mais frequência, dificuldades para respirar, aumento do risco de fraturas, de hipertensão, de resistência à insulina e, por fim, marcadores precoces de doenças cardiovascular.

escolhas mais saudáveis: como prevenir a obesidade

De acordo com a OMS, o excesso de peso e a obesidade são amplamente evitáveis. Algumas dicas são:

Prefira consumir alimentos minimamente processados e naturais

Faça dos alimentos obtidos diretamente de plantas ou animais a base da sua alimentação. Frutas, vegetais, legumes, grãos integrais, feijões, cereais, raízes, ovos, frutas secas, sucos integrais, chás, macarrão, castanhas, carnes e água devem ser os mais consumidos.

Controle o consumo de alimentos de origem animal

Ainda que os alimentos de origem animal contenham nutrientes importantes, como as proteínas, é preciso prestar atenção ao consumo. Eles não possuem fibras e podem ter excesso de gorduras não saudáveis -- principalmente carnes vermelha. Pessoas com risco de doença cardivoascular, por exemplo, devem consumir com moderação devido à presença de gordura saturada, sal e colesterol.

Crie hábitos saudáveis de alimentação

Cozinhar a sua própria comida é um primeiro passo para comer melhor e com mais qualidade. Além disso, evite comer em frente à televisão ou ao computador, sem prestar atenção no que está comendo. Isso pode acarretar o consumo exagerado e facilitar o ganho de peso.

Prefira comer em locais limpos, confortáveis e tranquilos, onde você possa apreciar o alimento. Além disso, sempre que possível, compartilhe refeições com familiares, amigos e colegas de trabalho para ampliar o prazer e tornar o ato de comer menos mecânico.

Pratique atividades físicas regularmente

O estilo de vida sedentário é um dos fatores relacionados à obesidade, então é preciso fazer o possível para se manter ativo. Além da práticas de esportes, evite locomover-se apenas de carro e passar o dia sentado.

Consulte um médico de confiança para receber recomendações personalizadas de alimentação, exercícios físicos e outras medidas necessárias.

 

Bibliografia:

Ministério da Saúde. Brasileiros atingem maior índice de obesidade nos últimos treze anos.

Ministério da Saúde. 7 dicas de alimentação para prevenir a obesidade.

Ministério da Saúde. Por que a obesidade é um fator de risco para o coronavírus?

World Health Organization. Obesity and overweight.

World Health Organization. Controlling the global obesity pandemic.

Agência FAPESP. Epidemia de obesidade é resultado de alteração do padrão alimentar.

Agência FAPESP. Motores da epidemia de obesidade no Brasil.

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