Memória e idade: por que ficamos mais esquecidos com o tempo

por Equipe Danone Baby 04 de fevereiro de 2020 5 minutes

As falhas de memória estão relacionadas às mudanças no cérebro provocadas pela idade, como a redução do tamanho do hipocampo

O cérebro pode armazenar uma alta quantidade de memórias, formadas a partir de nossas experiências de vida. Mesmo assim, podemos esquecer fatos, compromissos, o nome das pessoas e até mesmo onde guardamos nossos pertences. 

Por outro lado, há certas coisas que nunca esquecemos -- e não estamos falando do primeiro amor.  O ditado “você nunca esquece como andar de bicicleta” é um exemplo de memória processual, caracterizada pela lembrança de processos e habilidades, que não tendem a desaparecer com a idade. Por isso, o velho ditado faz todo o sentido.

Já as memórias visuais pode ser menos resistentes, como se lembrar de novas imagens. Diferentes tipos de memória podem começar a falhar com a idade e, além disso, a aprendizagem pode acontecer mais lentamente.

A relação entre memória e idade

 O cérebro muda e se desenvolve ao longo da vida. Algumas funções cognitivas ficam mais fracas, enquanto outras melhoram. O hipocampo, considerado a principal sede da memória, diminui de tamanho. Adultos saudáveis com mais de 55 anos perdem anualmente aproximadamente 1 a 2% de volume no hipocampo, área crucial para formação e recordação de memórias.  

A bainha de mielina que é responsável por envolver e proteger as fibras nervosas se desgasta, o que pode diminuir a velocidade da comunicação entre os neurônios. Além disso, alguns dos receptores na superfícies dos neurônios que permitem a comunicação entre si podem não funcionar tão bem quanto antes. Todas essas alterações podem afetar sua capacidade de codificar novas informações na memória e recuperar as que já estão armazenadas. 

Apesar disso, a ramificação dos dendritos (prolongamentos finos que transmitem impulsos nervosos provenientes do corpo celular para outras células) aumenta e as conexões entre áreas distantes do cérebro se fortalecem. Essas mudanças permitem que o cérebro envelhecido se torne melhor na detecção das relações entre diversas fontes de informação, capturando o cenário global de uma situação e compreendendo as implicações globais de questões específicas. 

Portanto, o envelhecimento do cérebro também tem seus pontos positivos. No entanto, é verdade que nossa memória falha mais e é preciso se esforçar mais para aprender novas coisas conforme envelhecemos. 

 

Como exercitar a memória

Por exemplo, se você e seu neto aprendem um novo jogo de computador juntos, pode ser que no dia seguinte ele tenha mais chances de se lembrar de detalhes do jogo. Mas com um pouco de esforço, é possível superar essa dificuldade natural relacionada à idade. 

 

A boa notícia é que algumas atividades ajudam a estimular a mente, como:

  • Ler

  •  Jogar cartas

  •  Fazer palavras cruzadas

  •  Aprender uma nova língua

    Tocar um instrumento musical

Referências:

Patient Education Center. How memory changes with age. 2017 http://www.patienteducationcenter.org/articles/how-memory-changes-with-age/ 

Raz, N., et al. 2004. “Differential Aging of the Medial Temporal Lobe: A Study of a Five-Year Change.” Neurology 62(3): 433−8.

Harvard Health Publishing. How memory and thinking ability change with age 

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