Os benefícios cognitivos da socialização: ter amigos diminui risco de demência

por Equipe Danone Baby 04 de fevereiro de 2020 5 minutes

Conviver diariamente com amigos e parentes, além de participar de grupos sociais, ajuda a manter o cérebro bem afiado

Ter amigos protege o cérebro e ajuda a exercitar a mente, segundo estudos que relacionam a interação social às capacidades do principal órgão do sistema nervoso. Conversar com frequência com amigos e parentes e estar com as pessoas de quem gostamos é, portanto, uma das formas de prevenir a decadência da saúde cognitiva.

Os impactos da socialização na memória

Um estudo feito pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que conversar com outras pessoas de maneira amigável pode facilitar a solução de problemas comuns. Por outro lado, conversas com tom competitivo não têm benefícios cognitivos.

Para o estudo, os pesquisadores examinaram o impacto de breves situações de contato social em um componente-chave da atividade mental: a função cognitiva, que inclui a memória de trabalho, o automonitoramento e a capacidade de suprimir distrações externas e internas. Todas elas são essenciais para resolver problemas comuns do dia a dia.

Outro estudo, publicado no American Journal of Public Health, descobriu que mulheres mais velhas que mantêm redes de contatos sociais têm menor risco de desenvolver demência e comprometimento cognitivo. Além disso, as participantes que têm contato diário com amigos e familiares cortam o risco de desenvolver demência quase pela metade.

Pesquisadores norte-americanos descobriram que falar com outra pessoa por 10 minutos por dia melhora a memória e o desempenho intelectual. A socialização seria tão eficaz quanto exercícios mentais tradicionais. Eles também concluíram que quanto maior o nível de interação social, melhor será a função cognitiva do indivíduo. 

Outro estudo, realizado por pesquisadores de Harvard com mais de 2.800 pessoas com idade entre 65 anos ou mais, descobriu que aqueles com pelo menos cinco laços sociais – grupos religiosos, grupos sociais, visitas regulares ou telefonemas com a família e amigos – eram menos propensos a sofrer declínio cognitivo do que aqueles sem vínculos sociais.

Por que os amigos são aliados da memória

 

Socializar tem um efeito protetor sobre o cérebro porque é uma forma de exercitar a mente. Interagir com as pessoas, além de ser uma maneira de estimular o órgão, é forma de “afiar” a mente, melhorando a capacidade de raciocínio. 

Afinal, lidar com pessoas pode ser bastante desafiador. Possuir laços sociais fortes têm sido associado com menor incidência de hipertensão arterial e maior expectativa de vida. Por outro lado, evitar laços sociais parece ser um fator de risco para o declínio cognitivo em idosos.

Não faltam bons motivos para manter a sua rede de amigos bastante ativa, não é mesmo?

Referências:

Ybarra O, Burnstein E, Winkielman P, Keller MC, Manis M, Chan E, Rodriguez J. Social interaction promotes general cognitive functioning. Pers Soc Psychol Bull. 2008 Feb;34(2):248-59

Bassuk SS, Glass TA, Berkman LF. Social disengagement and incident cognitive decline in community-dwelling elderly persons. Ann Intern Med. 1999 Aug 3;131(3):165-73

Sciences Daily. University of Michigan Friends with cognitive benefits: Mental function improves after certain kinds of socializing

Valerie C. CrooksDSW, ,James LubbenDSW, MPH, ,Diana B. PetittiMD, MPH, ,Deborah LittleMS, and ,Vicki ChiuMS. Social Network, Cognitive Function, and Dementia Incidence Among Elderly Women. American Journal of Public Health. Oct 2011. 

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