Os principais tipos de câncer

Os principais tipos de câncer

por Equipe Danone Baby 19 de fevereiro de 2020 5 minutes

Mama, bexiga e pele são alguns dos tipos de câncer mais comuns

O câncer pode se manifestar praticamente no corpo todo. Os diferentes tipos da doença correspondem aos vários tipos de células, como as presentes em tecidos epiteliais, nas mucosas, nos ossos e no sangue.

O câncer ocorre quando as células de determinadas regiões do corpo começam a se multiplicar desordenadamente, podendo gerar um tumor maligno. 

Diversos fatores podem desencadear a doença, como causas externas (alimentação, uso de medicamentos e estilo de vida em geral), assim como a causas internas (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). O envelhecimento também pode aumentar os riscos de apresentar a condição.

Veja, abaixo, quais são os principais tipos da doença:

Câncer de bexiga

 

Este tipo de câncer acomete mais os homens brancos com idade avançada. O principal fator de risco é o tabagismo, devido às dezenas de componentes químicos e cancerígenos encontrados na fumaça. Quando inalada, é absorvida pelo pulmão, entra na corrente sanguínea e é absorvida pelos rins.

Os sintomas mais frequentes do câncer de bexiga são sangue na urina, necessidade frequente e dor ao urinar, mas sem conseguir fazê-lo. Quando diagnosticado, o tratamento irá depender do grau da doença. Quimioterapia, radioterapia e cirurgia são algumas das opções. 

A alimentação é uma das formas de prevenir o aparecimento do câncer. Para uma vida saudável, prefira uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras e pobre em gordura.

câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero é principalmente causado pela infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Fatores genéticos e tabagismo também podem estar relacionados ao desenvolvimento da doença. 

Este tipo de câncer costuma ter um desenvolvimento lento. Alguns dos sintomas são sangramento vaginal após a relação sexual e secreção vagina. Para preveni-lo, deve-se fazer o exame preventivo Papanicolau todos os anos. 

A busca por uma alimentação mais equilibrada associada à atividade física permite uma qualidade de vida maior para quem convive com a doença. Em casos de tratamento mais intenso, o médico e nutricionista devem fazer todo o acompanhamento necessário.

leucemia

A leucemia é considerada o “câncer dos glóbulos brancos”. Ela ocorre quando há um acúmulo de células anormais na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais.  

Anemia, sangramento das gengivas, manchas roxas pelo corpo, desconforto abdominal, perda de peso sem motivo, náuseas, vômitos, dores nos ossos e articulações são considerados alguns dos sintomas característicos da leucemia. Depois de diagnosticada, a doença exige tratamento imediato, pois pode progredir rapidamente. 

Quando o exame de sangue está alterado, o médico pode suspeitar da leucemia. No entanto, a doença só é confirmada após o exame de medula. O tratamento é feito com poliquimioterapia e transplante da medula óssea. 

A desnutrição pode ser uma consequência da leucemia devido ao tratamento agressivo. Por isso, deve-se adotar um acompanhamento nutricional de acordo com as necessidades e tolerância de cada paciente. 

câncer de mama

O câncer de mama é o tipo da doença que mais acomete as mulheres. Os fatores de risco são diversos: fatores biológicos-endócrinos, vida reprodutiva, estilo de vida, história familiar, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, exposição à radiação e idade acima de 50 anos.  

Este tipo de câncer pode ser detectável em fases iniciais por meio do autoexame de mama, que pode apresentar características como a presença de um nódulo fixo indolor, pele da mama avermelhada ou retraída, alterações no bico do peito, pequenas bolinhas nas axilas e/ou pescoço e saída de líquido anormal das mamas. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia bienal para mulheres entre 50 a 69 anos. 

A melhor forma de prevenir e reduzir em até 30% o risco de câncer é buscar uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, amamentação e manutenção do peso ideal, evitando a obesidade. 

CÂNCER DE pele não melanoma

É o tipo de câncer que mais acomete a população acima dos 40 anos com pele clara e sensível a ação dos raios solares ou doenças cutâneas. Os sintomas mais frequentes são as feridas na pele com cicatrização lenta; manchas que coçam, ardem, descamam, sangram ou tem variação de cor na pele.  

Dependendo do tipo de câncer, a cirurgia é necessária juntamente com a radioterapia. Em casos de lesões com extensões menores, o uso da pomada já é suficiente. 

Uma forma eficaz de prevenir esse tipo de câncer é evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h. Nesses horários, use um chapéu, guarda-sol, óculos de sol e filtro solar superior. 

Procure adotar uma alimentação equilibrada e rica em alimentos antioxidantes, consumir muita água, praticar atividade física regular e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos muito industrializados e ricos em gorduras. 

CÂNCER DE Próstata

 

Considerado o segundo mais comum na população masculina (após o de pele), o câncer de próstata tem como principais fatores de risco a idade acima de 65 anos, histórico familiar, etnia/cor da pele (mais frequente em homens negros). A maior dificuldade da doença é que os primeiros sintomas são silenciosos. Porém, quando se apresentam, são semelhantes a uma infecção urinária. Em casos mais graves, podem provocar dor nos ossos e infecção generalizada nos rins. 

O tratamento pode ser feito por meio de cirurgia e radioterapia. Já em casos avançados, a cirurgia, radioterapia e tratamento hormonal são necessários. Excesso de peso corporal, assim como uma dieta rica em carne vermelha, aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Por isso, é importante adotar uma dieta equilibrada rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais. 

 

Referências bibliográficas

1. INCA, Estimativa/2016. Incidência de Câncer no Brasil; Ministério da Saúde, 2015.

2. INCA, Disponível em: . Acesso em 07 de junho de 2016.

3. GUERRA, M. R. et al., Risco de Câncer no Brasil: tendências e estudos epidemiológicos mais recentes. Ver. Brasileira de Cancerologia, 2005; 51(3): 227 – 234.

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