Tudo sobre o câncer

por Equipe Danone Baby 18 de fevereiro de 2020 5 minutes

Mais de 80% dos casos de câncer são provocados por fatores externos, como estilo de vida e alimentação

Quando aparece em um diagnóstico, a palavra “câncer” assusta. Mas a expressão se refere a um conjunto de mais de 100 doenças, que podem ser mais ou menos graves.

Nosso organismo é constituído por células, presentes no pulmão, no estômago, na garganta e em várias outras partes do corpo. Elas se reproduzem e crescem para repor as que se desgastam e morrem com o tempo, e isso ocorre de forma ordenada e previsível, com uma taxa de divisão celular conhecida para cada setor. Quando esta sequência se desregula e as células se proliferam de forma rápida e descontrolada, poderá surgir um tumor.

O tumor pode ser benigno ou maligno. Este último é o câncer, que pode ser diagnosticado em vários estágios. Quando em estágio avançado, além de comprometer a região onde está localizado, pode invadir outros tecidos. Em alguns casos, o tratamento é mais complexo e a doença pode ser fatal.   

Muitos cânceres formam tumores sólidos, que são massas ou tecidos. Outros, como a leucemia, geralmente não formam volumes sólidos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os diferentes tipos da doença correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como peles e mucosas, por exemplo, são chamados de carcinoma. Quando surgem em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagem, são sarcomas. 

O que causa o câncer?

Não há uma única causa para o câncer. Ele pode estar associado a causas externas, como alimentação, uso de medicamentos e estilo de vida em geral, assim como a causas internas, como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas. Esses fatores podem, inclusive, interagir de diversas formas, causando a doença.

Também de acordo com o Inca, entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. Além disso, o envelhecimento também pode aumentar as probabilidades de desenvolver a doença, já que o processo causa mudanças nas células, que se tornam mais vulneráveis.  

As células das pessoas idosas também foram expostas durante mais tempo a fatores de risco para câncer, o que explica, em partes, porque a doença é mais frequente nessa fase.

Diagnóstico do câncer

O diagnóstico do câncer varia bastante de acordo com os sintomas e o tipo da doença. O médico pode fazer o exame físico e solicitar exames laboratoriais, como exames de sangue e outros que mostram lesões ou marcadores tumorais (substâncias que podem ser encontradas no corpo, normalmente no sangue ou na urina, quando o câncer está presente). 

Pode-se, ainda, fazer uma biópsia do tumor para entender se é maligno ou não. Após a coleta de uma parte ou de todo o tumor, um especialista no laboratório analisa as amostras de células ou de tecidos ao microscópio. Se o câncer for diagnosticado, o médico irá indicar se é preciso adotar algum tratamento suplementar, como a quimioterapia, e se a doença se espalhou para outras partes do corpo.

O tratamento do câncer

Tanto os sintomas quanto o tratamento do câncer dependem do tipo da doença, que pode se manifestar em qualquer lugar do corpo.  

Uma vez instalada essa transformação maligna numa célula, ou em um grupo de células suficientes para desencadear um quadro de doença cancerosa, não há como convertê-las novamente em células normais e saudáveis. Resta, então, a alternativa de removê-las ou destruí-las da forma mais completa e segura possível.  

Por isso, a cura da doença será a erradicação de todas essas células malignas do corpo do paciente. 

Veja quais são os procedimentos básicos para tratar o câncer: 

quimioterapia

A quimioterapia é um dos tratamentos mais populares para o câncer, no qual medicamentos específicos são utilizados para destruir tumores malignos. As drogas usadas se misturam com o sangue e são levadas para o local onde o tumor está instalado.  

A quimioterapia pode ser aplicada de diversas formas, como por via oral, intravenosa ou subcutânea. Os medicamentos utilizados atingem as células cancerígenas, mas podem também afetar as normais. Por isso, o tratamento pode causar reações indesejadas, como vômitos, fraqueza e perda de cabelo. 

RADIOTERAPIA

A radioterapia, como o próprio nome diz, utiliza a radiação para tratar as células cancerígenas. Diversos tipos de radiação podem ser adotados em razão da localização e do tipo de tumor. Além disso, o tratamento costuma ser associado à quimioterapia para ser mais eficiente.

imunoterapia

A imunoterapia, a hormonoterapia e as terapias biológicas recorrem a certos medicamentos para influenciar a função imunológica de defesa do organismo e a produção ou atuação de determinados hormônios e mediadores.  

Estas modalidades de tratamento influenciam o organismo com o propósito de reduzir o crescimento tumoral ou de atenuar algumas de suas repercussões. Dependendo dos medicamentos utilizados, interferem no apetite, produzem um quadro geral semelhante à gripe ou resfriado ou alteram a função gastrointestinal, dificultando a manutenção de um estado nutricional satisfatório.

radioablação

Ocasionalmente introduz-se no tumor um tubo (cateter) através da pele ou por meio de um procedimento cirúrgico para transmitir alguma forma de energia (calor), a fim de reduzi-lo ou destruí-lo. A radioablação se dá através do uso de Radiofrequência (ondas de calor e de radio). 

A crio-ablação (congelamento do tumor pelo uso de um frio intenso ou choque térmico) se faz através da implantação de gases no interior do tumor. 

embolização

Consiste em introduzir um longo tubo num vaso sanguíneo, geralmente da coxa (artéria femoral). Por meio dele atingem-se os vasos do tumor, que são obstruídos pela injeção de diversas substâncias. Esta técnica pode ser combinada com quimioterapia local, quando se injeta ao mesmo tempo drogas quimioterápicas (quimioembolização). O objetivo é reduzir o tamanho do câncer, e também, quando há sangramentos, estancar os mesmos. 

câncer tem cura?

As chances de curar o câncer dependem de diversos fatores, como tipo da doença, localização do tumor e quão avançado está no momento do diagnóstico. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento dar certo.  

Mesmo quando o câncer não tem cura, o paciente pode viver por muitos anos com boa qualidade de vida, como ocorre com qualquer doença crônica. Cada caso é um caso. 

O importante é o acompanhamento de rotina com o médico. É o profissinal de saúde que orienta quanto à prevenção e, nos casos em que a doença é diagnosticada, prescreve o tratamento mais apropriado.  

como prevenir o câncer

O Instituto Nacional do Câncer dá algumas recomendações gerais para a prevenção do câncer: 

  • Não fumar 

  • Adotar uma alimentação saudável e balanceada 

  • Manter o peso corporal adequado  

  • Praticar atividades físicas 

  • Fazer exames preventivos indicados de acordo com gênero e idade, como o do câncer de mama para mulheres e o de toque retal para prevenir o câncer de próstata 

  • Evitar a ingestão de bebida alcoólica 

  • Evitar a ingestão de carne processada 

  • Evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h

 

Referências bibliográficas
1. Ministério da Saúde
2. Site Oficial do Sistema de Saúde do Governo de Victoria (Austrália)
3. Site Oficial do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra

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