5 estereótipos sobre idosos que devem ser combatidos

por Equipe Danone Nutricia 17 de setembro de 2021 5 minutes

Estereótipos prejudicam a qualidade de vida e saúde de idosos, que podem ter vidas plenas e ativas como qualquer pessoa

O estereótipo do idoso frágil, incapaz, solitário e “esquecido” está presente nas menores atitudes. Assumir que nossos avós são incapazes de aprender a usar a internet, ou atribuir à idade o fato de trocar o nome dos netos, são algumas das suposições que adultos mais jovens podem fazer sobre os mais velhos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que uma em cada duas pessoas no mundo tenha atitudes discriminatórias em relação aos idosos. A discriminação baseada na idade, chamada de “ageism” em inglês,  ou “ageismo” em português, é comparada ao racismo e ao machismo. Segundo a ONU, ela prejudica a saúde física e mental dos idosos e reduz sua qualidade de vida.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que os estereótipos, preconceitos e discriminações baseados na idade podem “limitar as oportunidades de garantir a saúde, o bem-estar e a dignidade das pessoas mais velhas”.

O combate a esses estereótipos é um dos pilares da Década do Envelhecimento Saudável, uma iniciativa da ONU que pretende reunir todos os setores da sociedade para melhorar a vida das pessoas idosas, de suas famílias e das comunidades em que vivem. Cada um de nós faz parte dessa iniciativa e podemos apoiá-la pelo combate aos preconceitos.

Será que você reproduz algum deles? Veja, abaixo:

Preconceitos contra idosos que devem ser combatidos 

1. Atribuir o esquecimento à idade

Quando somos mais jovens, não atribuímos o fato de esquecermos onde guardamos a chave de casa à nossa idade. Mas à medida que envelhecemos, começamos a atribuir lapsos de memória à velhice. Idosos podem, de fato, apresentar problemas cognitivos e de memória, mas nem sempre o esquecimento está relacionado à idade avançada.

Além disso, esquecer não é sinônimo de incapacidade. Há, inclusive, formas de prevenir o declínio da memória e aprimorá-la quando não vai bem, como adotar uma alimentação adequada, ter uma vida social ativa e continuar exercitando o cérebro por meio do trabalho, hobbies, jogos ou outras atividades. Então quanto mais saudável e ativa for a vida do idoso, menores serão as chances de apresentar problemas cognitivos.

2. Os mais velhos já “tiveram a sua vez”

Muita gente tende a assumir que os mais velhos já “tiveram a sua vez” e que devem abrir caminho para os mais jovens, seja no mercado de trabalho ou em outras oportunidades. Este estereótipo também deve ser combatido, pois os idosos têm tanto direito a aproveitar a vida e a vivê-la plenamente quanto pessoas que estão em outras faixas etárias.

3. Os mais velhos são solitários

A solidão no envelhecimento pode ocorrer, mas está longe de ser uma regra e também é um estereótipo. Gente mais velha também pode ter vida social, relações saudáveis e uma agenda ativa, como parte integrante da sociedade.

4. Os idosos estão “muito velhos para isso”

Deixar de incluir os idosos no que quer que seja pois “estão muito velhos para isso” é um tipo de discriminação baseada na idade. Podem ocorrer limitações físicas no envelhecimento, mas tais condições não são regra e podem ser prevenidas por meio de cuidados como boa alimentação, prática de exercícios e vida ativa. Assim, antes de excluir o idoso de um passeio ou de um projeto por causa da idade, pergunte a opinião dele e veja se está motivado a participar.

5. Infantilizar o idoso

Infantilizar o idoso é uma forma de duvidar de suas capacidades. Assumir que não tem capacidade de morar sozinho, que não está apto a trabalhar, ou que tem dificuldades para entender o mundo à sua volta pode prejudicar a saúde emocional e aí, sim, trazer impactos à sua autonomia e motivação para uma vida plena.

O preconceito contra idosos também está presente no ambiente de trabalho, em políticas públicas e em diferentes setores da sociedade. A Década do Envelhecimento Saudável pretende combater os estereótipos em todos eles, mas esse trabalho também depende de cada um de nós.

Trate os mais velhos como você pretende ser tratado no futuro. Todo mundo quer envelhecer bem, não é mesmo?

Referências:

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 2030, cerca de 40% da população brasileira deverá ter entre 30 e 60 anos. 

World Health Agency. Decade of Healthy Aging 2021 - 2030. 

Nature Aging. The United Nations Decade of Healthy Ageing requires concerted global action.

World Health Organization. UN Decade of Healthy Aging.