Idosa na cadeira de rodas

Andadores, muletas e bengalas: diferenças e quando utilizar

por Equipe Danone Nutricia 23 de novembro de 2021 5 minutos

Andadores, muletas e bengalas são recomendados para casos específicos, dependendo da idade e condições de cada um

Andadores, muletas e bengalas são usados com mais frequência por idosos, mas também podem dar apoio para pessoas em qualquer idade com problemas de mobilidade ou após sofrer fraturas. Quem recomenda o uso de um desses aparelhos é o médico, pois cada um deles é indicado para casos específicos. 

 

Bengalas, muletas e andadores: quando são utilizados?

Andadores, muletas e bengalas melhoram o equilíbrio, auxiliam a caminhada com maior segurança e reduzem a carga nos membros inferiores. Eles podem ser utilizados em casos de fratura de ossos da perna ou pé, após uma cirurgia ou um acidente cardiovascular. Idosos com dificuldades para andar devido à falta de equilíbrio, perda de massa muscular ou outro problema de mobilidade também podem utilizá-los para maior independência.

As bengalas podem ser feitas de diferentes materiais e diferem entre si pelo formato do cabo e da base. As muletas podem ter uma peça para apoiar as axilas, uma braçadeira para o antebraço ou um suporte para o braço. Já os andadores podem ter rodas ou pontas de borracha.

Veja quando cada uma dessas ferramentas de apoio podem ser utilizadas:

Bengalas

As bengalas são utilizadas por pessoas que apresentam problemas de equilíbrio, fraqueza, dores ou lesões na perna. Por isso, costumam ser mais usadas por idosos em idade avançada, quando têm dificuldades de se equilibrar e sofrem quedas por frequência.

O uso de bengala deve ser recomendado pelo médico, que poderá ajudar a determinar as especificações corretas, como a altura correta. A parte superior do equipamento deve ficar alinhada com o quadril para que o cotovelo se mantenha levemente curvado, evitando dores ou lesões no corpo por má postura.

Muletas

As muletas são geralmente utilizadas por um período determinado de tempo, enquanto a pessoa se recupera de uma lesão, fratura ou cirurgia nas pernas ou pés. Assim como as bengalas, devem ser ajustadas à altura correta para evitar dores por má postura, escorregões e quedas. 

Importante notar que a muleta requer um certo esforço, assim como bastante equilíbrio. Por isso, costuma ser recomendada quando a pessoa está em condições físicas apropriadas para utilizá-lo.

Andadores

Assim como a bengala, o andador é mais utilizado por idosos, neste caso quando têm problemas nos quadris ou joelhos. Como tem quatro pontos de sustentação em contato com o chão, traz bastante confiança e equilíbrio ao caminhar, sendo assim indicado para pessoas em condições mais frágeis. 

Existem diferentes tipos de andador, como os tradicionais, que são mais estáveis e deixam o caminhar mais lento, e aqueles com rodinhas, recomendado para pessoas mais ativas e que caminham bastante. Existem, inclusive, os andadores com assentos, nos quais quem o utiliza pode descansar um pouco quando necessário.

A escolha entre bengala, muleta e andador depende de diversos fatores, incluindo a idade da pessoa e o motivo pelo qual necessita desse apoio. Receber apoio profissional tanto para a indicação da ferramenta adequada, quanto regularmente para acompanhar sua evolução e uso, é fundamental para melhor mobilidade e independência.

 

Referências:

Joan Edelstein,
36 - Canes, Crutches, and Walkers, Editor(s): Joseph B. Webster, Douglas P. Murphy,
Atlas of Orthoses and Assistive Devices (Fifth Edition), Elsevier, 2019, Pages 377-382.e3. Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780323483230000366

American Academy of Orthopedic Surgeons. How to Use Crutches, Canes, and Walkers. Disponível em:
https://orthoinfo.aaos.org/en/recovery/how-to-use-crutches-canes-and-walkers/

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