Infecções hospitalares: por que é importante preveni-las

por Equipe Danone Nutricia 05 de novembro de 2020 5 minutes

Idosos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido estão mais sujeitos a contrair infecções dentro do hospital

Apesar de todos os cuidados de higiene adotados por profissionais de saúde, contaminações acidentais acontecem dentro de hospitais. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções adquiridas em centros de saúde estão entre as maiores causas de morte, aumentando as taxas de mortalidade entre pacientes. Uma pesquisa conduzida pela OMS em 55 hospitais de 14 países, nas regiões da Europa, Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental, mostrou que, em média, 8,7% das pessoas internadas sofrem com infecções hospitalares.

No Brasil, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações, segundo o Ministério da Saúde. Além de serem uma das principais causas de morte dentro de hospitais, podem gerar estresse emocional, atrasar a alta, prejudicar a capacidade funcional e a qualidade de vida do paciente. 

As infecções hospitalares mais frequentes são as decorrentes de cirurgias (feridas cirúrgicas), infecções do trato urinário, respiratório e gastrointestinal. Elas podem ser causadas por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos, provocando variados sintomas, como febre, náusea, vômitos, diarreia, dor de cabeça e dor para urinar.

Idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometidos, assim como pacientes que passam muito tempo na UTI ou que estão em tratamento quimioterápico, estão mais sujeitos às infecções hospitalares.

como prevenir infecções hospitalares

Em 1847, o médico obstetra Ignaz P. Semmelweis incorporou a prática da lavagem de mãos para enfermeiros e médicos antes de entrarem em enfermarias. A iniciativa foi um dos primeiros passos para evitar infecções e reduzir a taxa de mortalidade entre pacientes.

Até hoje, medidas simples de higiene, como lavar bem as mãos, é a melhor forma de prevenção contra essas infecções. Higienizá-las com sabonete líquido ou álcool gel é importante antes de manipular qualquer instrumento dentro de um novo ambiente ou ao lidar com o paciente. 

Mas as infecções hospitalares também são provocadas por falhas nos procedimentos realizados por profissionais de saúde, quando microrganismos causadores de doenças são transmitidos pelas mãos, por materiais ou pelo contato com outros pacientes infectados.

Pessoas submetidas a procedimentos invasivos ou que estão internadas na UTI têm maior probabilidade de contrair infecções, já que precisam utilizar equipamentos como cateteres e respiradores, que facilitam a entrada de vírus e bactérias. 

Lesões na pele também são porta de entrada de infecções. Portanto, os protocolos de higiene e cuidados em relação a esses pacientes é mais rígido.

Microorganismos que vivem dentro do nosso corpo também podem provocar infecções quando o sistema imunológico está enfraquecido. Por isso, é fundamental fortalecê-lo por meio das recomendações do médico, como nutrição adequada e cuidados psicológicos.

Por fim, a responsabilidade não é apenas dos profissionais de saúde ou funcionários do hospital, quando se trata de prevenir infecções hospitalares. Pacientes e acompanhantes de pessoas internadas ou em ambulatórios também devem seguir as medidas adequadas, como higienizar com cuidado as mãos com água e sabão ou álcool em gel. Outra forma de preveni-las é comunicar aos profissionais detalhes sobre as suas condições de saúde, para evitar contaminar outros pacientes ou a si próprio. 

 

Referências:

World Health Organization. Prevention of hospital-acquired infections - A practical guide. 2nd edition.

Ministério da Saúde. Medidas simples podem evitar infecção hospitalar.

Healthline. What are nosocomial infections? 

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