Criança

      Os principais tipos de câncer infantil

      por Equipe Danone Baby 10 de Fevereiro de 2018 5 minutos

      Câncer infantil é uma das principais causas de mortalidade entre crianças, mas há grandes chances de cura se identificado cedo. Leucemia e Linfoma não-Hodgkins são tipos mais comuns

      O câncer infantil abala a família, os amigos e conhecidos da criança. Mas quando o tumor é identificado precocemente, o índice de cura pode chegar a 70%. A leucemia é o tipo mais comum na infância, junto dos tumores que afetam os sistemas linfático e nervoso central.

      Segundo o Ministério da Saúde, o câncer infantil é a segunda principal causa de morte na faixa etária entre um e 19 anos, pois costuma ser difícil identificar a doença em seu estágio inicial. Muitas vezes, os primeiros sintomas são confundidos com os de doenças comuns na infância, como viroses e resfriados. Deve-se prestar atenção nos sinais que permanecem, como hematomas sem explicação, nódulos, caroços, cansaço extremo, palidez, perda de peso excessiva, mudança na visão e nos olhos e febre sem associação com inflamações.

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      Para os pais, ouvir um diagnóstico de câncer infantil não é nada fácil. Mas afinal, o que isso significa? O que são esses tumores que nos deixam tão assustados?

      O que é câncer

      Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células anormais que invadem os tecidos e órgãos. Essas células formam tumores malignos que podem se alojar em qualquer local do corpo. Quando elas se espalham para outras regiões do organismo, a doença sofreu uma metástase.

      As células anormais costumam se dividir rapidamente, muitas vezes de forma incontrolável e agressiva. Elas podem dar origem a tumores malignos (câncer) ou benignos, massas localizadas que raramente apresentam risco de vida.

      O câncer infantil costuma apresentar crescimento rápido e ser invasivo, mas responde bem a quimioterapia -- principalmente quando é identificado precocemente.

      O que causa o câncer?

      Há possíveis causas que podem ser externas ou internas e estar relacionadas. As externas dizem respeito aos hábitos da pessoa, como alimentação inadequada, exposição ao sol (câncer de pele), cigarro (câncer de pulmão) e alguns vírus que podem causar leucemia. Muitas ainda são completamente desconhecidas.

      Já as causas internas são de ordem genética e estão relacionadas à capacidade do corpo de se defender de ameaças externas.

      Principais tipos de câncer infantil

      Leucemia Linfótica Aguda

      É o câncer mais comum na infância, representando 30% do total dos casos segundo o Instituto Oncoguia. A doença afeta os glóbulos brancos (leucócitos), células presentes no sangue que protegem o organismo, agindo contra infecções, gripes, resfriados e outros distúrbios.

      A leucemia acontece quando os glóbulos brancos param de exercer a função de defesa e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Elas se infiltram em grandes quantidades na medula óssea e comprometem a produção e funcionamento normal de células sanguíneas.

      Os principais sintomas são dor nos ossos e articulações, febre, manchas roxas na pele e palidez. Se descoberta e tratada cedo, as chances de cura são de mais de 80%.

      Tumor de Wilms

      O tumor afeta o bom funcionamento dos rins e é bastante comum em crianças -- principalmente entre dois e três anos de idade. Os principais sintomas são aumento do volume abdominal, urina com sangue, pressão alta e, em certos casos, dor no abdome. Para diagnosticá-lo é preciso fazer um ultrassom dos órgãos afetados. As chances de cura são de 90%. O tratamento indicado é a quimioterapia e, se necessário, a retirada do rim.

      Retinoblastoma

      Como o próprio nome diz, o câncer tem origem nas células que formam parte da retina. O sintoma mais comum é o brilho ocular chamado de “reflexo do olho de gato”. Costuma aparecer em crianças menores de cinco anos de idade. O diagnóstico precoce é a melhor forma de garantir a curta e preservação dos olhos. O tratamento é realizado por meio de quimioterapia e anulação do tumor por laser.

      Linfoma

      O linfoma é outro tipo bastante comum de câncer infantil. Ele afeta os gânglios e órgãos do sistema imunológico das crianças. Geralmente, o tumor aparece no pescoço, tórax e barriga. Os sintomas mais comuns são o aumento do volume abdominal, aumento de tamanho dos linfonodos, sensação de saciedade, falta de ar ou tosse, febre, perda de peso, sudorese e fadiga.

      Há dois principais tipos:

      -Linfoma de Hodgkin: câncer do sistema linfático que inclui gânglios, timo e outros órgãos de defesa do organismo. É raro antes dos cinco anos de idade, afetando em maior intensidade as as crianças menores de 16 anos.

      -Linfoma não-Hodgkin: câncer do sistema linfático mais comum do que o Linfoma de Hodgkin. É o terceiro em grau de incidência na infância.

      Neuroblastoma

      O neuroblastoma é o tumor sólido mais incidente na infância. Ele se instala fora do cérebro e costuma ser diagnosticado nos dois primeiros anos de vida. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nas glândulas supra-renais e na região torácica.

      Nas crianças, atinge principalmente o abdome e pode ser confundido com verminoses por causa dos sintomas, que são praticamente os mesmos. O tumor pode se espalhar para os ossos e causar dores no corpo e febre. Para diagnosticá-lo, é preciso fazer ultrassom, tomografia, exames de urina e biopsia. O tratamento depende muito da localização e idade da criança, podendo incluindo quimioterapia, radioterapia, cirurgia e transplante de medula.

      Tumores do sistema nervoso central

      O sistema nervoso central é constituído pela medula espinhal e encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico). Ele é responsável por receber e transmitir informações para todo o organismo. Os tumores sólidos que nele se instalam causam vômitos, dores de cabeça, tonturas e problemas de equilíbrio. Para diagnosticá-los, é preciso fazer uma tomografia ou ressonância. Mas para descobrir se são malignos ou benignos, é preciso fazer uma cirurgia. Além da retirada do tumor, a criança provavelmente terá de fazer quimioterapia e radioterapia.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Bibliografia: Ministério da Saúde (“Cura do câncer infantil chega a 70% dos casos com diagnóstico”), Instituto Nacional de Câncer (“O que é o câncer” e “Câncer infantil”), Sociedade Mineira de Pediatria (“Câncer infanto-juvenil: importância do diagnóstico precoce”), Sociedade Brasileira de Pediatria (“O diagnóstico precoce do câncer infantil”), Instituto Oncoguia (“Saiba quais os tipos de câncer mais comuns em crianças e adolescentes”)

       

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