Gravidez

      Alojamento conjunto na maternidade: melhor para mãe e para o bebê

      por Equipe Danone Baby 8 de Setembro de 2017 5 minutos

      A prática fortalece o vínculo e permite que os pais observem de pertinho o comportamento do recém-nascido

      Depois do nascimento, o ideal para o bebê é permanecer ao lado da mãe. Na maternidade, o alojamento conjunto é o sistema hospitalar que permite que os dois fiquem juntos, por tempo integral, até a alta.

      Além de favorecer o estreitamento do vínculo mãe/filho, o alojamento conjunto possibilita que os pais observem o recém-nascido durante todo o tempo.

      Em 2016, o Ministério da Saúde estabeleceu que, em condições ideais, o sistema deve ser adotado em hospitais particulares e públicos.

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      Vantagens do alojamento conjunto

      • Favorece o relacionamento e o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, o que proporciona satisfação, tranquilidade e confiança a ambos. Isso também ajuda a mãe a exercer sua função com mais segurança.
      • Permite que os pais observem constantemente o comportamento do seu bebê, o que contribui para que o conheçam melhor e possibilita que informem qualquer anormalidade à equipe de saúde.
      • Oferece condições à equipe de enfermagem para orientar melhor os pais e dar demonstrações práticas dos cuidados indispensáveis ao recém-nascido.
      • Possibilita que os pais saiam da maternidade conhecendo as principais necessidades do seu bebê. Eles também aprendem a realizar os cuidados básicos, como dar banho, fazer a higiene e assim por diante.
      • Facilita o contato e esclarecimento de dúvidas com o pediatra que faz as visitas médicas e os exames no recém-nascido.
      • Promove a participação do pai na interação e nos cuidados com o bebê, unindo a família.
      • Favorece a amamentação, pois o recém-nascido tem sua mãe ao lado o tempo todo e pode mamar sempre que quiser, sem horários fixos nem tempo determinado. A mãe também recebe o auxílio dos enfermeiros para aprender técnicas de amamentação e esclarecer dúvidas.
      • Diminui o risco de infecção hospitalar, pois a pessoa que tem contato mais íntimo com o bebê é a própria mãe.

      Condições para permanecer em alojamento conjunto

      • Mulheres clinicamente estáveis e sem contraindicações para a permanência junto ao seu bebê.
      • Recém-nascidos clinicamente estáveis, com boa vitalidade, capacidade de sucção e controle térmico. Para permanecer no alojamento conjunto, devem ter peso maior ou igual a 1.800 gramas e idade gestacional maior ou igual a 34 semanas.
      • Recém-nascidos com icterícia ou outros problemas de saúde de baixa gravidade podem ficar em alojamento conjunto
      • Recém-nascidos recebendo antibióticos para tratamento de sífilis ou infecções bacterianas, desde que já estejam estabilizados após passagem pela UTI neonatal, também podem ficar junto aos pais.

      Cuidados durante o alojamento conjunto

      Durante o alojamento conjunto, é fundamental que os pais recebam todo o suporte da equipe de profissionais de saúde do hospital e esclareçam suas dúvidas. O principal ponto diz respeito a amamentação, pois os primeiros dias são decisivos para o sucesso do aleitamento materno.

      Enquanto estiver na maternidade, a mãe deve ser orientada por enfermeiros e receber o apoio necessário para dar início ao aleitamento. O mesmo vale para orientações sobre a posição do bebê dormir. Ele deve dormir em seu berço, com a barriga para cima.

      A questão das visitas também merece atenção durante o período de permanência na maternidade. Quando um novo bebê chega à família, é normal que parentes e amigos próximos queiram conhecê-lo. Mas devem respeitar o horário estabelecido pela instituição e avisar com antecedência sobre a visita.

      Se o bebê estiver com resfriado, com gripe ou outra doença viral, as visitas não devem permanecer no mesmo ambiente. O ideal é que evitem tocar o recém-nascido ou só o façam com as mãos limpas. O mesmo cuidado deve ser tomado pelos pais.

      Por fim, a alta hospitalar não deve ocorrer antes que o bebê complete 48 horas de vida, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Para voltar para casa, o recém-nascido não deve ter apresentado icterícia nas primeiras 24 horas e já deve ter eliminado todo o mecônio (nome dados às primeiras evacuações).

      Ele também deve estar urinando e mamando bem, para que os pais deem início a nova vida com mais segurança e tranquilidade.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade”)
      Ministério da Saúde (“Definidas diretrizes da atenção integral e humanizada à mulher e ao recém nascido no Alojamento Conjunto”)

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