Gravidez

      6 formas de enfrentar o medo do parto de uma maneira positiva

      por Equipe Danone Baby 8 de Maio de 2018 5 minutos

      Muitas vezes, especialistas e familiares ignoram a ansiedade da futura mamãe, gerando uma tensão que pode atrapalhar o trabalho de parto e até triplicar as chances de depressão pós-parto

      Mesmo que a maioria dos especialistas e das próprias mães não queiram admitir, sentimentos de insegurança e angústia fazem parte da gravidez. Há muitos motivos para se sentir fragilizada e suscetível durante o processo de gerar um filho, como as intensas mudanças do próprio corpo e o estado de saúde do bebê. À medida que o nascimento se aproxima, essas sensações podem aumentar, levando algumas gestantes a sentir um medo do parto.

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      Um estudo realizado com quase 500 mil mães finlandesas, durante os anos de 2002 a 2010, e publicado no British Medical Journal, apontou que sentir medo durante o ato de dar à luz triplica as chances de sofrer depressão pós-parto. E mesmo que lidar com esse sentimento não seja tão simples assim, há uma série de fatores que podem ajudar a reduzir a tensão. Veja a seguir como enfrentar o medo do parto de forma positiva:

      1. Realize um pré-natal adequado

      O pré-natal é uma das formas mais eficazes de evitar possíveis problemas durante a gestação. Toda mulher que esteja grávida tem direito a, pelo menos, 6 consultas no Sistema Único de Saúde, na unidade mais próxima da sua casa. Nesses atendimentos, deverão ser realizados exames para medir a pressão, escutar o coração do bebê e avaliar o seu desenvolvimento. Quanto mais você souber sobre o funcionamento do próprio corpo e sobre seu pequeno, mais tranquila ficará.

      2. Informe-se sobre absolutamente tudo que diz respeito à gravidez

      Ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar desde a primeira consulta é fundamental para se sentir segura durante todo o pré-natal, o parto e na fase puerperal (os primeiros 40 dias após o parto). O obstetra também precisa ter uma postura solícita e de escuta para sanar todas as dúvidas da futura mamãe. Não tenha vergonha de perguntar o que não sabe. É dever do médico auxiliá-la em todo o processo de gestação, e é seu direito estar a par de todas as mudanças fisiológicas pelas quais seu corpo vai passar.

      3. Conte com o apoio familiar

      A sensação de desamparo, mesmo que a gestante esteja rodeada de familiares, também é comum durante a gestação. Por isso, é importante que o pai da criança seja presente, ouça as queixas e vivências da sua parceira e a ajude no que estiver ao seu alcance. Todos os familiares mais próximos também devem fazer o mesmo.

      4. Não se compare nem deixe que outros façam isso

      Mais uma queixa comum entre as gestantes: há sempre alguém disposto a confrontar sua gravidez com outras. Tente não dar muita bola. A verdade é que nenhuma gestação – mesmo que seja da mesma mulher – é igual à outra. Se os seus familiares têm adotado essa postura, seja sincera, dizendo claramente que as comparações não surtem outro efeito além de deixá-la insegura.

      5. Não tenha medo de sentir dor

      É natural que o parto, principalmente o normal, traga dor, mesmo com o uso da anestesia, já que esse procedimento não elimina a percepção das contrações, para que a gestante siga tendo força motora para ajudar na expulsão do bebê. Dar à luz exige muita energia do organismo feminino, mas não se deixe assustar por essa possibilidade nem sofra por antecedência. Lembre-se que você pode contar com o amparo da equipe médica e dos seus familiares.

      6. Lembre-se: o bebê tem direito de nascer na hora certa

      Segundo dados divulgados em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de cesáreas. Na rede pública, 55% de todos os bebês vêm ao mundo dessa forma. Na rede particular, as estatísticas dessa prática chegam a 84% do total. Esses números mostram que o direito que toda criança tem de nascer na hora certa nem sempre é respeitado. O procedimento cirúrgico é indicado em situações em que a saúde da mãe e do bebê estejam em risco, como em casos em que a gestante é soropositiva ou desenvolveu um quadro grave de hipertensão.

       

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      British Medical Journal - “Fear of childbirth predicts postpartum depression: a population-based analysis of 511 422 singleton births in Finland”.

      Ministério da Saúde - “Parto, Aborto e Puerpério - Assistência Humanizada à Mulher”, 2001.

      Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar - Hospital Materno Infantil Público Tia Dedé - “Parto normal: A natureza se encarrega, mamãe e bebê agradecem”.

      Ministério da Saúde - “Parto natural e presença de acompanhamento são direitos de toda mulher”.

      Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) - “Quem espera, espera”.

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