Gravidez

      Conheça os diferentes tipos de parto

      por Equipe Danone Baby 26 de Junho de 2017 5 minutos

      Grávida pode escolher o tipo de parto, onde o bebê irá nascer e quem a acompanhará

      Quando descobre que está grávida, a mulher logo se preocupa em planejar o nascimento. Mais do que um evento médico, trazer o bebê ao mundo é uma experiência especial e emocionante, que deve ser tratada com respeito, cuidado e acolhimento. Para isso, o primeiro passo é conhecer todos os tipos de parto.

      Antes da invenção da cesariana, por volta do ano 1500, todas as mulheres tinham seus filhos por parto normal. Como não existiam técnicas alternativas para a retirada do bebê em caso de complicações, a taxa de mortalidade era muito alta.

      Hoje, por outro lado, vive-se a conhecida "epidemia de cesarianas". Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de cesáreas é de 15% dos nascimentos, mas 43% dos brasileiros vêm ao mundo por esse método (80% na rede particular). Há consenso de que o parto normal é menos arriscado para a mãe e para o bebê do que uma cesárea, recomendada só quando há complicações.

      O Ministério da Saúde define que, durante o pré-natal, a mulher grávida tem direito de escolher o tipo de parto, onde o bebê irá nascer, quais medicações serão aplicadas e quem a acompanhará durante o nascimento.

      Tipos de parto

      Parto vaginal

      O parto vaginal é melhor para a mulher pois não traz as possíveis complicações do parto cirúrgico, como hemorragia e infecção. A recuperação é mais rápida, assim como a disposição para amamentar. Durante o parto, a mãe fabrica os hormônios prolactina e ocitocina, fundamentais para a produção do leite.  O bebê também é beneficiado, pois não corre o risco de ser retirado da barriga antes do tempo, sofre menos com problemas respiratórios e tem menor risco de contrair doenças.

      Como o próprio nome diz, o parto vaginal é fisiológico e, na maioria das vezes, não precisa de intervenção. A mãe começa a sentir as contrações, que vão aumentando de frequência enquanto o colo do útero dilata. Quando o colo do útero está suficientemente dilatado, a mãe é auxiliada pelo médico a empurrar o bebê pelo canal vaginal.

      Em casos necessários, a mulher pode se beneficiar de métodos não farmacológicos de alívio da dor ou utilizar intervenções como analgesia (injeção peridural e raquidiana).

      O parto vaginal pode ocorrer de várias formas: com a mãe na horizontal, de cócoras, no hospital, em casa e até em uma banheira de água. Ela pode ser auxiliada por enfermeiros, médicos, doulas e familiares.

      Quando o parto vaginal é feito sem o uso de intervenções, como aplicação de remédios, soros ou anestesias, ele é chamado de parto natural.

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      Veja como pode ocorrer o parto vaginal:

      • Parto domiciliar: Segundo o Ministério da Saúde, 98% dos partos no Brasil acontecem em ambiente hospitalar. Entretanto, em condições ideais, é possível ter o bebê em casa.

      Esse tipo de parto é recomendado apenas para gestações de baixo risco e deve ser conduzido por um profissional da saúde, como médico ou enfermeiro-obstetra. Durante o nascimento, é preciso garantir que a gestante possa ser transferida para um hospital caso surjam complicações.

      A mulher que opta pelo parto domiciliar deseja ter o bebê em um ambiente familiar, tranquilo e acolhedor.

      • Parto na água: Esse tipo de parto pode ser realizado em casa ou na maternidade. A gestante dá à luz em uma banheira de água morna, o que pode proporcionar conforto e aliviar as dores da contração de forma natural.

      O processo é indicado apenas em gestações de baixo risco e deve ser acompanhado por um médico. Gestantes com diabetes, hipertensão, HIV positivo, hepatite B ou herpes genital ativo não devem dar à luz na água, assim como no caso de bebês prematuros ou acima de quatro quilos.

      • Parto de cócoras: Esse tipo de parto é muito praticado em populações indígenas e não acontece com a mãe deitada na horizontal, e sim de cócoras. A mulher fica posicionada em uma cadeira ou banco especial, pois essa posição facilita a saída do bebê e alivia a dor das contrações. A postura é considerada mais fisiológica e pode ser adotada por qualquer gestante.

      Parto por cesárea

      Na cesariana, a mãe não expulsa o bebê pelo canal vaginal. Em cirurgia, o médico faz incisões nas paredes abdominal e uterina, o que permite extrair o feto do útero.

      Há algumas condições que exigem a realização da cesárea: posição inadequada do feto mesmo após várias tentativas de mudá-lo de posição (sentado ou atravessado), descolamento prematuro de placenta, sofrimento fetal e desproporção céfalo-pélvica.

      A recuperação da mãe após a cesariana é mais lenta. Como passou por cirurgia, precisa esperar a cicatrização dos pontos e evitar maiores esforços.

      O que é parto humanizado

      Humanizar o parto significa respeitar a mulher em todos os sentidos durante o processo de nascimento do filho. O objetivo é que o bebê nasça sadio, em um ambiente harmonioso.

      Apesar de a expressão estar mais associada aos partos vaginais, uma cesárea também pode ser um parto humanizado, desde que a escolha seja da gestante e que não haja nenhum tipo de violência obstétrica ou desrespeito.

      O parto humanizado envolve:

      • Acreditar que o parto é fisiológico e, na maioria das vezes, não precisa de qualquer intervenção.
      • A mulher é a protagonista do evento, deve ter liberdade de escolha e ser a responsável por conduzir o parto.
      • Garantir que a mulher seja informada sobre todas as suas opções, assim como seus riscos e benefícios.
      • Garantir e incentivar a presença de um acompanhante escolhido pela mulher.
      • Permitir o contato entre mãe e bebê logo após o nascimento.
      • Garantir que o ambiente será acolhedor, tranquilo e terá toda a infraestrutura necessária para que o nascimento ocorra bem.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Ministério da Saúde (“Partos podem ser realizados em qualquer hospital ou maternidade do SUS”)
      Ministério da Saúde (“Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal - 2017”)
      Organização Mundial da Saúde (“Declaração da OMS sobre taxas de cesárea”)
      Ministério Público de Pernambuco (Cartilha de Humanização do Parto - 2015)
      Unicef (Guia Direitos da Gestante e do Bebê)

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