Gravidez

      Asma, diabetes e outras doenças crônicas na gravidez

      por Equipe Danone Baby 269 de outubro de 2019 5 minutes

      Condições de longo prazo podem causar malformações fetais, trazer complicações para o parto ou mesmo afetar a saúde da gestante

      Toda mamãe sabe que a gestação envolve, em geral, mal estar, ansiedade e visitas regulares ao médico. Cá entre nós, esse é o lado b da gravidez, menos cor-de-rosa do que as alegrias relacionadas a comprar o enxoval e fazer planos para o pequeno. Agora imagine lidar com tudo isso quando se tem uma doença crônica, como pressão alta ou diabetes. Não deve ser fácil, não é mesmo?

      Quando temos uma doença crônica e planejamos ficar grávida, ou descobrimos que um novo bebê está a caminho, precisamos tomar cuidados especiais. As preocupações extras na gestação, de fato, podem ser um fator extra de preocupação para um período que já é cheio de emoções. Porém, se você fizer o acompanhamento médico e seguir as recomendações de saúde do profissional, terá chances de ter uma gravidez tão tranquila e feliz como qualquer outra. 

      Mas atenção: tem uma doença crônica? Não interrompa o tratamento ou deixe de tomar qualquer medicamento antes de conversar com o médico. Apenas o profissional de saúde pode aconselhar qual o melhor caminho a seguir enquanto planeja a gestação e durante a gravidez. 

      Preparamos uma lista com algumas doenças crônicas que podem impactar a gestação, o parto ou até mesmo a saúde do bebê. Veja abaixo:

      Asma na gravidez

      A gravidez pode influenciar como os sintomas da asma. No entanto, é difícil prever como ela irá se manifestar, já que isso varia de acordo com o organismo de cada pessoa. Em um terço dos casos, o quadro piora, enquanto um terço das gestante experimenta uma melhora. O restante das mulheres não nota diferença alguma. 

      O manejo da asma na gravidez previne episódio de hipóxia, uma diminuição das taxas de oxigênio nos tecidos orgânicos. Quando ocorre, pode prejudicar o aporte de oxigênio para o feto. Por isso, monitorar os sintomas e a gravidade da doença é fundamental, acompanhando a função pulmonar materna e possíveis complicações fetais. O médico irá indicar se a gestante deve fazer uso de medicação. 

       

      De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), gestantes costumam subestimar a gravidade da doença, principalmente quando não desejam ser medicadas. No entanto, ficar atenta é fundamental para evitar complicações. 

      Diabetes na gravidez

      Muitas gestantes com diabetes têm filhos saudáveis, mas há certas complicações que podem surgir. Mulheres que têm os tipos 1 ou 2 da doenças, por exemplo, podem ter abortos espontâneos ou bebês grandes e pesados, o que aumenta o risco de um parto difícil, geralmente resultando em uma indução ou cesariana. Há, ainda, a pequena possibilidade do pequeno nascer com complicações cardíacas ou do sistema nervoso, ou ainda de falecer durante a gestação ou logo após parto.

      Para a mamãe, a gestação pode aumentar os riscos de desenvolver problemas na visão ou nos rins. Portanto, o ideal é controlar a diabetes antes mesmo de ficar grávida. Já durante a gestação, o médico poderá sugerir mudanças no seu tratamento habitual.

      Epilepsia na gravidez

      A maioria das gestantes com epilepsia têm gestações normais e filho saudáveis. Porém, os riscos de malformações fetais são mais elevados. Para evitá-los, a mulher que planeja engravidar pode iniciar o uso de ácido fólico. O médico também poderá sugerir ajustes das doses da medicação. 

      Doenças cardíaca coronariana e gravidez

      A doença ocorre quando as artérias ficam mais estreitas devido a um acúmulo de depósitos de gordura dentro delas. Isso restringe o fluxo de sangue e pode levar a dor no peito, chamada angina, ou a um ataque cardíaco. Como o coração precisa se esforçar mais na gravidez, mulheres com doenças cardíacas devem receber cuidados especiais durante a gestação. 

      Antes de engravidar, será necessário conversar com o seu cardiologista sobre os riscos que a gravidez poderá trazer para a sua condição cardíaca específica. O risco principal é a ocorrência do ataque cardíaco. Mas a gestante com doenças do coração também podem ter outras condições relacionadas que podem prejudicar o feto e a gestação, como diabetes e pressão alta. 

      Deixar de fumar, perder peso e controlar a pressão arterial são algumas das recomendações que o profissional de saúde poderá fazer.

      Pressão alta e gravidez

      A pressão alta é um alerta vermelho durante a gravidez, pois a condição pode gerar a pré-eclâmpsia, problema que geralmente ocorre após 20ª semana. Esse distúrbio da pressão arterial exige acompanhamento médico minucioso e pode até exigir a internação da gestante. Já a eclâmpsia, síndrome mais grave ligada à pressão alta, pode causar convulsões e até a morte da mulher. 

      Controlar a pressão arterial, portanto, é fundamental antes e durante a gravidez. O profissional de saúde provavelmente indicará o uso de medicamentos, dependendo da gravidade da doença, e outras medidas.

      Este é um material informativo sobre doenças na gravidez. Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.

      Referências: National Health Service - Planning Your Pregnancy, Diabetes and Pregnancy, Asthma and Pregnancy, Coronary Heart Disease and Pregnancy, Centers for Disease Control and Prevention - Maternal Health, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia - Asma na gravidez: atualizações no manejo

       

       

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