Gravidez

      Condições que podem atrasar a alta da maternidade

      por Equipe Danone Nutricia 10 de Outubro de 2017 5 minutos

      Para receber alta, o bebê precisa passar pela avaliação do pediatra e não pode apresentar condições como icterícia neonatal e hipoglicemia

      A alta hospitalar do recém-nascido não deve ocorrer antes que complete 48 horas de vida. Nesse período, o organismo do bebê está se adaptando à nova realidade e a presença da equipe de médicos é importante para identificar possíveis distúrbios. Mas há algumas condições que podem atrasar a saída da maternidade.

      Condições para receber alta:

      Para receber alta, o recém-nascido deve passar por uma avaliação clínica criteriosa feito pelo pediatra. Ele elimina a possibilidade de qualquer doença ou condição que exija cuidados imediatos.

      Para deixar a maternidade, o bebê:

      • Não pode ter apresentado icterícia nas primeiras 24 horas de vida e já deve ter eliminado o mecônio (primeiras evacuações).
      • Deve estar urinando normalmente e mamando bem.
      • Os pais devem ter recebido todas as orientações necessárias sobre os primeiros cuidados e devem estar confiantes para levar o bebê para casa.
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      Situações que podem atrasar a alta da maternidade:

      Hipoglicemia

      A hipoglicemia é causada pelo baixo nível de glicose no sangue. Ela pode ser prejudicial à saúde do recém-nascido. Por isso, ele deve permanecer na maternidade até que os riscos estejam esgotados, o que normalmente ocorre em torno de 72 horas.

      Geralmente, os bebês que apresentam essa condição são os prematuros, que nasceram com menos de 2.500g, ou os filhos de mães diabéticas. A diabetes materna durante a gestação pode levar à elevação transitória dos níveis de insulina do feto. Após o nascimento, essa alteração causa maior consumo de glicose do recém-nascido, o que gera a queda dos níveis da substância no sangue.

      A verificação da glicemia pode ser feita de duas formas: utilizando-se o glicosímetro, um aparelho que mede o nível de glicose no sangue, ou por um exame realizado em laboratório. O sangue é retirado do calcanhar do bebê.

      Icterícia neonatal

      A icterícia é a condição que deixa a pele amarelada pelo acúmulo de bilirrubina, uma substância resultante da degradação da hemoglobina – o que é um processo normal do organismo.

      Quanto maior o acúmulo de bilirrubina, mais partes do bebê ficam amareladas. Um recém-nascido com pouca icterícia apresenta apenas a pele do rosto e do tórax amarelas, enquanto um recém-nascido com icterícia intensa apresenta até os braços amarelados.

      Na maior parte dos casos, os níveis de bilirrubina permanecem baixos e não oferecem riscos ao recém-nascido, o que é chamado de icterícia fisiológica. No geral, ela se manifesta entre o segundo e terceiro dia após o parto e desaparece em cerca de 10 dias. Esse tipo de icterícia não necessita de tratamento, mas exige observação.

      Mas quando os níveis estão muito elevados, a icterícia passa a se chamar patológica. Nesses casos, o tratamento é necessário e a saída da maternidade é adiada, pois o recém-nascido deverá ser submetido a fototerapia no próprio hospital.

      Quem define a gravidade do quadro e a necessidade de permanecer mais tempo no hospital é o pediatra. Ele realiza testes laboratoriais para oferecer o tratamento adequado.

      O tratamento da icterícia patológica é bastante simples: o bebê é colocado sob luzes especiais, normalmente fluorescentes, sem roupas e com proteção nos olhos para receber o “banho de luz”. Ele poderá receber alta quando a bilirrubina tiver diminuído até atingir níveis seguros, sem o risco de sobrecarregar o fígado ou causar danos neurológicos.

      Após a alta da maternidade, os pais devem continuar atentos à coloração do bebê. Se ele apresentar icterícia intensa, os responsáveis devem procurar o pediatra imediatamente. A gravidade pode ser notada pelo amarelamento de todo o corpo – inclusive os pés – e pela redução de sua atividade, como sugar menos o peito ou não responder a estímulos.  

      Bebês prematuros

      Os prematuros são aqueles que nascem com menos de 37 semanas completas de gestação. Eles apresentam peso e desenvolvimento variáveis, dependendo da idade gestacional e da causa da prematuridade. No entanto, a maioria deve permanecer internado em uma Unidade Neonatal ou berçário de alto risco por mais do que 48 horas.

      Os recém-nascidos podem precisar de incubadoras para manter a temperatura do corpo ou de aparelhos para auxiliar a respiração. Eles ficam internados até que o organismo se desenvolva o suficiente para receber os cuidados em casa.

      Na Unidade Neonatal, pais podem permanecer na companhia do bebê por até 24 horas por dia. Mesmo que a mãe já tenha recebido alta, convém passar o máximo de tempo possível na companhia do recém-nascido.  


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade”)

       

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