Gravidez

      Fator Rh: como ele influencia na gravidez?

      por Equipe Danone Nutricia 25 de Setembro de 2017 5 minutos

      A eritroblastose fetal ocorre quando o tipo sanguíneo da mãe e do bebê são incompatíveis, gerando uma resposta autoimune no corpo da gestante que afeta a criança.

      Quando os grupos sanguíneos da gestante e do feto são incompatíveis, o organismo materno produz anticorpos e prejudica a saúde do bebê. A eritroblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido, pode ser prevenida quando a mulher faz um simples exame de sangue durante o pré-natal.

      A incompatibilidade ocorre quando o feto herda do pai um fator sanguíneo que não está presente na mãe. Como o organismo materno é incompatível com substâncias presentes no organismo do bebê, produz uma resposta autoimune e ataca a criança. Nos casos mais extremos, a doença pode causar a morte do recém-nascido.

      Os grupos sanguíneos

      Para entender a eritroblastose fetal, é preciso conhecer a dinâmica entre os diferentes grupos sanguíneos. Há dois fatores que definem os tipos sanguíneos dos seres humanos: o Sistema ABO e o Fator Rh. O sistema ABO classifica o sangue em A, B, AB e O. Já o fator Rh é um grupo de antígenos que determina se o sangue possui o Rh negativo ou positivo.

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      O tipo sanguíneo é determinado pela presença ou ausência das substâncias aglutinogênios. O indivíduo que apresenta aglutinogênio A tem sangue A, enquanto o que apresenta aglutinogênio B tem sangue B. Quem apresenta os dois tem sangue AB, enquanto quem não apresenta nenhum tem sangue O.

      O indivíduo que não apresenta os aglutinogênios no sangue produz substâncias chamadas aglutininas anti-A e anti-B. Elas funcionam como anticorpos que reagem à presença de elementos estranhos. Portanto, o indivíduo que tem sangue B não pode receber transfusão sanguínea de uma pessoa que tem sangue A e vice-versa. O tipo sanguíneo O só recebe do tipo O, pois possui tanto a aglutinina anti-A quanto a anti-B. Já o tipo sanguíneo AB recebe de todos eles.

      O mesmo vale para o fator Rh. Os indivíduos Rh positivo possuem o fator Rh em suas hemácias e podem receber transfusões sanguíneas tanto do indivíduo Rh positivo, quanto do Rh negativo. Já a pessoa que tem Rh negativo recebe apenas de Rh negativo.

      Como ocorre a eritroblastose fetal

      Na eritroblastose fetal, o organismo materno reage de forma similar a uma transfusão de sangue malsucedida. Pode estar relacionada tanto à incompatibilidade do sistema ABO, quanto à incompatibilidade do fator Rh. O sistema Rh é responsável pela forma mais grave da doença, que pode ocorrer quando uma mulher Rh negativa concebe um feto Rh positivo.

      A sensibilização do sistema imune da mãe ocorre quando os glóbulos vermelhos do feto carregam o fator Rh, atravessam a barreira placentária e entram na corrente sanguínea da gestante. Eles estimulam a produção de anticorpos que podem atravessar a placenta e atingir a circulação fetal, quebrando os glóbulos vermelhos do bebê.

      Na primeira gestação, é raro que o organismo da mãe se sensibilize e gere uma resposta agressiva, pois a quantidade de antígeno Rh fetal que entra na circulação materna é baixa. Mas durante o trabalho de parto, o corpo da gestante fica mais exposto e a sensibilidade aumenta. Em uma próxima gravidez, o risco de desenvolver a doença é bem maior caso o tipo sanguíneo do feto também seja incompatível. Por isso, a eritroblastose fetal é mais comum na segunda gestação.

      Principais sintomas da eritroblastose fetal

      A eritroblastose fetal traz consequências para o bebê. Na forma mais suave, manifesta-se apenas como uma anemia sem outras complicações. Outros sintomas são icterícia, fígado e baço alargados

      A forma mais grave da doença se caracteriza por insuficiência cardíaca e pelo acúmulo de líquidos corporais, causando edemas na pele. Perda auditiva e atraso mental são outras consequências. Em casos raros, o bebê pode morrer.

      Como prevenir a eritroblastose fetal

      Durante o pré-natal, a gestante deve fazer exame de sangue para descobrir qual seu tipo sanguíneo. O pai também deve ser testado. Além disso, é possível testar as hemácias fetais presentes na corrente sanguínea da mãe, para prever qual será o tipo sanguíneo do bebê.

      Muitos procedimentos estão disponíveis para evitar as consequências. Se o feto estiver em risco de desenvolver a doença, o médico utiliza uma técnica chamada amniocentese para medir as concentrações de bilirrubina (que ficam elevadas em casos graves) e prever a gravidade da doença. Se os níveis estiverem altos, pode-se administrar transfusões intra-uterinas de sangue RH negativo para o bebê ou acelerar a data do parto. Também há a possibilidade de ministrar a imunoglobulina Rh na mãe. Essas medidas são bastante eficazes e podem eliminar quaisquer complicações.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Encyclopædia Britannica (“Erystroblastosis fetalis”)
      Programa de Educação Tutorial (“Doença hemofílica do recém-nascido”)

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