Gravidez

      Exercícios do assoalho pélvico fortalecem músculos essenciais na gestação e no parto

      por Equipe Danone Nutricia 23 de outubro de 2019 5 minutes

      O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que agem como uma rede, sustentando o intestino, o útero e a bexiga

      Seu assoalho pélvico tem um papel importante a desempenhar durante a gravidez, o nascimento e o pós-parto. Fortalecido, pode apoiar o bebê e a bexiga durante a gravidez, ajudar a girar a cabeça do bebê durante o trabalho de parto e ajudar a prevenir o prolapso e a incontinência de estresse após o nascimento. Por isso, vale a pena adotar exercícios para torná-lo mais forte.

      Mas afinal de contas, o que é assoalho pélvico?

      O assoalho pélvico é um conjunto de músculos presos à base da coluna vertebral, nas costas e no osso púbico. Esses músculos agem como uma rede, sustentando o intestino, o útero e a bexiga. Se você precisar usar o banheiro, se levantar ou levantar um objeto pesado, seus músculos deverão contrair para manter tudo no lugar.

      Eles também formam a base do core – o grupo de músculos que vão da pelve até o diafragma e são responsáveis pela estabilidade durante os movimentos.

      Para localizá-lo, tente interromper o fluxo quando estiver fazendo xixi. Os músculos internos que você contrai formam o seu assoalho pélvico. Porém, não é aconselhável fazer isso regularmente, pois pode prejudicar a bexiga.

      O assoalho pélvico na gravidez e parto

      O seu assoalho pélvico desempenha um papel particularmente importante durante a gravidez e parto. Principalmente, ele suporta o peso do seu bebê em crescimento. Quanto mais pesado seu bebê fica, mais esses músculos sentem a tensão.

      Quando o trabalho de parto começa, o assoalho pélvico ajuda a girar a cabeça do bebê para a posição ideal, pronta para o nascimento, à medida que o útero se contrai. Uma vez nessa posição, a cabeça do bebê passa mais facilmente sob o osso púbico, pronta para coroar.

      O assoalho pélvico pode ficar compreensivelmente mais fraco após o parto. No entanto, o treinamento muscular do assoalho pélvico diminui a incidência de incontinência urinária após o nascimento.

      Como fortalecer o assoalho pélvico

      Com exercícios simples e regulares, você pode fortalecer os músculos do assoalho pélvico e reduzir a probabilidade de problemas posteriores. A maneira mais eficaz de melhorar a força e a resistência dos músculos é contrai-los e relaxá-los em movimentos ora curtos ora longos.

      Você pode executar exercícios do assoalho pélvico sentada, em pé ou deitada. Verifique se você não está apenas apertando as nádegas ou prendendo a respiração. O aperto deve ser interno e sua respiração deve permanecer normal.

      Dá para praticar os exercícios durante as atividades do dia a dia, como enquanto escova os dentes, toma banho ou esquenta água para cozinhar. Muito fácil e prático. Em caso de dúvidas, procure seu médico.

      Este é um material informativo sobre exercícios na gravidez. Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.

      Bibliografia:

      1. NHS Choices. What are pelvic floor exercises (Kegel exercises)?

      2. Ashton-Miller J, Delancey J. Functional anatomy of the female pelvic floor. Ann NY Acad Sci 2007;1101(1):266-96.

      3. Herbert J. Pregnancy and childbirth: the effects on pelvic floor muscles. Nursing Times 2009;105(7):38-41.

      4. Sangsawang B, Sangsawang N. Stress urinary incontinence in pregnant women: a review of prevalence, pathophysiology, and treatment. Int Urogynecol J 2013;24(6):901-12.

      5. McKinnie V et al. The effect of pregnancy and mode of delivery on the prevalence of urinary and fecal incontinence. Am J Obstet Gynecol 2005;193(2):512-7.

      6. Boyle R et al. Pelvic floor muscle training for prevention and treatment of urinary and faecal incontinence in antenatal and postnatal women. Cochrane Database Syst Rev 2012;10:CD.

      7. Boyle R et al. Pelvic floor muscle training for prevention and treatment of urinary and faecal incontinence in antenatal and postnatal women. Cochrane Database Syst Rev 2012;10:CD007471.

      LEIA MAIS