Gravidez

      Manchas na pele durante a gravidez: entenda a ação dos hormônios

      por Equipe Danone Nutricia 16 de Novembro de 2017 5 minutos

      Com exceção da trombose e do tumor vascular, nenhuma outra alteração na pele representa grande risco para a saúde

      Muita gente não sabe, mas a pele é considerada o maior órgão do corpo humano. Isso mesmo, é um órgão que possui papéis importantes como proteger, nutrir, pigmentar, transpirar, absorver, regular a temperatura interna e nos defender contra a ação de bactérias e outros corpos estranhos. E como todo órgão do corpo feminino sofre transformações durante a gravidez.

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      A pele humana é formada por três tecidos, que vão da região mais externa para a mais interna do corpo humano — epiderme, derme e hipoderme, respectivamente. E cada uma dessas camadas têm suas próprias divisões. Além disso, existem outras estruturas anexas à cútis, como também pode ser chamada, como os poros e os pelos e outras glândulas produtoras de suor e sebo. As unhas, tanto dos pés, quanto das mãos, também fazem parte da pele, por incrível que pareça.

      Cientificamente, é possível classificar em duas divisões as dermatoses, como são chamadas as alterações que tomam conta da pele das mamães: as fisiológicas, ou seja, que aparecem durante a gestação e as preexistentes, isto é, que já existem e se intensificam ou melhoram durante os nove meses.

      A principal causa do aparecimento das manchas são os hormônios, que aumentam consideravelmente seus níveis no corpo feminino durante a gestação — entre eles podemos dar destaque para a progesterona. Além disso, outro fator analisado pelos especialistas, neste caso, é que as gestantes precisam dividir todas as vitaminas essenciais para o bom funcionamento da pele e dos cabelos com o bebê, o que pode deixá-las carentes desses nutrientes.

      As alterações cutâneas na gravidez podem ser classificadas de acordo com a sua natureza, cor, tipo e a região do corpo onde se manifestam. Para ficar mais fácil de identificá-las, listamos abaixo as mais comuns:

      Alterações pigmentares: Conforme o próprio nome já diz, são modificações que aparecem relacionadas ao pigmento, isto é, à cor da pele. Cerca de 90% das gestantes apresentam esses tipos de manchas. A sua forma mais normal é o melasma, também chamado de cloasma, máscara ou pano gravídico. São manchas escuras que podem surgir na barriga, rosto, mamilos, na área genital, e na parte superior e interna das coxas.

      Alterações nos cabelos e nas unhas: Algumas mulheres relatam sofrer de hirsutismo, nome científico para o crescimento excessivo de pelos em lugares considerados anormais, como rosto, peito e costas. Outras gestantes apresentem eflúvio telogênico, como é chamado o enfraquecimento temporário dos fios capilares na região superior do couro cabeludo. Nas unhas, pode acontecer o descolamento da unha a partir da ponta ou dos lados.

      Alterações das glândulas sudoríparas: Essas modificações estão ligadas às glândulas responsáveis por produzir suor. A hiperatividade écrina caracteriza o suor excessivo enquanto que a hipoatividade apócrina faz diminuir a produção do suor tanto na região das axilas quanto no couro cabeludo. 

      Alterações das estruturas vasculares da pele: Como a pele é formada pela derme, uma camada vascularizada, é possível que a ação hormonal decorrente da gravidez favoreça o aparecimento de microvasinhos. A alteração estrutural das veias também pode causar  trombose venosa e hemorróidas.

      Alterações do tecido conjuntivo: Localizado na derme, o tecido conjuntivo é o responsável por produzir cerca de 70% do colágeno que temos no corpo. As estrias, muito comuns durante os nove meses de gravidez, surgem pela ação hormonal que rompe essas fibras elásticas. O mais comum é que esses risquinhos brancos, avermelhados ou roxos aparecem nas mamas, bumbum, coxas e abdômen, áreas que mais esticam durante a gestação.

      Alterações da mucosa da vagina: Algumas mulheres também podem apresentar vermelhidão na região da vagina, que pode ser confundida facilmente com condições patológicas, mas não é.

      Com exceção da trombose, que representa problemas graves de circulação, e  do tumor vascular, nenhuma outra alteração na pele representa grande risco para a saúde.

      Para evitar o melasma, é fundamental que as gestantes utilizem protetor solar corretamente e que só se exponham ao Sol em momentos em que os raios não são tão fortes. É fundamental que a gestante converse com seu ginecologista e/ou dermatologista para obter as orientações adequadas antes de se expor ao sol.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Curso de Medicina da Universidade Positivo – UP – Curitiba (PR) - (“Fotoproteção, melasma e qualidade de vida em gestantes”).
      http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v34n5/07.pdf

      Acta Paulista de Enfermagem é a publicação eletrônica técnico-científica da Escola Paulista de Enfermagem - (“Alterações fisiológicas da pele percebidas por gestantes assistidas em serviços públicos de saúde
      http://www2.unifesp.br/acta/pdf/v23/n4/v23n4a13.pdf

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