Gravidez

      Bolsa rota: o que é e sua relação com o nascimento prematuro

      por Equipe Danone Nutricia 26 de Janeiro de 2018 5 minutos

      O problema é responsável por 40% dos nascimentos prematuros em todo o mundo e pode ser identificado pela saída de líquido amniótico pela vagina 

      Um dos maiores medos das mães durante a gestação é que aconteça alguma complicação que adiante o parto. Um exemplo é a bolsa rota, como especialistas chamam tecnicamente o que acontece quando uma das membranas que envolve o bebê dentro da mãe se rompe.

      o que é bolsa rota

      A bolsa é repleta de líquido amniótico e possui a função de amortecer choques térmicos e mecânicos. No caso da bolsa rota, há um rompimento da membrana amniótica antes mesmo de a gestante iniciar o trabalho de parto.

      O problema é responsável por 40% dos nascimentos prematuros e 18% das mortes de bebês antes de completarem um mês de vida.

       

      por que a bolsa estoura antes da hora

      Entre as causas da bolsa se romper antes da hora estão as infecções bacterianas que podem atingir a vagina e acometer o útero durante a gestação e os choques mecânicos. O consumo de álcool, tabaco e drogas também podem ocasionar a situação. Os especialistas também consideram a abertura do colo do útero – em alguns casos, o tamanho estrutural da abertura do órgão pode facilitar o acesso de germes.

      O QUE fazer se a bolsa estourar prematuramente

      Identificar o aparecimento desse problema nem sempre é uma tarefa fácil. Portanto, é necessário e urgente que, após verificar alguma irregularidade, a gestante procure o serviço de saúde mais próximo ou seu médico. Além da história clínica, como é chamado o conjunto de informações fornecidas pela paciente ao médico, os especialistas realizam exames de inspeção da vulva e o especular estéril.

      Embora a ruptura da bolsa sempre represente perigo para o bebê, quando acontece a partir das 34 semanas de gestação, isto é, quando o bebê já possui 8 meses, o quadro é mais ameno em relação às complicações ligadas à prematuridade. Nesse caso, o parto costuma ser feito em até 24h horas.

      Caso a ruptura surja antes de a gestação completar 8 meses de idade, os médicos, geralmente recomendam a internação de emergência e administração de medicamentos. Os exames de sangue pedidos nesse momento são fundamentais e necessários para identificar se há ou não uma infecção em curso, bem como para saber o estado de saúde do bebê. Se não houver riscos maiores, a conduta médica habitual é a tentativa de estender, ao máximo, o período gestacional.

      Para evitar a bolsa rota, é fundamental que a gestante realize um pré-natal adequado, seguindo todas as recomendações médicas necessárias. Atividades que necessitem de um esforço muito grande , como pegar peso, também devem ser evitadas.

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina - “Avaliação de testes diagnósticos na rotura prematura de membranas”.

      Ministério da Saúde - Secretaria de Atenção à Saúde - Departamento de Ações Programáticas Estratégicas - “Gestação de Alto Risco - Manual Técnico”, 2012.

      Hospital Universitário de Santa Maria - “Protocolo Clínico do Hospital Universitário de Santa Maria”.

      Sistema Único de Saúde e Prefeitura de São Paulo - “Protocolos de Obstetrícia”.

      Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rotinas Assistenciais da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro - “Rotura Prematura das Membranas Ovulares”.

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