Gravidez

      Pré-eclâmpsia pode causar complicações durante a gestação e o parto

      por Equipe Danone Nutricia 28 de Setembro de 2017 5 minutos

      Pressão alta e fortes dores de cabeça são alguns dos sinais da pré-eclâmpsia, condição que deve ser monitorada e tratada.

      Pré-eclâmpsia é uma condição que afeta algumas mulheres grávidas, geralmente durante a segunda metade da gravidez. Quando monitorada, não causa grandes problemas. Mas em casos graves, pode causar sérias complicações para mãe e bebê.

      Sinais de pré-eclâmpsia são mais comuns após a 20ª semana de gravidez e também podem aparecer logo após o parto. Os principais sintomas são:

      • Pressão alta
      • Presença de proteína na urina
      • Suor nos pés, tornozelos, mãos e face, causado pela retenção de líquidos
      • Dor abaixo das costelas
      • Problemas de visão
      • Dores de cabeça exacerbadas

      A gestante que notar qualquer um desses sintomas deve procurar o médico assim que possível. Se a condição não for monitorada e tratada, poderá levar ao quadro de eclâmpsia.

      aplv-1-1-807x350.jpg

      A pré-eclâmpsia também pode causar outras complicações, como derrames causados pela pressão alta e disfunções na coagulação do sangue. A gestante pode sofrer com hemorragias ou coágulos sanguíneos que reduzem o fluxo e danificam os órgãos.

      Os bebês das gestantes que têm pré-eclâmpsia podem crescer mais devagar do que o normal, pois a transferência de nutrientes e oxigênios pelo cordão umbilical pode ficar prejudicada.  Se a pré-eclâmpsia for severa, o recém-nascido poderá nascer prematuro. Em alguns casos, seu organismo ainda não se desenvolveu o suficiente para deixar o útero da mãe e é preciso mantê-lo na UTI neonatal até que complete seu desenvolvimento.

      O que causa a pré-eclâmpsia

      Acredita-se que a pré-eclâmpsia seja causada pelo desenvolvimento incorreto da placenta, o órgão que liga a mãe ao bebê e faz a transferência de oxigênio e nutrientes entre os dois organismos.

      Para dar suporte ao crescimento do bebê, a placenta precisa de um suprimento de sangue alto e constante. Mas na pré-eclâmpsia, a placenta não recebe sangue suficiente pois não se desenvolveu o suficiente.

      Há alguns fatores de risco que podem causar o desenvolvimento incompleto da placenta e, por consequência, a pré-eclâmpsia na gestante:

      • Doenças como diabetes, pressão alta, lúpus ou problemas nos rins
      • Já ter sofrido com a pré-eclâmpsia em outra gravidez
      • Estar na primeira gestação, quando é mais provável que a pré-eclâmpsia ocorra
      • Fatores genéticos (quando a mãe ou irmã da gestante já apresentaram pré-eclâmpsia)
      • Ter mais de 40 anos
      • Estar esperando vários bebês, como gêmeos ou trigêmeos

      Como tratar a pré-eclâmpsia

      A gestante que tem pré-eclâmpsia deve ser monitorada de perto pela equipe médica até o parto, que deve ocorrer entre 37 e 38 semanas. Em alguns casos, a mãe poderá ser medicada para manter a pressão arterial sob controle. Dependendo da gravidade da situação, a gestante poderá ter o parto induzido ou fazer uma cesariana, o que reduz os riscos de complicação.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Ministério da Saúde (“Manual Técnico da Gestação de Alto Risco”)
      National Health Service - Reino Unido (“Pre-eclampsia”)

      Leia mais

      Perguntas sobre nossos produtos?

      Caso tenha alguma dúvida sobre a Danone Nutricia ou nossos produtos, entre em contato com nossa central de atendimento!