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      Saiba o que é útero retrovertido e por que ele não impede a gravidez

      por Equipe Danone Nutricia 30 de Outubro de 2017 5 minutos

      Também chamado de útero invertido, a condição atinge cerca de 15% a 25% das mulheres e não representa nenhum risco para a fertilidade

      O útero é um dos órgãos mais importantes do corpo feminino ligado à reprodução: é nele que o bebê fica durante toda a gestação. Localizado na bacia, também chamada por especialistas de região pélvica, o órgão oco por dentro tem a forma de uma pêra invertida e está, comumente, localizado acima da bexiga e projetado para a frente do abdômen.

      A forma com que o útero se posiciona, no entanto, pode variar de mulher para mulher: pesquisas científicas apontam que cerca de 15% a 25% das mulheres têm o útero retrovertido, popularmente chamado de invertido. Nesses casos, o órgão está refletido para trás, virado na direção da coluna vertebral e do reto, mais perto da porção final do intestino grosso.

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      Há diversas causas para que essa condição apareça. Em alguns casos, as mulheres já nascem com o útero retrovertido. Em outros, isso acontece com o passar dos anos: é a chamada retroversão. Isso ocorre por diversas razões: no momento de dar à luz, devido ao aumento de flacidez das ligações do órgão na bacia, em decorrência de um mioma — tumor benigno que surge durante a idade fértil feminina  —, ou até mesmo de cicatrizes oriundas de  endometriose ou de infecções que atingem a região da pélvis.

      Útero retrovertido não causa infertilidade

      Por muito tempo, o útero retrovertido foi associado à infertilidade, o que não é comprovado cientificamente. A mudança na posição do órgão não interfere em nenhuma atividade do aparelho reprodutor feminino, apenas pode ser caracterizada como uma particularidade do corpo de uma parcela das mulheres.

      A inversão uterina pode ser identificada por exames realizados durante as consultas de rotina ao ginecologista ou por meio do ultrassom transvaginal. O diagnóstico é fundamental em algumas situações, como quando a mulher deseja colocar o DIU ou ser submetida ao processo de inseminação artificial.

      Caso a mulher não sofra ou apresente nenhum sinal que indique o desconforto, nada precisa ser feito. Mas, se a retroversão causa sintomas como dor durante a relação sexual e dificuldade para evacuar, é importante que essas queixas sejam levadas ao médico. Ele pode indicar um tratamento a partir de medicamentos hormonais ou, em casos mais específicos e bem raros, uma cirurgia para recolocar o útero em sua posição tradicional, ou seja, acima da bexiga urinária.

       
       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      The British Medical Journal - (“Retroversion Of The Uterus”)

      The British Medical Journal - (“Remarks on Retroversion Of The Uterus”)

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