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      Fim da licença-maternidade: 6 dicas para que mãe e filho se acostumem ao tempo de separação

      por Equipe Danone Baby 13 de Abril de 2018 5 minutos

      Não importa se o pequeno vai para a escolinha, casa dos avós ou babá: mãe e bebê precisam se preparar para enfrentar a separação.

      Com o fim da licença-maternidade, o bebê que ficava o dia todo com a mãe, agora passará algumas horas aos cuidados de terceiros, seja a babá, os avós ou as ‘tias’ do berçário. E a separação é sempre um momento difícil, tanto para o bebê quanto para mãe.

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      No entanto, há formas de tornar esse tempo de distância mais leve, sem tanta culpa e angústia. Listamos abaixo 6 dicas de como preparar a si mesma e o bebê para esse momento:

      • Mesmo durante a licença-maternidade, tenha uma rotina que a permita sair de casa sozinha por curtos períodos

      Acostumar-se com a ausência da mãe é um processo que deve ser gradual. Portanto, a partir do momento em que você se recuperar totalmente do parto e já tiver a indicação médica de que pode sair de casa, deixe o bebê com alguém de confiança e vá ao mercado, à farmácia, à manicure ou saborear um café. Dessa forma, ele tenderá a se acostumar com a sua ausência, mesmo que em pequenas ‘doses’ diárias ou semanais, e você também vai alimentar sua individualidade e garantir um tempinho para dar aquela ‘respirada’.

      • Antes de terminar a licença-maternidade, submeta seu filho a um período de teste

      Independentemente de qual for a sua decisão: creche, casa de familiares ou babá, planeje-se para um período de teste do pequeno longe da sua presença. Pode ser uma ou duas semanas, pelo menos.

      Algumas escolinhas permitem que as mães acompanhem os filhos nas primeiras horas ou dias de aula, o que é positivo, visto que o bebê se sentirá mais confiante por perceber que você também faz parte daquele ambiente. Se a opção for pela contratação de uma babá, experimente passar algumas horas longe de casa, gradativamente. No caso de familiares, se o contato da criança já for constante, apenas comece a deixá-lo sozinho por lá durante um tempo.

      • Em hipótese alguma, minta para seu filho ou saia escondida

      Muitas vezes, as mães preferem sair escondidas, para evitar o chororô imediato. Não é uma boa escolha. Isso deixa o pequeno apreensivo e angustiado, com medo de a mãe sumir de repente, e pode atrapalhar muito o processo de adaptação.

      Prefira dizer ao seu filho que está indo trabalhar e que, na saída, poderá pegá-lo no colo e brincar novamente. Faça dessa forma mesmo que ele ainda não entenda o que você está falando. Outra dica importante para as mamães mais angustiadas: não chore ao se despedir do seu filho. Se você for objetiva e otimista, ele tende a se acostumar mais rápido. Se você demonstrar insegurança e tristeza, isso também o afetará.

      • Não se assuste com o choro do seu bebê

      O choro é a primeira forma de o ser humano se comunicar, não à toa, as crianças choram quando nascem. E, por um tempo, chorar também é a única forma de expressão do bebê. Por isso, tente compreender o choro do seu filho no momento da despedida não só como tristeza, mas também como forma de dizer que vai sentir saudade e que vai te esperar no fim do dia.

      • Garanta que a alimentação continuará adequada

      Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que a amamentação seja exclusiva até que as crianças completem 6 meses,  e que seja mantida de forma complementar até os dois anos de vida ou mais. Então, quando estiver perto de voltar ao trabalho, aprenda a ordenhar e a armazenar o leite do peito. Se, por algum motivo você não amamenta mais, converse com seu pediatra    para saber qual a melhor forma de manter seu filho bem nutrido, com os nutrientes adequados e na medida indicada para a faixa etária.

      • Não tente suprir a ausência materna ou paterna com bens materiais

      É claro que a rotina dos pais ficará mais corrida e os momentos juntos mais escassos, mas é importante que o foco para suprir tudo isso não seja pelo excesso de presentes, mas pela qualidade do tempo, com brincadeiras e passeios aos fins de semana, por exemplo.

      É isso. Pode levar algum tempo e doer o coração, mas ambos, mãe e filho, tendem a sair mais fortalecidos quando entendem que um tempo de distância durante o dia não fará com que o vínculo entre eles diminua.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Governo Federal, Sistema Único de Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria - Folheto informativo - “Amamentação e trabalho: Para dar certo, o compromisso é de todos”.

      Universidade Federal do Rio Grande do Sul - “Fatores Associados à não Adaptação do Bebê na Creche: da Gestação ao Ingresso na Instituição”, 2014.

      Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - “Maternidade e Trabalho: Associação entre Depressão Pós-parto, Apoio Social e Satisfação Conjugal”, 2016.

      Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília - “A relação mãe-bebê e a adaptação a um berçário: Suas influências mútuas”, 2011.

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