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      Tristeza e depressão pós-parto: diferenças e como identificar

      por Equipe Danone Baby 12 de Setembro de 2017 5 minutos

      A tristeza pós-parto é comum e dura poucos dias. Já a depressão pós-parto se prolonga e exige tratamento adequado

      Após o nascimento do bebê, a mulher fica sensível e precisa de um tempo para se adaptar à nova rotina. Para algumas mães, poucas semanas são suficientes para que se recuperem e se sintam melhor. Outras acabam desenvolvendo a depressão pós-parto, um quadro de sintomas que se prolonga e inclui tristeza, irritabilidade, fadiga, solidão e incapacidade de cuidar da criança.

      Saber diferenciar tristeza e depressão pós-parto é muito importante. A tristeza, também conhecida como “baby blues”, é benigna, frequente e não traz grandes preocupações. A depressão, por outro lado, é uma condição mais séria e que deve ser tratada por profissionais.

      Diferença entre tristeza e depressão pós-parto

      Tristeza pós-parto (“baby blues”)

      Entre 50% e 70% das mulheres apresentam a tristeza pós-parto, que dura cerca de duas semanas.

      A mãe se sente frágil, emociona-se facilmente, tem alterações de humor, sente falta de confiança em si própria e pode se sentir incapaz de cuidar do bebê, da casa e da família.

      A tristeza pós-parto pode ser causada por vários motivos. A mãe precisa se acostumar com o corpo não-grávido e se adaptar ao fato de ser mãe. Ela experimenta uma sensação de separação do feto e encara o desafio de cuidar da criança, o que não é fácil – principalmente no começo.

      Depressão pós-parto

      A depressão pós-parto é mais rara, atingindo entre 10% e 15% das mulheres. Ela se prolonga e pode durar entre 30 dias e dois anos. Os principais sintomas são perturbação de apetite e sono, falta de energia, sentimento de incapacidade e culpa. Ela também se sente inadequada e rejeita o bebê.

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      Essa condição é mais tardia e geralmente surge entre a quinta e sexta semana após o nascimento. Uma das preocupações é que, muitas vezes, a depressão pós-parto não é observada pela família ou mesmo pelo pediatra, que nesta fase tem mais contato com a mãe do que o obstetra.

      Muitas mulheres não apresentam queixas ou tentam ocultá-las por culpa frente ao fato de terem dificuldades de cuidar do bebê. Por isso, muitas delas rejeitam o contato social e familiar.

      Como identificar a depressão pós-parto

      A depressão pós-parto se diferencia de outros quadros de depressão pela sua relação com o nascimento do bebê e com os entraves que ocorrem no processo da maternidade. A mãe falha nos cuidados da criança e fica menos disponível aos seus apelos. Está presente fisicamente, mas ausente psiquicamente.

      Ela apresenta um comportamento mecânico e operatório, em que as trocas com o filho são pobres e sem expressão de afeto. Quase não existem interações lúdicas, pois a mãe não consegue se ajustar à linguagem da criança e acaba a privando de estímulos, o que prejudica seu desenvolvimento cognitivo e traz prejuízos emocionais.

      Diferente do “baby blues”, a depressão pós-parto exige intervenção e tratamento profissional. Em casos extremos, a internação pode ser necessária. Para isso, consultar o seu médico é imprescindível tanto para a felicidade da mãe quanto a do bebê.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (“A mãe e o bebê – Quanto mais próximos, melhor”)
      Ministério da Saúde (“Método Canguru – Manual Técnico”)

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