Primeiros Meses

      Lua de leite: a importância da formação do vínculo entre mãe e bebê

      por Equipe Danone Baby 26 de Junho de 2017 5 minutos

      O desenvolvimento fisiológico é fundamental, mas a ligação emocional é igualmente importante

      Após o nascimento do bebê, a mãe tem muitas preocupações: amamentá-lo, garantir que durma bem, que não fique doente com frequência e que cresça dentro do esperado. O desenvolvimento fisiológico é fundamental, mas dar atenção ao vínculo emocional é igualmente importante. Para isso, existe a lua de leite.

      A expressão lua de leite, uma comparação à lua de mel, se refere ao famoso termo médico puerpério, que se inicia após o nascimento e tem final indefinido, geralmente após a oitava semana. Nesse período, o organismo da mulher passa por alterações anatômicas e fisiológicas, como regeneração do endométrio e alongamento do colo uterino. Além das fisiológicas, passa por mudanças emocionais: pode ficar mais vulnerável, ansiosa e, em alguns casos, depressiva.

      A maternidade é um processo que exige adaptação. Mãe e bebê precisam de um tempo tranquilo para se conhecerem e estabelecerem um vínculo. A lua de leite beneficia a mulher e é importante para que a criança se desenvolva em todos os aspectos.

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      Importância da lua de leite

      As primeiras relações na vida do bebê têm importância reconhecida por médicos e psicanalistas. Freud já afirmava que em seu primeiro ano de vida, a criança é indefesa e incapaz de sobreviver sem assistência. Seu desenvolvimento não depende apenas dos cuidados biológicos, tal como ocorre com outros mamíferos. Mas também do vínculo e relação que desenvolve com os adultos responsáveis.

      Geralmente, a mãe é a figura que garante a satisfação de todas as necessidades do recém-nascido. O primeiro vínculo compreende tanto as exigências vitais, como comer e dormir, quanto as afetivas, como calor humano, carinho e compreensão da linguagem corporal do bebê. Conforme tem suas necessidades atendidas, se desenvolve e se torna mais independente em seu ambiente.

      Muitos estudos têm se voltado para compreender os primeiros laços entre mãe e bebê, pois é nesse momento que se constroem os alicerces da vida psíquica e da saúde mental.

      Cuidados emocionais durante gravidez, parto e puerpério

      A “transição para a parentalidade” consiste em uma série de mudanças emocionais e sociais que começam durante a gravidez e continuam no puerpério. Ela afeta homens e mulheres e é reconhecida como um período estressante e de adaptação, no qual o casal enfrenta novos desafios.

      O vínculo entre mãe e bebê também começa a se formar durante a gestação, passa pelo parto e é essencial durante os primeiros meses de vida do recém-nascido. Durante a gravidez, mulheres podem sentir tanto satisfação, quando sentimentos depressivos, fobias e ansiedades. Cuidar da saúde emocional nesse período é tão importante quanto da saúde física.

      O momento do nascimento é crucial: propicia o reconhecimento entre mãe e filho e estimula os sistemas sensoriais do bebê. Ao verem o filho pela primeira vez, mães podem sentir vontade de tocá-los e acariciá-los, o que acalma o recém-nascido e permite que comece a perceber a tranquilidade, aconchego e segurança da sua nova realidade.

      Já durante a lua de leite, mãe e bebê deve estar em um ambiente tranquilo e aconchegante. O contato físico é muito importante na formação do vínculo, pois nesse período a comunicação ainda é pouco estruturada e não-verbal. Portanto, é intensamente emocional.

      A amamentação também é importante nesse período e pode ajudar a fortalecer o vínculo, pois é um momento privilegiado entre mãe e bebê e colabora no processo de constituição psíquica do recém-nascido.

      Por fim, durante o puerpério, a mãe precisa de todo o apoio que puder receber para que ela não deixe suas próprias necessidades de lado, o que pode gerar estresse e descontentamento. Se ela puder continuar cuidando de si mesma, será uma mãe mais feliz.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ)
      Ministério da Saúde
      Royal College of Midwives (Reino Unido)
      “O Vínculo Mãe-Bebê: primeiros contatos e a importância do holding” - Tese de Mestrado da PUC-SP
      “O vínculo Mãe-Bebê da gestação ao pós-parto” - Artigo publicado na revista científica Femina

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