Primeiros Meses
      Por que amamentar o bebê na primeira hora de vida?

      Por que amamentar o bebê na primeira hora de vida?

      por Equipe Danone Baby 27 de Junho de 2018 5 minutos

      Amamentar na primeira hora de vida fortalece a saúde do bebê e o vínculo entre mãe e filho

      Seu bebê acaba de vir ao mundo e esse é um momento para lá de especial. E não há melhor maneira de dar as boas vindas para seu pequeno do que amamentá-lo. “Dar o peito” na primeira hora após o nascimento não é “moda”: é recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) capaz de reduzir em 22% a mortalidade neonatal.

      Neste momento, é muito provável que o leite, propriamente dito, ainda não tenha "descido", mas isso não importa. Além da importância do contato pele a pele - um ato de amor e carinho -, suas mamas já estarão produzindo o colostro.

      Ao olhar aquele líquido quase transparente e que sai em pequena quantidade, você até pode achar que é uma substância fraca. Mas não é. Para seu filho, os ganhos são incontáveis: adapta o aparelho respiratório, protege contra o desenvolvimento de icterícia, acelera o desenvolvimento da mucosa intestinal e possibilita o desenvolvimento do sistema imunológico. Isso, claro, além de alimentar: o colostro tem todos os nutrientes necessários para nutrir adequadamente o recém-nascido.

      Estímulo à sucção

      Além dos benefícios para a saúde, o bebê alimentado na primeira hora de vida já começa desde sempre acostumado ao movimento de sucção, o que aumenta as chances de sucesso na "pega" e até o volume de produção do leite. Como a produção de leite obedece à lógica de que quanto mais a criança mama, mais a mãe produz, amamentar ainda na sala de parto faz com que a "fábrica" comece a trabalhar quase que imediatamente ao nascimento.

      O processo de recuperação pós-parto também é mais rápido: quando a mãe amamenta o bebê assim que ele nasce, acelera a produção de hormônios importantes, como a ocitocina que auxilia na contração do útero e, assim, previne hemorragias. A endorfina, por sua vez, diminui significativamente as dores do parto e estimula o instinto de proteção materno.

      Sem pressa para o banho

      Por isso tudo, converse com o seu obstetra e já combine com ele sua preferência por amamentar o bebê tão logo que ele nasça. A conversa prévia é importante para que a sequência de atendimentos seja adaptada.

      Quando a mulher opta por "dar o peito" imediatamente após o nascimento, todo aquele processo de limpeza — que parece ser eterno — do corpinho do bebê pode ficar para depois. E isso é bom. O vérnix caseoso, aquela camada branca grudada à pele do bebê, é responsável pela hidratação natural da pele, além de proteger contra a ação de bactérias e regular a temperatura corpórea do seu filho, que antes estava acostumado com um ambiente muito quentinho e úmido. Logo, não é preciso pressa para retirá-la.

      A Organização Mundial de Saúde (OMS) incentiva que a amamentação seja exclusivamente a única forma de alimentação até os seis meses de idade, sendo indicado que o bebê continue tomando o leite da mãe até os dois anos.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      “A amamentação na primeira hora de vida e mortalidade neonatal” - Jornal de Pediatria, 2013.
      “Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida” -  Escola Nacional de Saúde Pública – Fiocruz, 2007.
      “A amamentação na primeira hora de vida e a tecnologia moderna: prevalência e fatores limitantes” - Albert Einstein, 2008
      “Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida: revisão sistemática” - Rev. Saúde Pública, 2014.

       

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