Primeiros Meses

      Barriga estirada no pós parto pode ser problema de saúde: a diástase abdominal

      por Equipe Danone Baby 28 de Maio de 2018 5 minutos

      Problema não é grave, mas pode ser bastante incômodo para as mães pelo fator estético e pelas dores na região da lombar que tendem a ser frequentes

      A gestação provoca uma série de transformações físicas e emocionais na mulher e, certamente, a mais visível delas é na barriga, que cresce gradativamente ao longo dos nove meses. Após o parto, pode demorar um tempo para que a barriga volte ao normal, como era antes da gravidez. Mas também pode acontecer o que os médicos chamam de diástase abdominal - quando a barriga fica estirada devido ao afastamento da musculatura abdominal. Isso costuma acontecer durante o último trimestre de gestação e logo após o parto, no chamado puerpério imediato, que dura de 1 a 10 dias depois da mulher dar à luz. Já o puerpério tardio vai do 11º ao 45º dia após o nascimento. Abaixo, as principais dúvidas sobre a diástase abdominal.

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      O que é diástase abdominal

      A diástase abdominal é uma condição causada nos músculos do abdômen da gestante, acima ou abaixo do umbigo, quando eles se separam e não voltam ao normal, deixando uma saliência na barriga. Isso acontece devido à ação hormonal nos tecidos conjuntivos da parede abdominal, associada ao crescimento uterino, provocando o estiramento e afastamento da musculatura. A alteração da postura da mulher na gestação, por conta do peso da barriga, também pode influenciar na força da contração dos músculos abdominais e pélvicos.

      O problema não é grave, tampouco representa risco de vida, no entanto, pode ser bastante incômodo para as mães pelo fator estético e pelas dores na região da lombar que tendem a ser frequentes.

      Por que ocorre

      Uma série de fatores favorecem o aparecimento da diástase abdominal. São eles: obesidade, idade gestacional avançada, duas ou mais gestações, gestações de gêmeos, macrossomia fetal (condição em que o bebê nasce muito grande, pesando entre 4 a 4,5 kg), polidrâmnio (complicação em que há excesso de líquido amniótico), flacidez da musculatura abdominal ocorrida antes da gravidez e realização de cesáreas.

      Como diagnosticar

      Há diversas maneiras de definir e avaliar uma diástase abdominal e falta consenso quanto às referências consideradas aceitáveis ou prejudiciais. Alguns especialistas avaliam qualquer tipo de afastamento entre os músculos da região do abdome como sendo uma diástase abdominal. Já outros acreditam se tratar do problema apenas quando esse afastamento no meio do abdômen tenha de um a três centímetros, ou o equivalente a dois dedos.

      Segundo especialistas, a forma mais efetiva e simples de diagnosticar a diástase abdominal é saber quantos dedos cabem entre as bordas do músculo. Esse exame físico é feito quando a mulher estiver deitada e o médico conseguir colocar os dedos na área flácida localizada acima ou abaixo do umbigo.

      Dependendo do caso, o médico também usa um paquímetro, instrumento capaz de medir a distância simétrica dos lados opostos de um determinado objeto. Alguns estudos científicos consideram que a distância superior a 2,5 cm pode ser prejudicial para a mulher, e influenciar diretamente na postura, dores na lombar, partos posteriores, respiração, movimentos do tronco e até mesmo na hora de defecar.

      Como tratar e prevenir

      A melhor forma de prevenir e tratar a diástase é por meio de exercícios regulares indicados por um fisioterapeuta desde o pré-natal. Diversas pesquisas comprovaram que gestantes que praticaram exercícios específicos na região abdominal e pélvica apresentaram uma melhora considerável se comparadas a grávidas sedentárias.

      Em caso de dúvidas, converse com o seu médico  e discuta as possibilidades de prevenção e tratamento. Contudo, é importante lembrar que toda gravidez implica em mudanças no corpo da mulher e isso não deve ser motivo de prejuízo à autoestima. Cada mulher é única e linda em suas particularidades e responde de forma diferente ao processo da gestação.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Universidade Federal do Rio Grande do Norte - “Diástase dos retos abdominais em puérperas e sua relação com variáveis obstétricas”, 2012 - http://www.scielo.br/pdf/fm/v25n2/v25n2a17.pdf

      Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - “Diástase dos músculos retoabdominais no puerpério imediato de primíparas e multíparas após o parto vaginal”, 2012. - http://www.scielo.br/pdf/fp/v19n3/a08v19n3.pdf

      Universidade Estadual de Campinas - “Prevalência de diástase dos músculos retoabdominais no puerpério imediato: comparação entre primíparas e multíparas”, 2008 -http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v13n4/aop035_09.pdf

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