Primeiros Meses

      Cinta modeladora: por que o uso pode atrapalhar a recuperação da elasticidade da pele

      por Equipe Danone Baby 24 de Fevereiro de 2018 5 minutos

      Apesar da tradição, não há evidências científicas que comprovem eficácia da cinta modeladora na redução da flacidez

      Não importa quantos quilos a mulher ganhou ou se o parto foi normal ou cesárea: as transformações que o corpo feminino sofre durante os nove meses de gestação são viscerais.

      A alteração mais visível acontece na região da barriga, que demora um  bom tempo para "desinchar", com a volta dos músculos e órgãos aos devidos locais. É de pouquinho em pouquinho que o corpo da mãe vai expelindo esse inchaço por meio do suor e da urina, até que o útero volte ao seu tamanho normal.

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      É com o intuito de acelerar o processo de "voltar ao corpo de antes" que muitas mulheres optam pelo uso da cinta modeladora. (Foto: iStock)

      O processo é resultado da ação hormonal, que tanto age para deixar os tecidos conjuntivos do abdômen mais molinhos durante a gestação como para a produção de colágeno que ajuda o corpo a retomar a elasticidade após o parto.

      É com o intuito de acelerar o processo de "voltar ao corpo de antes" que muitas mulheres optam pelo uso da cinta modeladora. No entanto, não há evidências científicas que comprovem que o uso do acessório ajude o útero a involuir e, consequentemente, a desinchar a barriga da mãe. Pelo contrário. Há pesquisas que apontaram que a utilização da cinta pode causar o efeito inverso, por reduzir a dimensão das fibras.

      Quando usar a cinta

      Alguns especialistas sugerem o uso da cinta pós cesárea, visto que algumas mulheres podem se sentir muito incomodadas com os pontos e ter a impressão de que os órgãos da parte inferior da pélvis estão um pouco ‘soltos’. Outros não indicam porque a ação compressora do produto pode dificultar o fluxo sanguíneo e dificultar a movimentação dos órgãos.

      Por isso, antes de fazer o uso da cinta modeladora, vale consultar o médico para receber orientações precisas de acordo com o tipo de organismo, desenvolvimento da gestação e processo de parto. Usar sem recomendação pode prejudicar a recuperação após o parto.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Ordem dos Enfermeiros de Lisboa - “Utilização de cinta durante o puerpério”.

      Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - “Diástase dos retos abdominais em puérperas e sua relação com variáveis obstétricas”.

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