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      Cólicas em bebês: como identificar e dicas para aliviar o incômodo

      por Equipe Danone Baby 8 de Junho de 2017 5 minutos

      Ela costuma aparecer a partir da segunda semana e normalmente desaparece após o terceiro ou quarto mês de vida

      Se o seu bebê está chorando muito e parece irritado sem motivo aparente, ele pode estar com cólica. O problema é comum e frequente: afeta cerca de um em cada cinco bebês e causa muita ansiedade nos pais.

      A cólica costuma aparecer a partir da segunda semana de vida, é transitória e normalmente desaparece espontaneamente após o terceiro ou quarto mês de vida. O desconforto normalmente aparece no final da tarde ou durante a noite. Quando acontece, o bebê chora por um longo período de tempo, fica irritado, agitado e não consegue dormir bem.

      O bebê pode chorar por várias razões, como fome, frio, calor, sono, dor, fralda molhada ou simplesmente porque quer colo. Diante de tantas possibilidades, como identificar o choro por cólica? E como tratá-la?

      O que é a cólica em bebês

      A cólica infantil é uma síndrome comportamental associada à irritabilidade e ao choro. Quando sente o desconforto, o bebê pode chorar ao ponto de ficar com o rosto vermelho e as perninhas encolhidas. Ele literalmente parece inconsolável e deixa os pais inconsoláveis também.

      A cólica típica se manifesta como um ataque de choro forte, agudo, estridente e crescente. O bebê se estica, fica vermelho, vira a cabeça para os lados e se encolhe. Com frequência, elimina gases durante o choro, o que traz certo alívio.

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      Como diferenciar o choro por cólica

      Quando chora por fome, basta alimentar o bebê para o choro cessar. Quando quer colo ou precisa ser trocado, ocorre o mesmo: basta aninhá-lo entre os braços ou trocar a fralda para encerrar a crise.

      O choro causado pela cólica, por outro lado, parece não ter motivo ou solução aparente. O bebê com este desconforto pode chorar ininterruptamente por horas, várias vezes por semana.

      Possíveis causas da cólica em bebês

      A cólica em bebês ainda é um assunto obscuro dentro da medicina e não há consenso sobre suas causas. Um editorial da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta possíveis hipóteses:

      - Imaturidade fisiológica: durante o primeiro ano de vida, o bebê está se desenvolvimento e pode ser que a cólica faça parte do seu processo de maturação fisiológica.

      - Excesso de gases: pode ser atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória à lactose.

      - Hormônios intestinais: a motilina, um hormônio intestinal, parece estar aumentada nos bebês que sofrem de cólica.

      - Desajuste no relacionamento entre pais e bebê, o que pode causar desconforto e gerar episódios de irritabilidade.

      Além destes fatores, a cólica pode estar associada ao refluxo gastroesofágico, à alergia ao leite de vaca e a uma disfunção da flora intestinal do bebê.

      Como aliviar cólicas em bebês

      Em primeiro lugar, tenha em mente que a cólica é um problema comum e acontece em bebês saudáveis. Portanto, não se culpe e lembre-se de que os episódios devem cessar naturalmente em alguns meses. Fique tranquilo e aconchegue seu bebê no colo.

      Para aliviar cólicas, pais devem consultar o pediatra, que indicará o tratamento adequado. Certas atitudes podem ajudar durante os episódios:

      - Manter o bebê em um ambiente tranquilo e relaxado.

      - Colocar o bebê de bruços e posicionar sua mão na barriga da criança, com uma leve compressão para cima

      - Movimentar as pernas do bebê, como se estivesse pedalando no ar, para eliminar o excesso de gases e aliviar a dor.

      - Fazer uma massagem na barriguinha do bebê, no sentido horário, também pode ajudar a eliminar o excesso de gases.

      - Compressas mornas na barriga podem aliviar a dor e relaxar o bebê.

      Cólicas e refluxo

      Quando o bebê chora muito após cada mamada, ele pode apresentar outro problema: o refluxo gastroesofágico. Além disso, caso o bebê tenha alergia ao leite de vaca, ele poderá desenvolver tanto cólicas quanto refluxo.

      Se os episódios de choro estiverem muito acentuados e associados a outros sintomas, como regurgitação em excesso, perda de apetite ou perda de peso, não deixe de consultar um médico.


      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Pediatria

      Ministério da Saúde

      Fatores relacionados com adesão a duas formas de orientação fisioterapêutica para prática de massagem em bebês (dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo)

      Benninga MA et al. Childhood Functional Gastrointestinal Disorders:Neonate/Toddler. Gastroenterology 2016;150:1443–1455.

      Escobar, A. Boas Vindas, Bebê 1: Do Nascimento aos 3 meses de idade. 1ª Edição. São Paulo: Principium, 2014.

      Murahovschi J. Cólicas do lactente. J Pediatr 2003; 79(2):101-102.

      Saavedra MAL et al. Incidência de cólica no lactente e fatores associados: um estudo de coorte. J Pediatr 2003;79(2):115-22.

      Vandenplas Y et al. Practical algorithms for managing common gastrointestinal symptoms in infants. Nutrition 2013; 29: 184–194.

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