Primeiros Meses

      Como estimular o bebê com necessidades especiais

      por Equipe Danone Baby 31 de Julho de 2018 5 minutos

      As necessidades especiais, como as deficiências visuais e as síndromes genéticas, podem tornar o desenvolvimento do bebê mais lento do que o usual. Veja como agir nesses casos.

      Quando o bebê apresenta alguma necessidade especial, como as síndromes genéticas ou deficiências visuais ou auditivas, os pais podem se sentir inseguros e até perdidos sobre quais cuidados tomar. Ficar preocupado é natural e faz parte da experiência desafiadora de ter filhos. Mas ao agir com paciência e seguir as orientações adequadas, é possível estimular o desenvolvimento de qualquer criança.

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      O que são necessidades especiais?

      De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças com necessidades especiais são aquelas que se apresentam de forma diferente do habitual. Elas têm um ritmo de desenvolvimento próprio, normalmente mais lento do que em geral se observa em determinada idade.

      Ainda segundo a SBP, as necessidades mais comuns em lactentes são:

      Deficiências visuais e auditivas: são as que mais facilmente podem comprometer o desenvolvimento do lactente. Ambas podem ser resultantes de anomalias congênitas ou aparecerem como sequelas do período perinatal (período que se estende das 22 semanas completas de gravidez até os 7 dias completos após o nascimento).

      Asfixia no nascimento (falta de oxigenação), sofrimento cerebral pós-infecções ou convulsões

      Síndromes genéticas ou distúrbios do metabolismo

      Como estimular o lactente com necessidades especiais

      Deficiência visual

      As crianças com deficiências visuais são aquelas que não enxergam ou têm déficits variados de visão. Elas se orientam principalmente pela voz do adulto, que funciona como seu referencial e poderá prevenir possíveis acidentes.

      Para estimular a criança com deficiências visuais, você poderá:

      • Falar para a criança o que você está fazendo, passo a passo, procurando nomear os objetos.
      • Procure associar o toque à fala em cada atividade. À medida que o bebê for crescendo, o tato será a sua forma de descobrir o mundo.
      • Ao brincar com a criança e contar histórias, aproveite para descrever suas partes do corpo.
      • Ofereça a ela pequenos desafios para que possa se desenvolver com segurança, respeitando seu tempo.
      • Evite superproteger a criança. Quando começar a engatinhar, entre nove e 15 meses, exigirá monitoramento constante. Mas permita que ela encontre obstáculos pelo caminho, para que desenvolva a habilidade de pressenti-los e desviar-se deles.

      Deficiência auditiva

      As crianças com deficiência auditiva são aquelas que não ouvem, condição que pode ocorrer em variados graus. Elas correm o risco de não aprender a falar ou não conseguir desenvolver a fala. Muitas vezes, são confundidas com crianças com deficiência mental ou doenças psíquicas, justamente por apresentarem dificuldade para se comunicar.

      O diagnóstico precoce é essencial no caso dos bebês com deficiência auditiva. Fique atento caso seu filho não atenda aos seus chamados, o que irá se manifestar de forma diferente de acordo com a idade.

      Para estimulá-lo, você deverá:

      • Falar sempre olhando de frente para a criança. Com o tempo, ela aprenderá a fazer leitura labial.
      • Nomear os objetos e apresentá-los à criança de modo que possa tocá-los. Por intermédio do tato, desenvolverá capacidades manuais e fineza de movimentos com os dedos, que serão usados para a comunicação por meio de sinais no futuro.
      • Não é necessário falar alto com a criança, pois isso não facilitará sua compreensão e poderá tornar sua mensagem assustadora e até mesmo incompreensível.

      Deficiências por sequelas perinatais e outras causas

      Tais deficiências podem surgir por problemas ocorridos na gravidez, parto ou durante a primeira semana após o nascimento. São exemplos os casos de asfixia ou falta de oxigenação no cérebro, infecções que atinjam o sistema nervoso central (meningites e encefalites) e patologias que provoquem convulsões graves e repetidas. As condições podem causar deficiências tanto no campo sensorial, quanto no motor ou psíquico. Muitas vezes, o atraso no desenvolvimento motor não é acompanhado de atraso neuropsíquico e a criança mantém inteligência normal.

      Certas sequelas podem ser revertidas com ajuda profissional. Por isso, o acompanhamento de especialistas é fundamental. Realizar o diagnóstico correto é o primeiro passo para seguir com o tratamento e entender como estimular a criança de acordo com a condição apresentada.

      Como estimular a criança:

      • Brincar e lançar pequenos desafios à criança. O grau de dificuldade deve aumentar na medida em que a criança cresce e responde aos desafios propostos, respeitando sempre seus limites.
      • Consultar um especialista para saber quais são as atividades mais indicadas para a sua idade e condição.

      Deficiência mental

      A criança com deficiência mental pode apresentar dificuldades para se adaptar às condições socioculturais da sociedade. Falhas no desenvolvimento neuropsicomotor, atraso motor, rendimento escolar ruim e deficiências cognitivo-comportamentais são possíveis consequências da condição.

      É importante lembrar que a deficiência mental é diferente da doença mental, condição que causa alterações no funcionamento emocional da criança, como o autismo e as psicoses. Um exemplo de deficiência mental são as síndromes genéticas, como a Síndrome de Down.

      Como estimular a criança com deficiência mental:

      • Tentar socializar a criança, levando-a consigo sempre que possível.
      • Procurar profissionais especializados na condição, para que possam instruí-lo sobre como trabalhar com a criança nos diversos ambientes e situações.
      • Garanta que a criança se sinta amada e aceita por seus cuidadores. Assim, terá maiores chances de se desenvolver e conquistar grandes avanços dentro da sua condição.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade”) 

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