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      Espinha bífida: problema na coluna vertebral compromete desenvolvimento do bebê

      por Equipe Danone Baby 6 de Fevereiro de 2018 5 minutos

       A condição, que possui variações de branda a grave, pode comprometer o sistema motor. Saiba quais são as causas, os sintomas e os tratamentos disponíveis

      A espinha bífida é o nome científico para um problema comumente chamado de espinha dividida. Essa é a causa da maioria das malformações do tubo neural e compromete a coluna vertebral.

      O aparecimento da espinha bífida faz com que medula espinhal e seus revestimentos se projetem para fora, gerando uma protuberância semelhante a uma pequena bolsinha na parte das costas do bebê.

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      A espinha bífida é o nome científico para um problema comumente chamado de espinha dividida. Essa é a causa da maioria das malformações do tubo neural e compromete a coluna vertebral.

      O aparecimento da espinha bífida faz com que medula espinhal e seus revestimentos se projetem para fora, gerando uma protuberância semelhante a uma pequena bolsinha na parte das costas do bebê.

      Até hoje estudos científicos não foram capazes de determinar as reais causas do problema, que aparece devido a uma junção de condições genéticas e ambientais. Alguns fatores de risco apontados por especialistas são: diabetes materno, carência de ácido fólico e zinco no corpo da mãe, vício em álcool durante o primeiro trimestre de gravidez, ingestão de alimentos contaminados com inseticidas, uso de medicamentos anticonvulsivantes e anestésicos.

      Os médicos ainda ressaltam que a deficiência de ácido fólico é uma das principais causas, visto que o nutriente é fundamental para a formação do DNA, responsável pela divisão das células de todos as partes do corpo, principalmente da coluna.  

      A espinha bífida pode ser classificada em 5 variações e o surgimento de problemas no bebê varia bastante de acordo com a gravidade de cada uma delas, que são:

      Tipos mais comuns

      Espinha bífida oculta: Caracterizada por uma pequena depressãozinha na região da espinha do bebê, essa variação também pode se manifestar como uma marca de nascença ou um tufinho de pelos.

      Meningocele: Nesse tipo de variação da condição, a coluna sofre uma divisão, entretanto, a medula e os nervos não se projetam para fora, embora haja uma exposição do sistema nervoso e do fluido espinhal.

      Mielomeningocele: Nesse caso, os nervos e os revestimentos se projetam a partir da divisão, formando um cisto, o que pode causar um grau de paralisia ou a perda da sensibilidade dos movimentos e órgãos a partir da região da lesão, como a dificuldade para andar, medir a força e sentir as pernas, ou a incapacidade do bebê de controlar a bexiga urinária e o intestino.  

      Encefalocele: A espinha se divide na região traseira do crânio da criança. Nesse caso, o tecido cerebral pode se projetar a partir dessa separação.

      Anencefalia: Essa divisão acarreta a incapacidade do cérebro e do crânio de se desenvolver e todos os pequenos que possuem essa condição ou são natimortos, ou sobrevivem somente algumas horas ou dias depois do nascimento.

      Tratamento

      Essa malformação precisa ser corrigida o quanto antes para evitar que traga complicações sérias para o bebê. Anos atrás, especialistas indicavam a realização da cirurgia de fechamento de bolsa logo após os primeiros dias de seu nascimento. Entretanto, tecnologias empregadas no procedimento cirúrgico já são capazes de fazê-lo ainda dentro da barriga da mãe, de duas formas: a primeira, feita com um avançado sistema de vídeo, e a segunda, tirando o pequeno da barriga da mãe para que a operação seja realizada. Após a realização, ele é devolvido para permanecer no útero materno até que se encerre os 9 meses de gravidez.

      Mesmo após a realização da cirurgia, é fundamental que a criança receba um acompanhamento multidisciplinar, que deverá contar com uma equipe composta por neurologistas, ortopedistas, fisioterapeutas e urologistas, caso as sequelas atinjam a bexiga do pequeno. 

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Instituto da Criança do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - “Um guia para pais - Espinha Bífida e Mielomeningocele”.

      Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá, Mato Grosso - “O cuidado da criança com espinha bífida pela família no domicílio”.

       

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