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      Infecção urinária em bebês: como prevenir

      por Equipe Danone Baby 11 de novembro de 2018 5 minutos

      Febre é o sintoma mais preocupante da doença que, se não for diagnosticada e tratada rapidamente, pode afetar os rins. 

      Se você percebe que seu bebê reclama durante a hora do xixi ou no momento da troca de fraldas, é preciso atenção: a infecção do trato urinário é uma das mais frequentes em crianças e a mais comum em bebês. Se não for diagnosticada e tratada rapidamente, pode afetar os rins.

      Os médicos explicam que a doença é comum em bebês porque, assim como todo o corpo, o trato urinário ainda está em fase de formação, o que acaba por facilitar a entrada e hospedagem de micro-organismos, que se multiplicam e afetam a uretra (o canal por onde passa o xixi), a bexiga (onde ele é armazenado) e os rins.

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      Entre os sintomas mais comuns da infecção urinária infantil, a febre é o que merece maior destaque. Outro sinal que também deve ser percebido é a diminuição do ganho de peso, dores na região do abdômen ou das costas, perda de apetite, alterações no sono, icterícia, irritação e choro constante — principalmente na hora do xixi.

      O xixi também pode apresentar cor e cheiro diferentes se a criança já estiver com as bactérias no trato urinário.

      Como acontece a infecção urinária em bebês

      O sistema urinário do bebê possui uma grande concentração de três bactérias que vivem no intestino e podem causar a infecção urinária: Escherichia coli, Enterobacteriaceae sp e Enterococcus sp. A partir do primeiro ano de vida, o nível tende a se normalizar. Por isso, a forma mais frequente de contaminação é pelo cocô.

      O momento do desfralde é delicado e pode ser visto como um catalisador para o quadro, visto que nesta época os pequenos ainda possuem dificuldade para estabelecer uma rotina para ir ao banheiro.

      É muito importante que os pais prestem atenção em todos os sinais citados acima, para que a infecção urinária não evolua para pielonefrite, como é conhecida cientificamente a infecção renal, um quadro muito mais grave.

      O exame de urina, como é popularmente conhecida a urocultura, é a principal forma de fazer o diagnóstico. No entanto, mesmo que o médico consiga descobrir se há ou não quadro infeccioso, só depois de alguns dias que o especialista conseguirá descobrir qual bactéria está causando o problema.

      Infecção urinária em meninos e meninas

      Até os seis meses de idade, os meninos são mais propensos a desenvolver a infecção urinária: isso porque nascem com a pele da ponta do pênis mais fechada, um estímulo para as bactérias. Entretanto, com o passar dos meses, conforme ela vai se abrindo, o risco reduz. Malformações no pênis também explicam a maior ocorrência dos casos durante o primeiro semestre de vida.

      A partir daí, no entanto, garotas têm duas vezes mais chances de desenvolver infecção urinária por uma questão da própria anatomia feminina: a saída da uretra fica mais próxima do ânus, por onde saem as fezes, habitat natural dos micróbios.  

      Dicas para evitar a infecção urinária em bebês e crianças:

      1. Se o bebê ainda usa fraldas, troque com maior frequência, principalmente se perceber que ele fez cocô: essa é a principal forma de contaminação.

         

      2. Na hora de limpar, sempre passe o lencinho e o papel higiênico da frente para trás, essa regra vale tanto para quem ainda usam fraldas como para aqueles que já usam o banheiro.

         

      3. Fique atenta e jamais deixe qualquer pedacinho de papel higiênico ou lencinho na região dos órgãos genitais.

         

      4. Se o bebê já faz xixi no penico ou troninho, tente fazer com que ela vá ao banheiro num intervalo de três em três horas para evitar o acúmulo de urina na bexiga e o aparecimento de bactérias.

         

      5. Uma alimentação saudável, reforçada e bem equilibrada é uma das formas mais eficazes de prevenção. Estudos comprovaram que a prisão de ventre pode influenciar em casos de infecção urinária, visto que o cocô não é eliminado da forma correta.

       

      Referências bibliográficas

      Infecção do Trato Urinário” - Sociedade Brasileira de Pediatria.

      Protocolo sobre infecção do trato urinário” - Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (PMSP).

      Infecção urinária” - Universidade Federal de Pelotas. 

       

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