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      Sangue nas fezes do bebê: entenda as causas

      Sangue nas fezes do bebê: entenda as causas

      por Equipe Danone Baby 31 de Janeiro de 2018 5 minutos

      Saiba quando o sangue nas fezes pode ser um dos sintomas de alergia alimentar ou indicar complicações mais sérias 

      Não dá para não assustar: quando a gente percebe uma mancha vermelha ao trocar a fralda do bebê, logo imagina que algo grave está acontecendo. Pode ser que sim, mas também há muita chance de que o sangue nas fezes seja uma situação corriqueira e simples.

      No caso dos recém-nascidos, o sangue pode aparecer devido a rachaduras que, na maioria das vezes nem conseguem ser vistas a olho nu, nos mamilos da mãe. Portanto, o sangue acaba sendo engolido junto com o leite materno e pode aparecer no cocô do pequeno.

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      Nesse caso, o sangue aparecerá com uma coloração mais escurinha e não representa malefício ao seu filho. A amamentação deve seguir regularmente.

      Outra possibilidade em que o sangue pode aparecer e, mesmo assim não representa uma condição alarmante, é em decorrência de um pequeno machucado na região do reto da criança, caso ele sofra de prisão de ventre ou tenha assaduras, muito comuns durante os primeiros anos. Isso, geralmente, ocorre a partir do segundo ano de vida, quando os pequenos já estão sendo submetidos à introdução alimentar. Caso isso aconteça, provavelmente, o pediatra indicará uma pomadinha ou um creme que poderá ser aplicado na parte de fora do ânus do bebê.

      Quando as fezes com sangue representam perigo: 

      Reações alérgicas

      A presença do sangue na fralda pode ser um problema quando ela surgir em decorrência da alergia alimentar a proteína do leite de vaca, conhecida pela sigla ALV. Ela é considerada a alergia mais comum durante a primeira infância.

      Nesse caso, além do sangue no cocô, outros sinais importantes são: refluxo, cólica, diarreia, dermatite e prisão de ventre. O diagnóstico é feito, na maioria das vezes, com base no histórico da criança e em testes de exclusão, que consistem na retirada do alimento da dieta da criança para ver se há uma melhora significativa.

      Na maioria dos casos, os sintomas da ALV aparecem quando a criança começa a consumir leite de vaca e derivados, mas há também a possibilidade da alergia surgir mesmo em bebês nutridos exclusivamente de leite materno, por conta da alimentação da mãe. Nessas situações é recomendado que a mãe evite o consumo desses alimentos.

      Hemorragias digestivas

      Nesse caso, trata-se de um problema causado por malformações congênitas, ou seja, que estão presentes na criança desde o seu nascimento. A primeira diz respeito à duplicação intestinal, e a segunda, o divertículo de Meckel. A segunda condição pode ser caracterizada como uma bolsinha pequena localizada no intestino delgado. Essa protuberância é formada por um tecido fetal que não foi reabsorvido de forma adequada pelo corpinho do bebê. Em ambos os casos, o diagnóstico pode ser feito com exames de imagem e a cirurgia é indicada quando o especialista consegue determinar a gravidade do sangramento e controlá-lo por meio de medicamentos para não piorar o quadro de saúde do bebê.

      Enterocolite necrosante

      A condição diz respeito a uma lesão que acomete a parte interna do intestino da criança, sem causa determinada. O cocô com sangue é acompanhado de outros sinais como vômito esverdeado ou amarelado, inchaço da barriguinha, redução da temperatura corpórea e apneia, o que acaba por deixar o bebê com um aspecto bem doente e amuado.

      O diagnóstico, nesse caso, é comprovado pela radiografia da região do abdômen. A primeira etapa do tratamento implica na inserção de um tubo na porção abdominal para reduzir a pressão da região e facilitar a chegada dos medicamentos necessários, além da interrupção da alimentação do bebê. Caso a situação seja mais grave, o procedimento cirúrgico também pode compreender a colocada de pequenos drenos em partes em que não há fornecimento de sangue.

      A forma mais efetiva de prevenir o aparecimento da condição é através do aleitamento materno que protege e fornece ao bebê a quantidade de água, nutrientes e vitaminas ideal para a maturação e o desenvolvimento do seu sistema digestivo.  

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Departamento de Alergia e Imunologia Sociedade Brasileira de Pediatria - “Alergia Alimentar - Uma abordagem prática”, 2014.

      Atualização de Condutas em Pediatria Departamentos Científicos da Sociedade de Pediatria de São Paulo - Departamento de Gastroenterologia - “Hemorragia digestiva baixa na criança e no adolescente”, 2009.

      Hospital Infantil Joana de Gusmão Florianópolis - Santa Catarina - Gastroenterologia Pediátrica - “Diarréia na criança: Conduta”.

      The Brody School of Medicine at East Carolina University - Pediatrics and Neonatology - “Enterocolite necrosante (ECN)”.

      Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria - “Hemorragia digestiva”, 2000.

      Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - “Divertículo de Meckel - Conduta no achado incidental”.

      Serviço de Pediatria Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Porto - “Duplicações intestinais - Um desafio diagnóstico e terapêutico”, 2000.

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