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      Tudo sobre sarampo e o novo surto da doença no Brasil

      por Equipe Danone Baby 9 de Agosto de 2018 5 minutos

      Brasil enfrenta novo surto desta doença viral grave e promove campanha de vacinação

      O sarampo, uma infecção viral comum na primeira infância, estava erradicado no Brasil desde julho de 2015. No entanto, segundo o Ministério da Saúde, o país enfrenta um novo surto da doença. Até 1º de agosto, foram registrados 472 casos no Amazonas e 280 em Roraima. Outros 4.576 casos permanecem em investigação. Também foram reportadas ocorrências da doença em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará e Rondônia. Os surtos de sarampo vinham reaparecendo em países da Europa, como França, Itália, Alemanha e Bélgica, desde ano passado. Por causa disso, o Ministério da Saúde divulgou sua nova campanha de vacinação contra o sarampo, que teve início em 6 de agosto.

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      O que é sarampo

      O sarampo é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus chamado Morbillivirus. A condição é considerada grave e altamente contagiosa pelo Ministério da Saúde, sendo uma das principais causas de mortalidade de crianças menores de cinco anos em alguns países. Entretanto, pode ser prevenida pela vacina.

      O homem e o macaco são os dois hospedeiros naturais do vírus. A principal forma de contágio se dá através das gotículas de secreções eliminadas, geralmente, pelas vias aéreas, durante a tosse, espirro e até mesmo a fala, quando entram em contato com as mucosas.

      Principais sintomas

      Os sintomas costumam aparecer num intervalo de 10 a 14 dias após à exposição ao vírus e compreendem febre alta (entre 38,5 a 40,5°C), dor de garganta, coriza, tosse forte e seca, dores musculares e de garganta, fadiga, diarreia, conjuntivite purulenta, fotofobia (irritação dos olhos pela claridade) e erupções espalhadas pela pele, geralmente acompanhadas de manchas avermelhadas.

      Além disso, normalmente, os pequenos costumam apresentar, num intervalo de um a três dias após o contágio, as chamadas manchas de Koplik, caracterizadas por pontos brancos-azulados na região dos dentes molares que, em alguns casos, podem se estender pela boca inteira.

      O diagnóstico do sarampo é clínico, mas pode ser complementado por exames laboratoriais, sempre de acordo com as orientações do médico.

      As complicações do sarampo

      As complicações mais graves do sarampo são a otite, pneumonia e a encefalite, ou seja, a inflamação do cérebro acarretada pela infecção. O sarampo hemorrágico é a variação mais grave da doença, embora seja extremamente raro. Além das manchas avermelhadas, outro sinal deste tipo específico é o sangramento da boca, nariz e tubo digestivo, além de complicações respiratórias graves e convulsões. Isso acontece porque o vírus afeta a coagulação intravascular, o que aumenta as chances de ser fatal.

      Embora a mortalidade acarretada pela infecção em países desenvolvidos seja baixíssima, o que corresponde a uma taxa de 0,17 a 2 em cada 100 mil habitantes, em países subdesenvolvidos do continente africano os números são 400 vezes maiores, por estarem relacionados à desnutrição infantil. Isso porque quando o organismo da criança não está bem nutrido, apresenta características mais frágeis que acabam por favorecer o aparecimento de infecções virais e bacterianas. Não à toa, a taxa de mortalidade causada pela doença está relacionada a nutrição e higiene.

      Vacinação contra o sarampo

      A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, gratuitamente, a vacina tríplice viral. Segundo o nome sugere, atua contra os três tipos mais comuns de infecções virais: sarampo, caxumba e rubéola.

      O esquema de doses é o seguinte:

      1ª dose quando o bebê completa 12 meses;

      2ª dose quando o bebê tiver entre 15 meses e dois anos, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim). O calendário do SUS sugere a segunda aplicação aos 15 meses.

      A vacina contra o sarampo é aplicada por via subcutânea e, na maioria dos casos, não apresenta reações. Algumas crianças pode apresentar febre alta, que surge cerca de 5 a 12 dias após a vacinação. Dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e coriza são outros sintomas raros que podem aparecer. No caso de qualquer sintoma grave ou que se prolongue, o médico deve ser imediatamente consultado.

      A vacina contra o sarampo pode ser encontrada tanto nos postos de saúde quanto nas clínicas privadas. Nas clínicas particulares, pode-se aplicar a vacina tetraviral que, além de proteger contra sarampo, caxumba e rubéola, também protege contra a varicela.

      Campanha de vacinação contra o sarampo

      Em 2018, a campanha de vacinação contra o sarampo começou no dia 6 de agosto e se estende até o dia 31. Crianças entre 1 e 5 anos podem ser levadas ao posto de saúde para receber a vacina, independente de já terem tomado ou não. Entretanto, não poderão ser vacinados novamente aqueles que tenham tomado nos últimos 30 dias.

      Durante esse período, estima- se que 11,2 milhões de crianças sejam vacinadas. No dia D de mobilização nacional, 18 de agosto, 36 mil postos estarão abertos no país para a vacinação. Adolescentes e adultos que não tomaram as duas doses na infância também poderão comparecer aos postos de saúde para ficar em dia com a vacina.

      Outros surtos de sarampo ocorreram no Brasil recentemente, em 2013 e 2015, atingindo os estados do Ceará e Pernambuco. A campanha de vacinação realizada pelo Ministério da Saúde foi eficiente e erradicou a doença no país até este ano, quando a enfermidade retornou ao país.

      Para que seja novamente erradicada, é fundamental vacinar o seu bebê. Portanto, acompanhe sua carteirinha de vacinação e certifique-se de que está em dia.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Ministério da Saúde (“Ministério da Saúde atualiza casos sobre sarampo” e “Sarampo: saiba tudo sobre a doença e a vacina”), Sociedade Brasileira de Imunizações (“Vacina Tríplice Viral - sarampo, caxumba e rubéola”) 

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