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      Vacina contra o rotavírus: por que é importante vacinar

      por Equipe Danone Baby 29 de Julho de 2018 5 minutos

      Diarreia causada pelo rotavírus é responsável por mais de 600 mil mortes por ano e por 40% das hospitalizações por gastroenterites

      O rotavírus é, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o principal agente causador de diarreia em bebês e crianças. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação da vacina em duas doses em todo o território nacional. Vamos entender como funciona a vacina e qual a polêmica em torno da sua aplicação?

      A rotavirose

      Também segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a diarreia causada pelo rotavírus é um grave problema de saúde pública. É responsável por mais de 600 mil mortes por ano e por 40% das hospitalizações por gastroenterites, além de representar forte impacto na mortalidade infantil.

      A transmissão do rotavírus ocorre pela eliminação do vírus pelas fezes, contaminando o meio ambiente, água ou alimentos. Em seguida, entra em contato com a pessoa através das mãos. Apenas uma pequena quantidade do vírus é suficiente para causar infecção. Por isso, há surtos frequentes entre bebês e crianças que frequentam creches e escolas. Muitas vezes, a eliminação viral continua por dias, mesmo depois de a criança já ter melhorado e estar sem sintomas.

      Os principais sintomas são diarréia, vômitos, febre, possível desidratação e problemas respiratórios, como coriza e tosse. Além da imunização, deve-se prevenir a rotavirose fazendo a higiene das mãos com água e sabão ou álcool-gel, principalmente antes das refeições e após o uso do banheiro. Também é fundamental sempre ingerir alimentos bem higienizados e água tratada.

      A vacina contra o rotavírus

      Há dois tipos de vacinas contra o rotavírus:

      Vacina oral monovalente (VRH1): contém apenas um tipo de rotavírus “enfraquecido”, além de outras substâncias como a sacarose. Portanto, protege apenas contra as rotaviroses causadas por esse tipo de vírus. A vacina é aplicada gratuitamente em postos de saúde e faz parte do calendário de vacinação nacional do Ministério da Saúde.

      Vacina oral atenuada pentavalente (VR5): contém cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”, além de substâncias como a sacarose e traços de soro fetal bovino. Portanto, protege contra cinco tipos do vírus. Aplicada apenas em clínicas particulares.

      Pelo calendário de vacinação do Ministério da Saúde, a vacina contra o rotavírus deve ser aplicada em duas doses, aos dois e quatro meses de idade. A primeira dose só pode ser aplicadas até a idade de três meses e 15 dias. Se houver atraso, a vacinação não poderá ser feita.

      Cuidados antes, durante e após a vacinação

      A vacina de prevenção ao rotavírus é aplicada por via oral e, se o bebê regurgitar ou golfar após a aplicação, não é preciso repetir a dose. A aplicação deve ser adiada em casos de febre moderada/alta (acima de 38°C) e diarreia intensa.

      Se o bebê apresentar sintomas adversos graves ou persistentes após a aplicação da vacina, que se prolonguem por mais de 24 a 72 horas, devem ser investigados e tratados por um profissional de saúde.

      A polêmica sobre a vacina do rotavírus

      Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, embora não haja nenhuma associação entre o uso da vacina rotavírus e o desenvolvimento da alergia ao leite de vaca (ALV), existe o receio, por parte de alguns pais, de a vacinação estar relacionada a essa condição.

      Neste artigo, a SBP, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia e a Sociedade Brasileira de Imunizações, aborda aspectos imunológicos das reações de hipersensibilidade. As três sociedades afirmam que não há relação alguma entre a vacina contra o rotavírus e a ALV, e reforçam o posicionamento e recomendações de órgãos nacionais e internacionais de apoio à vacinação contra a rotavirose. Portanto, não deixe de vacinar seu filho.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Pediatria (“Vacina rotavírus: segurança e alergia alimentar – Posicionamento das Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP)”), Sociedade Brasileira de Imunizações (“Vacina Rotavírus”), Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (“Rotavírus: sintomas, transmissão e prevenção”) 

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