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      Vacinas contra a meningite C: diferenças entre os dois tipos 

      por Equipe Danone Baby 27 de Julho de 2018 5 minutos

      Diferença entre as vacinas diz respeito à cobertura: uma cobre contra um meningococo, a outra protege a criança contra quatro

      A meningite C é, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), uma das doenças imunopreveníveis (preveníveis por vacina) mais temidas. Causada por uma bactéria, pode atingir a corrente sanguínea e provocar infecção generalizada. No Brasil, a condição é mais frequente em crianças até cinco anos. Por isso, a vacinação nas datas sugeridas por entidades oficiais, como o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é fundamental.

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      Há cinco principais grupos de meningococos (bactérias) causadores da meningite: A, B, C, W e Y. No Brasil, em 2016, o meningococo C foi responsável por 70% dos casos da doença. O sorogrupo B por 20%, e os 10% restantes pelos sorogrupos W e Y. Em menores de dois anos, vem ocorrendo uma redução da recorrência dos casos causados pelo sorogrupo C, graças à vacinação em massa promovida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010.

      Meningite C

      A meningite é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente progressiva e potencialmente fatal, causada pela Neisseria meningitidis, popularmente conhecida como meningococo. A doença provoca a inflamação das membranas que revestem o sistema nervoso central e possível infecção generalizada.

      A meningite é mais grave em bebês e crianças pequenas. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, às vezes, manchas na pele.

      As vacinas contra meningite C

      Há duas vacinas contra a meningite C disponíveis no Brasil: a “meningocócica C conjugada”, oferecida gratuitamente em postos de saúde, e a “meningocócica conjugada ACWY”, disponível apenas em clínicas particulares.

      A principal diferença entre as duas vacinas é que a oferecida pelo SUS contém proteção apenas contra a bactéria Neisseria meningitidis do grupo C. Já a “meningocócica conjugada ACWY” é quadrivalente e também oferece proteção contra os meningococos dos grupos A, W e Y, além do C. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações recomendam esta última para bebês, crianças e adultos, já que oferece proteção para outros tipos de meningococos, além do C.

      O esquema de doses sugerido é de duas doses aos três e cinco meses, além de um reforço aos 12 meses, que pode ser aplicado até os quatro anos. Além disso, a SBP e a SBIm recomendam mais dois reforços: entre cinco e seis anos e aos 11 anos de idade.

      Adolescentes devem tomar duas doses com intervalo de cinco anos. Já adultos devem tomar apenas uma dose, mas somente quando for recomendado por motivos específicos.

      Cuidados e possíveis efeitos adversos

      Não é necessário tomar nenhum cuidado específico antes da vacinação. Mas em caso de febre, adie a aplicação da vacina até que ocorra a melhora. Após a aplicação, compressas frias podem aliviar a reação no local. Em casos mais intensos, pode-se usar medicação para dor, mas somente sob recomendação médica.

      Qualquer sintoma grave ou inesperado após a vacina deve ser notificado ao serviço que o realizou, e o bebê deve ser levado ao médico. Dentre as reações mais comuns (recorrentes em mais de 10% das pessoas), estão vermelhidão, inchaço, dor ou sensibilidade no local da aplicação, além de dor de cabeça. Em bebês menores de dois anos, também podem ocorrer vômitos, diarréia, falta de apetite, sonolência e agitação.

       

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      Sociedade Brasileira de Vacinação (“Vacina meningocócica C conjugada”), Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos/ Bio-manguinhos (“Meningite AC: sintomas, transmissão e prevenção”) 

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